Residuall: a startup que cuida do lixo do mundo

Residuall: a startup que cuida do lixo do mundo

Matéria do site SouBH

Empresa de BH tem proposta inovadora e ousada para melhorar o descarte de resíduos

““Vamos cuidar do lixo do mundo”. A frase poderia ser atribuída a algum grande líder mundial, mas é o lema dos membros de uma startup que se destaca cada vez mais em Belo Horizonte. Com apenas 13 meses de atividade e equipe com média de idade de 23 anos, a Residuall é uma empresa que desenvolve e aplica a tecnologia ao sistema de coleta óleo de cozinha na capital mineira.

A lógica, apesar de simples, pode revolucionar a forma como a sociedade, sobretudo em BH, trata o descarte de resíduos. A startup atua como um elo entre quem produz e quem coleta o lixo, otimizando o processo, gerando economia para as partes envolvidas e contribuindo com o meio ambiente. “Nosso software conecta geradores de resíduos, como bares, restaurantes e padarias, com as empresas de coleta. Fazemos a gestão da rota de coleta e proporcionamos 40% de economia nesse processo”, explica Luiz Grilo, CEO da startup.

E tudo começou meio por acaso, quando Luiz ainda era estudante de engenharia, na UFMG, e participou de uma competição interna com o desafio de melhorar a logística de coleta do lixo da universidade. Dali surgiu um sensor para medir o nível das lixeiras e avisar quando a coleta era necessária. Depois, após se destacar no programa Startup Tech e ser finalista no Lemonade, a ideia deu origem à Residuall, que tem esse nome desde agosto de 2015.

Atualmente, a startup participa paralelamente de dois programas de aceleramento, o Seed e o TechMall. Todo esse prestígio é facilmente entendido quando mensuramos o retorno que a Residuall pode trazer ao mercado do tratamento do lixo. “Queremos mostrar o impacto que esses resíduos têm e fazer uma ruptura de cultura. Podemos deixar de ver aquilo como lixo, mostrar que tem valor”, argumenta Luiz.

Em apenas um ano, a Residuall conta com mais de 200 estabelecimentos geradores de óleo cadastrados gratuitamente, na Grande BH. Mas o crescimento é constante e a startup já tem novos planos. Em breve, será lançado um aplicativo para facilitar ainda mais a comunicação no processo de coleta e, em 2017, a ideia é sair apenas do universo dos estabelecimentos e expandir a coleta para dentro da casa dos belo-horizontinos.

A empresa está em fase final do desenvolvimento de um recipiente específico de captação do óleo vegetal, para que cada cidadão armazene o que produzir no dia a dia. Depois, a ideia é criar centenas de Ecopontos por BH, onde as pessoas poderão descartar o óleo perto de casa em troca de pequenos benefícios, como alguns pães de sal, por exemplo.

E o futuro?

Começar o desenvolvimento da empresa pelo óleo é uma estratégia da Residuall para solidificar seu negócio. Mas a startup já pensa grande e vai ampliar de maneira exponencial o serviço oferecido. “Até o fim do ano, vamos expandir os coletores para dar mais opções de descarte aos geradores, abrangendo resíduos recicláveis e eletroeletrônicos”, destaca Grilo.

Outro objetivo é tocar o todo o processo do descarte de lixo e atingir também os destinadores, ou seja, as empresas que recebem os resíduos e dão a eles um formato final. “Temos um projeto para que todo o óleo de cozinha de BH seja levado para uma usina biodiesel, onde possa ser transformado em energia renovável”, vislumbra o CEO. “Já tem todos os resíduos passando pela nossa plataforma, então, esse é mais um passo que queremos dar para chegar até o tratamento”, finaliza Luiz.

Para alcançar esses objetivos, a Residuall quer aproveitar ao máximo o momento atual de aceleramento no Seed e no TechMall, ambientes de trabalho coletivo voltado para o desenvolvimento de startups. “Ainda temos muita coisa para aprender e temos a vantagem de participar desses projetos. Aqui é uma escola para nós, aprendemos noções de mercado, plano de negócios e outras questões antes mesmo de entrar no mercado”, exalta Luiz.

Para conhecer mais sobre a Residuall, acesse o site oficial ou a página do Facebook da startup.”

Matéria do site SouBH

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