Consciência negra no programa de aceleração

Consciência negra no programa de aceleração

Dia 20 de novembro comemoramos o Dia da Consciência Negra, dia de resistência e de luta. Para falarmos sobre representatividade dentro do nosso ecossistema e do SEED, demos voz aos nossos empreendedores.

Bruno Souza, da Klopr

“Pra gente que é negro e brasileiro, vemos que não há uma valorização da contribuição da cultura negra na formação da cultura brasileira. Hoje, vale ressaltar, é verdade, a situação mudou muito! Eu não imaginava ver tanta mulher de cabelo crespo orgulhosa de si mesmo, usando um black power foda! Você se aceitar como negro e enxergar que não precisa entrar na forma da L´oreal Paris pra a galera te achar bonito.

Aqui no SEED eu me sinto bem, respeitado e tranquilo. Nunca vi um olhar tentando me medir, sabe? Tipo, quando a pessoa te olha da cabeça aos pés. nunca passei por esse tipo de situação. Já recebi um amigo meu aqui e, aparentemente, ele também teve o mesmo feeling. Só o fato da gente ter uma comissão de equidade de gênero, demonstra que as pessoas levam as diferenças bem a sério. Na minha opinião, é um safe place. Talvez, pelo perfil das pessoas e finalidade porque tá todo mundo reunido aqui. Devemos manter esse tipo de trabalho, da comissão, e não deixar a peteca cair. Afinal, a gente sabe que não é um assunto que está atrelado diretamente a dinheiro e afins, mas influência de uma forma foda! Quem não passa por certos constrangimentos, pode não ver valor por achar que não vai dar um retorno para a empresa.”

Marcos Moreira, Onboard Mobility

“Eu mesmo passei 18 anos da minha vida me reconhecendo como nada, até que entendi e percebi a negritude em mim. É um processo que estou em construção ainda, e que perpassa todo brasileiro de pele negra clara. Eu não sei como o SEED poderia ser um safe place, acho que assim como a luta feminista e LGBT, não podemos nos esquecer de que existe um problema de raça quando nos propomos a debater, como fizemos no InspiraSEED: diversidade para desenvolvimento de startups. Não dá pra falar sobre desigualdade no país sem falar de raça. Se o SEED quiser realmente mudar a realidade e pouca representatividade precisa fazer um trabalho de base. As universidades parecem base, mas não são. Lá negros ainda são minoria, mesmo com cotas. Eu tô falando de levar a difusão pra periferia, para escolas públicas e centros comunitários.”

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