Simi e Seed transmitem debate ao vivo sobre empreendedorismo feminino

Não há mais espaço para sexismo no mundo. As mulheres têm lutado, por anos, para conquistar seus espaços em várias áreas e, no empreendedorismo, na ciência e na tecnologia, não poderia ser diferente.

Neste Dia Internacional da Mulher, 8 de março, quinta-feira, o SIMI e o SEED vão realizar, às 14h, um debate sobre as conquistas e barreiras do empreendedorismo feminino. O encontro será transmitido ao vivo em ambas as páginas oficiais do Facebook e terá cinco convidadas.

A Live será mediada pela coordenadora de Comunicação do SEED, Isabela Scarioli, MBA internacional com foco em inovação e empreendedorismo em economias em desenvolvimento e especializada em Gestão de Negócios.

Para debater a presença das mulheres no empreendedorismo, estarão presentes Gabriela Santana, gestora de Projetos de Empreendedorismo e Inovação na Sedectes; Mariah Júlia, empreendedora da startup Melhor PlanoIsabella Corradi, agente de aceleração do SEED; e Paola Cicarelli, empreendedora da startup Cuboz.

Além disso, o talk quer incentivar mais mulheres a se inscreverem e participarem da 5ª rodada de aceleração de startups do SEED, já que acontecerá no dia da abertura das inscrições para o programa.

Programa-se e acompanhe, afinal, lugar de mulher é onde ela quiser!

Mulheres no empreendedorismo e na tecnologia são tema do SEED Experience

Das 40 startups que entraram na 4ª rodada do SEED, um dos maiores programas públicos de aceleração de startups da América Latina, apenas 8 têm CEOS mulheres. Como mudar esse cenário e propiciar que mais mulheres empreendam? Como fazer com que essas empreendedoras se interessem pelas áreas de tecnologia? Para falar sobre essas e outras questões, o SEED Experience “Elas à frente: Trajetórias e batalhas das mulheres no empreendedorismo” recebeu apenas mulheres na noite desta quinta-feira (16).

A 5ª edição do evento aconteceu em comemoração ao dia Dia Global do Empreendedorismo Feminino, lançado em dia 19 de novembro de 2014 pela ONU (Organização das Nações Unidas). De acordo com o Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras em Micro e Pequenas Empresas 2013, do Sebrae, 7,3 milhões de mulheres são empreendedoras no Brasil. O censo aponta que a participação feminina foi de 31,3%, em 2012, contra 29,4%, em 2002 – o que corresponde a um crescimento de 18% nos últimos dez anos.

O evento começou com a palestra “Todas as mulheres: Liderança e revolução” com Dani Marinho, consultora na ThoughtWorks Brasil, e Kelly Maia, sourcer da ThoughtWorks Global, abriu o SEED Experience. Dani e Kelly falaram sobre a importância de revolucionar a tecnologia, causando impacto no mercado local e na comunidade, para que as mulheres de fato consigam lugar no mercado de inovação.

“O machismo institucionalizado perpassa todas os lugares, principalmente empresas ligadas à tecnologia. Nós lutamos para sairmos de um lugar de invisibilidade em uma sociedade patriarcal. Por isso é importante que estejamos cientes do lugar que estamos, de onde viemos, para saber o que vamos enfrentar até conseguir chegar a cargos de tomada de decisão”, afirmou Kelly.

Por isso, a importância de falar sobre liderança para mulheres e do aprendizado que também deve vir por parte dos homens. “Também é preciso que eles sejam abertos e se coloquem no nosso lugar. Essa posição não é confortável, mas o olhar para o outro, quando existem práticas discriminatórias de gênero que excluem as mulheres do mercado do trabalho, deve ser feito pelos homens, para que consigamos mudar essa realidade”, garante Dani. E ambas afirmam: “Queremos todas as mulheres na tecnologia”.

Kelly Maia e Dani Marinho da ThoughtWorks

Em seguida, aconteceu uma conversa mediada por Ciranda Morais, fundadora da She’sTech, com quatro CEOs de startups do SEED, Amanda Busato (UPME!), Bruna Kassab (Evoé), Janayna Bhering (Safetest) e Juliana Brasil (MYPS). As cinco falaram sobre os desafios enfrentados pelas mulheres que querem empreender e de como fazer para fomentar o empreendedorismo feminino.

Segundo Ciranda, a construção de redes para fomentar a participação das mulheres na tecnologia e empreendedorismo é essencial. “É justamente isso que o She’sTech faz. A gente se une para criar uma rede forte, para ter engajamento, para capacitar mulheres, para inspirar as outras e assim construir uma comunidade de mulheres empreendedoras. Para que isso seja possível, é preciso criar oportunidades e promover inclusão profissional e social de todas”, considera a mediadora.

As empreendedoras do SEED também afirmaram o desafio de serem mulheres nesse mercado. De acordo com elas, as dificuldades já começam em casa, ao ter que conciliar as funções do cargo de chefia com as funções historicamente delegadas às mulheres. “O desafio começa quando você tem que pensar com quem deixar as crianças, o que geralmente não é uma preocupação dos homens. Colocar essas discussões em pauta com mais frequência é importante para que possamos conhecer outras que estão passando pelas mesmas experiências”, pontuou Janayna.

A falta de desenvolvedoras e programadoras também foi uma questão muito falada. “Uma das nossas dificuldades é se familiarizar com todas essas linguagens que nunca tivemos contato. A transformação também passa pela maior inclusão e entrada de mulheres nessas áreas”, afirma Amanda. E Bruna completa “Eu estou procurando há algum tempo uma desenvolvedora para a Evoé, mas é muito difícil achar”.

Por fim, o evento teve a conclusão de que “juntas somos mais fortes”. “Queremos criar um ambiente seguro, para que as mulheres levem suas dúvidas, sem medo e insegurança e possamos cada dia alcançar mais pessoas”, declara Ciranda.  “Se não temos opção, a gente deve ir lá em fazer, liderando quando for possível, para que com o tempo isso seja uma coisa natural”, finalizou Amanda.

Ciranda de Morais, fundadora da She’sTech, mediando o SEED Experience “Elas à Frente”

SEED Experience

Com intuito de inspirar empreendedores e comunidade, foi criado o SEED Experience. O evento abre as portas do SEED para sociedade, levando conteúdo e interação com o ecossistema de Minas Gerais. Um dos objetivos é impactar o público por meio de eventos descontraídos e educativos e alcançar, uma média de 1.000 pessoas no Estado, gerando mais de dez horas de conhecimento reaplicáveis.

Shark Tank tem investimento e parceria com as startups do SEED

Momentos de emoção, elogios e muita interação deram o tom do esperado painel Shark Tank, apresentado pelo SEED e pelo SEBRAE, que aconteceu hoje de manhã, (2), na FINIT (Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia). A simulação do programa da Sony foi conduzida pelo apresentador Cazé Peçanha e contou com a presença dos tubarões Camila Farani, presidente do Gávea Angels e especialista na área do empreendedorismo feminino, Caito Maia, criador da Chilli Beans, maior marca de óculos sul-americana, e um público com mais de mil pessoas.

Participaram do painel as startups Saipos e MYPS, aceleradas pelo SEED, OncoTag e Profitus, do SEBRAE, além da vencedora do 100 Open Startups na FINIT, OpinionBox. As cinco startups apresentaram seus pitches de três minutos para os tubarões, que tiveram sete minutos para fazerem perguntas, considerações e se posicionarem, decidindo se investiriam ou não no negócio apresentado.

O primeiro empreendedor a subir no palco foi o Anderson Onzi, CEO e cofundadorda Saipos, startup que apresenta um sistema para gestão de restaurantes e lojas. “A Saipos é um sistema simples, que possui configuração remota, possibilidade de integração e é altamente escalável. Em menos de três anos, nossa empresa foi comprada pelo maior aplicativo de delivery online da América Latina, o iFood”, apresentou Anderson.

A apresentação de resultados e conhecimento das dores do mercado, convenceu Camila Farani. A shark fez uma proposta, que foi aceita ao vivo pela equipe da Saipos, 500 mil de investimento por 15% da startup. “O Anderson tem um nível de sofisticação técnica, uma equipe complementar e soube responder todos nossos questionamentos. Sabe para onde vai, conhece as dores do mercado, e é isso que eu procuro”, afirmou a investidora.

Para Anderson, participar do Shark Tank foi a experiência mais incrível que ele já vivenciou ao fazer o pitch. “Ter ficado frente a frente com os tubarões foi desafiador, mas conseguimos o que queríamos. Sabíamos que ia ter alguma negociação e esses 15% está dentro da margem que planejamos”, considerou Anderson. Ele ainda ressaltou a importância do ecossistema belo-horizontino para essa conquista. “O SEED nos ajudou muito, todas as startups daqui ajudaram a gente a chegar onde chegamos”.

Juliana Brasil, fundadora da MYPS, foi a segunda empreendedora a se apresentar. A startup é a primeira plataforma de Personal Stylist automatizada, onde a usuária recebe seu estilo personalizado, além de indicações de compra e combinações de acordo com seu corpo. “A plataforma My Personal Stylist foi criada para ajudar as mulheres a terem mais confiança e autoestima através de informações personalizadas e consultoria de imagem acessível. Dessa forma entregamos leads mais qualificados para as lojas online, gerando mais compras acertadas”, explicou Juliana.

O shark Caito Maia gostou da plataforma, mas considerou que o momento ainda não era o ideal para o investimento na startup. A proposta foi uma parceria, para que a MYPS trabalhe a base e as necessidades da Chilli Beans. “Estou muito feliz de ter participado do Shark Tank. Essa parceria estratégica foi uma oportunidade incrível, proporcionada pelo SEED aqui na FINIT. Vamos usar a base e os canais da Chilli Beans para crescer a nossa base de usuárias e experimentar a nossa solução ainda mais”, afirmou a empreendedora, que agora está em busca de investimentos.

As outras três startups se apresentaram e, apesar de não terem recebido investimento, receberam elogios dos sharks, assim como a plateia, que foi considerada muito qualificada. Como escalar meu negócio? Como se tornar um investidor-anjo? Como discernir uma boa proposta? E conseguir credibilidade? Foram questões levantadas pelo público, que lotou a arena de negócios.

E os sharks deram as dicas. “O empreendedor tem que conhecer o investidor. E o investidor que ver a visão estratégica do empreendedor. A grande diferença é a forma como você faz o pitch para cada perfil. É preciso ser flexível e ter uma equipe complementar”, garantiu Camila. “Associe-se sempre com pessoas com o mesmo interesse que você, identifique uma dor no mercado e mostre sempre a verdade para o cliente”, finalizou Caito.

Confira um pouco do que rolou na cobertura do Sistema Mineiro de Inovação (SIMI):