#PerfilEmpreendedor: “Growth Hacking é fundamental em qualquer startup”

#PerfilEmpreendedor: “Growth Hacking é fundamental em qualquer startup”

conexão SEED e SIMI-01 (1)Por: Renato Carvalho/SIMI

O #PerfilEmpreendedor desta semana conta um pouco das experiências e visões do responsável pela Tecnologia e Marketing na MyPS, Bruno Ferrão. Com 39 anos, ele aposta no Growth Hacking como caminho para o sucesso de qualquer empresa.

Confira a entrevista completa:

SIMI: Como você entrou na MyPS?

Bruno: Eu tinha uma agência de marketing digital. A Juliana Brasil, fundadora da startup, foi minha colega de trabalho na Reciclo Comunicação, uma agência onde participei na criação do núcleo de inteligência digital, na época da convergência offline + digital. Fomos colegas durante um ano e meio. Quando teve a ideia de montar a MyPS, me procurou e acabei entregando uma consultoria, explicando como funciona os modelos de negócios e a gente desenvolveu a plataforma juntos. Eu recomendei que procurasse o ecossistema de startups, pois vi que o negócio tinha a ver com inovação e seria interessante para absorver o conhecimento e fazer conexões. Mais tarde, quando ela participou do programa de pré-aceleração do Lemonade, ela me procurou e me passou um monte de demandas. Eu vi que era muita coisa e que a plataforma precisaria de ajustes constantes. Foi aí que acabei entrando para a equipe.

SIMI:  Mas você já tinha tido algum contato com empreendedorismo?

Bruno: Eu frequento o SEED desde o primeiro ano, no primeiro Batch. Participei do primeiro Startup Weekend de BH e, na época, eu tinha uma startup que chamava Clube do Saldo, que também era do setor de moda e vestuário. Era um marketplace que conectava marcas de roupas com lojistas de todo o Brasil. Pouca gente sabe, mas muitas vezes, algumas marcas costumam ir para a China fazer um grande pedido, trazem um container com roupas e só conseguem vender 70%. Os outros 30% não tem destino certo. Eles não têm o que fazer com esse saldo. O Clube do Saldo pegava esse material e negociava com lojas de todo o Brasil todo com um valor mais interessante.

SIMI: Você falou que esteve presente em diversos momentos dos SEED.  O que você notou de diferença? Como foi essa evolução?

Bruno: Mudou em termos de amadurecimento. Não só o SEED, mas o ecossistema como um todo. A forma de lidar com startups e desenvolvimento de empresas evoluiu. Agora temos muito mais especialidades, mais informação, muito mais oportunidades de conexão com negócios e investidores. Há também uma participação mais ativa do estado. Naquela época não tínhamos a FINIT e esse evento sensacional é só uma ponta do trabalho que o pessoal da Sedectes está fazendo no estado.

SIMI: Como as startups lidam com a comunicação? Qual a importância de dar valor à esta área?

Bruno: Isto é uma coisa que mudou muito desde a primeira turma do SEED. No Clube do Saldo, tínhamos uma preocupação muito pequena com marketing e comunicação. Mas, esta área tem um papel fundamental no processo, não só para colocar a empresa na prateleira, mas para acelerar as vendas e proporcionar mais conexões.

SIMI: Na área de marketing, você tem algum conselho para quem está começando a empreender?

Bruno: O Growth Hacking* é indispensável para qualquer startup. Temos um grupo super ativo no Facebook que chama Growth Hackers Brasil, onde estão reunidos os principais profissionais atuantes no Brasil e a troca é muito legal. Fizemos o primeiro meetup de Growth Hackers em BH, no final do ano passado. A gente pretende fazer o segundo assim que começar a próxima rodada do SEED, porque queremos disseminar o mindset entre as novas startups.

SIMI: Na faculdade de comunicação ainda é raro ver algum incentivo para empreender. Como mudar esse mindset? Como incentivar os profissionais desta área a abrir seu próprio negócio?

Bruno: Agora que está mais claro o papel fundamental da comunicação e do marketing também no cenário da inovação, o pessoal tem que começar a participar mais e absorver mais do ecossistema e fazer parte. As startups precisam ficar ligadas nisso e procurarem esses profissionais. Normalmente, quem forma em comunicação vai procurar empregos tradicionais, que já não conta com muitos postos de trabalho. Precisamos desse pessoal mais envolvido com o ecossistema.

SIMI: Qual a importância do Growth Hacking para as empresas?

Bruno: Growth Hacker é um profissional que reúne conhecimentos de T.I, engenharia, de marketing e precisa ser criativo. Ele é fundamental em qualquer startup porque é quem vai implementar estratégias fora da curva, para alavancar e fazer crescer mais rápido. Fomos destaque no SEED na rodada passada, ganhamos uma viagem para o Vale do Silício, e o que vimos por lá, é que as startups adotam esse mindset desde o estágio inicial.

SIMI: Você tem alguma meta pessoal como empreendedor?

Bruno: Minha mãe acha que é um defeito, e eu acho que é uma virtude. Eu tenho uma coisa comigo de ajudar as pessoas. Além da MyPS, estou sempre buscando dar uma força para a galera que está empreendendo. Às vezes uma mentoria, às vezes uma consultoria, ou só uma dica, tentando mostrar algo que não tenham notado ainda. Eu tenho essa coisa de ajudar, de querer fazer parte desse processo.

SIMI: O que o SEED acrescentou para você?

Bruno: O SEED foi um divisor de águas. O crescimento profissional é uma coisa absurda: muitas conexões e muito conhecimento absorvido em um período tão curto de tempo. Eu já estava começando a trabalhar a consultoria, mas depois do SEED a coisa deslanchou. O programa agregou demais à minha vida.

SIMI: Qual é a diferença para a rotina de trabalho em uma startup e para uma empresa tradicional?

Bruno: Na empresa tradicional não é que você trabalha 8 horas por dia, às vezes é muito mais que isso também fazendo hora extra. Mas, em sua startup, é 24/7, você dorme e acorda pensando naquilo. Tudo que faz é pensando naquilo, até nos momentos de lazer. É mais prazeroso, porque você está construindo algo próprio. Além disso, a startup tem um time, que está em sua responsabilidade, as pessoas contam com você. O peso é muito maior.

SIMI: Você tem alguma referência na área, alguém em quem você se inspira?

Bruno: Um nome que qualquer Growth Hacker conhece é o Raphael Lassance. Ele é referência no Brasil em Growth Hacking e dá muita palestra pelo país. É um profissional fora de série.

SIMI: O que você gosta de fazer nas horas livres?

Bruno: Eu gosto muito de cultura. Então estou sempre trabalhando na cena musical daqui, principalmente com o pessoal autoral. Faço o BH Tattoo Festival, mas eu estou envolvido com esse pessoal das banda. Eu toco guitarra desde os 11 anos de idade e já tive uma cinco bandas. Quando era mais novo ouvia muito metal, estamos em BH, né, berço do Sepultura.

*Growth Hacking pode ser definido como marketing orientado a experimentos. Com ele, é possível encontrar oportunidades – hacks – e criar estratégias específicas visando o crescimento – growth – da empresa ou startup.

Via Simi

#PerfilEmpreendedor – Pedro Israel revela barreiras enfrentadas em sua trajetória

#PerfilEmpreendedor – Pedro Israel revela barreiras enfrentadas em sua trajetória

conexão SEED e SIMI-01 (1)

Por: Renato Carvalho / SIMI

Empreender nem sempre é fácil. Há diversas pedras no caminho, já diria Drummond, mas o processo pode se tornar mais simples com a ajuda de quem já percorreu esta trilha da inovação.

Completando o primeiro mês, o 4º #PerfilEmpreendedor do SIMI e do Seed é sobre Pedro Israel, cofundador da startup Melhor Plano, participante da 4ª rodada do programa de aceleração do Governo de Minas Gerais.

Aos 34 anos, Pedro é natural de Bom Despacho, mas mora na capital mineira desde os 15 anos de idade e conta um pouco da sua história.

SIMI: O que é a Melhor Plano?

Pedro: A Melhor Plano, basicamente, ajuda o consumidor  economizar nos serviços que contrata. Hoje, somos especializados na área de telefonia celular. Pela plataforma web da Melhor Plano, você encontra comparações entre pacotes de cada operadora, permitindo que o usuário feche um plano mais econômico conforme o seu uso.

SIMI: Quando foi o seu primeiro contato com inovação e empreendedorismo?

Pedro: Minha história como empreendedor foi acontecendo. Eu não tenho uma noção certa de quando virei empreendedor. Eu comecei com uma carreira normal, me formei em Computação na UFMG e mais tarde fui fazer mestrado fora no Brasil. Primeiro fui para a Austrália, na Universidade de Melbourne, só que eu não tinha dinheiro para os dois anos de faculdade. Eu tinha dinheiro apenas para um ano. Só que acabei correndo atrás de uma bolsa de estudos na Europa e ganhei. Larguei a Austrália, fui para lá, em um consórcio de universidades. Fiz o mestrado um semestre na Espanha, um na Itália, um na Suécia, depois voltei para Espanha e fiz minha tese lá. A partir daí eu percebi que não queria voltar para uma empresa. Eu queria ter meu próprio negócio e acabei desenvolvendo um na Espanha. Mas como não tinha raiz alguma lá, a economia não era boa no momento e o Brasil estava bem, resolvi voltar. Comecei a Livobooks, uma empresa que fazia aplicativos infantis, e foi aí que realmente entrei na área do empreendedorismo tecnológico.

SIMI: E como foi a experiência com a Livobooks?

Pedro: Eu não sabia absolutamente nada sobre o processo de startups. Cometi vários erros nesse processo. Foi uma empresa que captou investimento, chegou a fazer um produto de altíssima qualidade, com contratos com gigantes como Discovery Kids e Warner nos EUA. Só que não tínhamos um modelo de negócio bem feito. O produto era muito bom, foi eleito o melhor aplicativo infantil de 2013 pela Apple, mas o negócio não era sustentável. A empresa fechou, mas foi um grande aprendizado. Eu saí muito mal financeiramente e até considerei voltar para o mercado de trabalho, mas foi aí que comecei a Melhor Plano.

SIMI: Como foi a criação da Melhor Plano?

Pedro: Na Livobooks, eu montei um time apenas de produto. Eu não tinha gente com cabeça de vendas. Eu fiquei um ano conversando com meu sócio, o Felipe Byrro. Nós tínhamos, por coincidência, o mesmo problema com empresas de telefonia. Era muito difícil saber quanto consumíamos e quais eram as melhores opções de mercado. Foi aí que enxergamos a oportunidade. “Quantos usuários de telefonia há no país? É uma problema que todo mundo enfrenta”. Criamos a Melhor Plano, como um experimento de monitoramento de contas. Depois passamos pelo Startup Chile e mudamos o modelo para o site de comparação que é o oferecemos atualmente. Desde a mudança, crescemos muito rápido. Hoje, temos mais de 400 mil pessoas utilizando nossa solução todos os meses. Agora estamos na parte de otimizar e formatar esse produto para fazer a comparação de vários outros serviços.

SIMI: E qual foi o papel do Seed no desenvolvimento da startup?

Pedro: A gente chegou no programa já com esse modelo de comparação dando certo, mas o Seed nos proporcionou uma estruturação muito boa. Ao entrar no programa, éramos o Byrro e eu. Quando saímos, éramos sete pessoas na equipe. Hoje, estamos com 13 membros no time. Todo esse modelo de como funcionamento foi desenvolvida no Seed. Durante a aceleração aqui em Belo Horizonte conseguimos multiplicar nosso faturamento por três vezes. Foi um período muito importante.

SIMI: Quais as grandes dificuldades você enfrentou no empreendedorismo?

Pedro: O mais difícil nesse processo, sendo muito sincero, foi a falha que tive na minha primeira empresa. Em termos técnicos, o mais difícil para uma startup é fazer algo que venda no mercado, que seja sustentável. Mas eu diria que o maior desafio como empreendedor é a cabeça sempre boa, mesmo nos momentos  difíceis. O empreendedor vai passar por pressões grandes. Todo grande empreendedor já passou por períodos assim. O importante é se manter no controle da situação. Esse exercício mental de estar tranquilo, mesmo nas adversidades, é o maior desafio para o empreendedor. Saber tomar boas decisões, não decisões extremamente emocionais.

SIMI: Muito se fala de mindset empreendedor. Como você construiu o seu?

Pedro: Não sei. É difícil responder. Eu sei que mudei muito, não tenho dúvida alguma. No período de faculdade eu não tinha claro que seria empreendedor, apesar de ter feito algumas iniciativas empreendedoras, que não eram exatamente comerciais, eram aventuras (rs). Mas eu mudei muito a minha personalidade ao longo do processo. Eu era muito mais tímido, por exemplo, e acho que o empreendedor não pode ter medo de levar “não”. As coisas vão mudando ao longo do tempo.

SIMI: Qual dica você dá para formar uma boa equipe?

Pedro: A grande lição que ficou para mim é procurar pessoas diferentes de você, mas que estejam alinhadas com o mesmo objetivo. Tenho uma sociedade muito feliz com o Byrro, porque nós somos muito diferentes em termos de personalidade. Eu tenho uma visão mais analítica, enquanto ele tem uma visão mais comercial e, por isso, o negócio fica bom. Nós temos um objetivo claro, alinhado e transparente sobre o que queremos construir. Temos o mesmo objetivo, mas com maneiras diferentes de resolver o mesmo problema. Isso faz de nós um time muito forte. Então, o principal conselho é procurar alguém que não é igual e nem pensa igual a você.

SIMI: Você se inspira em algum grande nome?

Pedro: Eu acho que é bom entender quem está fazendo grandes coisas. Para mim, quem é referência é o Elon Musk. Acho que o que mais me admira nele é que depois de vender o PayPal, ele poderia ter encostado. Não precisaria se preocupar com mais nada, mas ele continua construindo coisas grandes  e arriscando seu patrimônio inteiro. É um cara em que eu admiro a coragem. Agora, historicamente, dos que eu li a respeito é o Benjamin Franklin. O que ele fez durante sua vida, para mim, ele viveu três vidas em uma só. Ele foi um escritor, um grande empreendedor. Foi parte da criação dos primeiros jornais e revistas, veio como imigrante da Inglaterra em um período de construção dos EUA. Depois foi ser cientista, descobriu vários termos usados hoje. Ele que inventou o pára-raio. Ele que mostrou que o raio era feio de eletricidade e não era simplesmente uma carga mística. É um cara que empreendeu em diversas áreas.

SIMI: Muito se fala da carga de trabalho de empreendedor. Como é a sua rotina de trabalho?

Pedro: Minha carga de trabalho varia. Há períodos mais apertados, menos apertados. Ultimamente eu tenho tido pouco tempo, estou com o tempo  cronometrado para conseguir entregar tudo. Nas última semanas eu tenho trabalhado mais de 14 horas por dia. Eu sempre reservo um tempinho para descompressão, mas há períodos intensos na empresa. Mas tento, em momentos mais tranquilos, estudar. Gosto de colaborar com a comunidade de inovação também. Sou parte de uma turma que dá aula de empreendedorismo na UFMG e faço isso de maneira voluntária. Não sou uma pessoa que sabe de tudo, mas o que tive de experiência eu vou passar para frente. Além disso, sou músico. Ultimamente tenho tocado menos, mas na outra vida que tive (rs) eu já tive uma banda que tocava pop rock em festas de faculdade. Eu gostava para caramba. Diria, talvez, que foram meus primeiros experimentos como empreendedor. Inclusive o pessoal faz essa piada: antigamente você tinha uma banda de rock, hoje tem uma startup. Eu posso dizer que fiz as duas coisas.

Via Simi

#PerfilEmpreendedor – Pedro Vasconcelos: “Nunca comece a desenvolver um produto antes de vender”

#PerfilEmpreendedor – Pedro Vasconcelos: “Nunca comece a desenvolver um produto antes de vender”

conexão SEED e SIMI-01 (1)

Por Renato Carvalho/SIMI 

Nesta semana, o #PerfilEmpreendedor realizado pelo SIMI e pelo Seed traz um participante da 3ª rodada do programa de aceleração: Pedro Vasconcelos, 27 anos, cofundador e diretor de operações da BeerOrCoffee. À frente da startup, ao lado de sua irmã, Roberta Vasconcelos, o empreendedor revela o momento e os motivos que levaram a empresa a pivotar.

O empreendedorismo vem de família e, desde pequeno, o engenheiro civil foi incentivado pelo pai a ter seu próprio negócio. Por isso, Pedro avalia a importância do apoio familiar. Além disso, ele acredita que o ecossistema mineiro de inovação está crescendo exponencialmente.

A BeerOrCoffe, hoje, é uma plataforma que dá acesso a vários coworkings, conectando pessoas com espaços de trabalho e também a outras pessoas. Confira a entrevista na íntegra:

SIMI: A BeerOrCoffee participou da 3ª Rodada do Seed. Em que o programa agregou à startup?
Pedro: A gente já havia participado de outros programas de aceleração, mas o Seed foi um marco enorme para a BeerOrCoffee, porque tínhamos um outro modelo de negócio. Foi um momento em que a startup pivotou para o modelo atual: um marketplace de coworkings. Então, foi essencial para nos fazer mudar e crescer. Fomos os campeões da 3ª rodada e, por causa do programa, não só encontramos um modelo sustentável e replicável, como crescemos e estamos no patamar em que nos encontramos hoje: temos 65% do mercado do Brasil.

SIMI: Quando você teve o primeiro contato com o empreendedorismo em sua vida?
Pedro: Eu venho de uma família empreendedora. Meu pai tem oito empresas na família e meu avô sempre foi empreendedor. Eu sou sócio da minha irmã e, desde casa, no nossos almoços e jantares, conversávamos sobre negócios. Desde pequenos vendíamos chocolates na escola. Minha irmã vendeu cachorro-quente enquanto estudou no exterior. Mais tarde, em 2008,  já em Belo Horizonte, minha irmã trabalhava na SambaTech, uma startup aqui de Belo Horizonte. Foi quando eu tive o primeiro contato com empreendedorismo em tecnologias e startups. No começo de 2012, nós resolvemos empreender. Tentamos uma vez, duas e na terceira vez, em 2015, começamos o BeerOrCoffee. Um pouco antes, em 2013, a gente começou o Tisdo, que era outra startup, que teve um certo sucesso. O aplicativo foi escolhido como o melhor da AppleStore, faturamos mais de R$ 1,5 milhão com vários clientes como Ambev e Três corações, mas o modelo não era replicável. Não tínhamos uma startup. Tínhamos uma agência de marketing, de desenvolvimento de software.

SIMI: E aí vocês partiram para a BeerOrCoffee…
Pedro: Em outubro de 2015, a gente iniciou a BeerOrCoffee e participamos de um programa de aceleração no Startup Chile. Em 2016, levantamos investimento anjo, participamos do Seed, ganhamos alguns prêmios, como o Google Demoday, o Startup Games, e então conseguimos esse novo modelo e escalamos. Hoje somos uma equipe de 15 pessoas. Crescemos não apenas em equipe, mas em faturamento. Estamos muito felizes com os resultados.

SIMI: Você veio de uma família empreendedora. Crescer com esse mindset empreendedor fez a diferença?
Pedro: Meu pai, principalmente, é uma figura dentro da nossa família que nos incentiva, desde cedo, a ter o nosso próprio negócio. E por mais que ele tenha o próprio negócio, a gente resolveu seguir o nosso caminho. A gente buscou uma forma de impactar muitas pessoas ao redor do mundo e isso é algo que nos incentivou bastante. Eu cheguei a trabalhar com outras pessoas, na área de turismo, de construção civil, mas ele sempre perguntava o que eu iria criar: “E aí, se você fosse fazer isso na sua área profissional, o que você faria?”, ele dizia. Ele é um exemplo dentro de casa. Tivemos esse privilégio de ver ele fazendo e nos inspirar nele, e no resto da família, para fazer igual.

SIMI: Houve dificuldades na construção do negócio, mesmo com o apoio em casa?
Pedro: 
Com certeza. O que a gente mais fez foi falhar. Estamos desde 2011 e só estamos tendo sucesso há um ano e meio, quando saímos do Seed, no começo de 2017. Em todos os outros anos estávamos errando.

SIMI: E o que você destaca de positivo durante o processo?
Pedro: Há três pontos que eu tenho que destacar. Primeiro são as pessoas que encontramos no caminho. A importância de mentores, de empreendedores e até mesmo professores, que vão te ajudar no caminho a não bater a cabeça naquilo que eles já bateram ou fazer com que você enxergue com mais clareza o seu caminho. Hoje temos um networking muito forte e as pessoas que estão ao nosso redor nos ajudam em nosso dia a dia. O segundo ponto  é fazer algo que você ama. O problema que resolvemos hoje, que é mudar a forma como as pessoas trabalham, é algo que me move. Eu tenho um computador na minha mochila e eu posso trabalhar de onde eu estiver. Se estou aqui, se estou em Bali, na Austrália, na Alemanha. Meu sócio mora em Lisboa, minha irmã fica em São Paulo, por questões pessoais. E há um alinhamento do pessoal com o profissional. Se você gosta e ama o que você faz é fácil pular essas barreiras e desafios que estão aí pela frente. O terceiro ponto é não desistir. É ter resiliência. Falhas vão acontecer. Você tem que ser uma pessoa que aprende rápido, através das conexões e da paixão que você tem. Por mais que haja obstáculos no caminho, se você ama o que você está fazendo, e se você tem pessoas boas ao seu lado, você vai conseguir ter sucesso.

SIMI: Qual erro você cometeu e que se você pudesse aconselhar alguém você diria “não faça”?
Pedro: Principalmente na área de tecnologia e startups, o erro é fazer um produto mais complexo possível, mais perfeito possível, antes de você validar sua venda. Vou dar um exemplo. Tínhamos uma base de 30 mil pessoas usando a plataforma e resolvemos lançar a parte de reserva de espaços de coworking. Para funcionar, precisávamos de ter um meio de pagamentos, acesso ao calendário, um controle para fazer as reservas e a página para o cliente acessar. Há vários pontos no produto que você tem que desenvolver, mas resolvemos não fazer nada disso. Decidimos lançar o mínimo possível, o MVP, e em um final de semana fizemos uma página com formulário. Se as pessoas estivessem preenchendo esse formulário, significa que elas queriam reserva. Dessa forma, a gente recebia um e-mail. A partir daí, fazíamos a cobrança, enviávamos a reserva para o coworking e operava tudo isso na mão. O maior erro que fizemos em outras startups foi passar vários meses desenvolvendo um produto maravilhoso, conforme nossa cabeça, e depois, quando lançado no mercado, ver que estava errado. Perdemos tempo e tivemos que mudar tudo. Nunca comece a desenvolver um produto antes de você vender. Venda primeiro, feche com o cliente, seja B2B, ou uma validação no B2C. A partir daí, quando você perceber que não está tendo mais tempo está na hora de desenvolver o produto. Eu aprendi, seja qualquer feature, um produto ou um processo novo que a gente cria na empresa,  sempre fazemos lean, simples e rápido.

SIMI: Vocês entraram no Seed como um aplicativo de conexões. Qual foi o clique para pivotar, como foi esse momento de mudança?
Pedro: Foram dois marcos importantes. O nosso agente de aceleração no Seed, o Daniel, nos fez ver qual eram as áreas que estávamos atacando. Ele nos ajudou a abrir a cabeça. Por mais que fôssemos um aplicativo de conexões, ele era mais usado em coworkings. A gente estava fechando bares e cafés enquanto as pessoas estavam se encontrando em coworkings. O nosso acelerador nos fez ver que tínhamos um erro, mas que tinha solução. Depois fomos para o Google Demoday, também por causa do Seed. Os experts do Google olharam nossas métricas e começaram a buscar modelos que poderíamos atingir. Já havíamos trabalhado em coworking. Ficamos seis meses no Seed, trabalhamos seis meses em Santiago e aprendemos a importância de estar em espaços como esses para conexões. Buscamos um modelo que já funcionava em outro mercado e trouxemos para cá.

SIMI: Como está a BeerOrCoffee hoje?
Pedro: Estamos em mais de 100 cidades, em mais de 500 espaços de coworking. Temos grandes clientes, como Banco Inter, GymPass etc. A gente tem mais de 80 mil usuários. Já representamos 65% do mercado de coworking do Brasil. Dominamos o mercado brasileiro e estamos expandindo internacionalmente para Lisboa. Passamos do break-even, já passamos da parte que se sustenta, estamos tendo um crescimento muito forte. Só nos últimos meses a gente cresceu 40% mês a mês e a vamos levantar, no meio do ano, R$ 5 milhões em uma série A.

SIMI: Você já conheceu diversos ecossistemas, já esteve em vários países. Como você avalia o ecossistema mineiro?
Pedro: Acho que o ecossistema mineiro está melhorando exponencialmente em termos de maturidade, como uma startup. Desde que entrei no Seed, há quase dois anos, era outro mercado, outro ecossistema. Acho que o que faz o nosso ecossistema forte é que temos o poder público, o poder privado, o poder acadêmico, as startups e a inovação todos juntos. Isso é muito forte. No Vale do Silício há a Stanford, as universidades em volta, o poder público é muito forte lá, e tem também o privado, que fez com que a região crescesse. O nosso mindset aqui é sempre de colaboração. Se alguém precisar de ajuda, outras startups vão ajudar sem esperar nada em troca. Essa troca faz com que o ecossistema cresça. O acesso a recursos no Vale do Silício é muito fácil, porque é a Meca da tecnologia e também porque já aconteceu a maturidade do ecossistema. Isso significa que as empresas já foram vendidas, e as pessoas que ganharam dinheiro, sejam os empreendedores ou investidores, reinvestiram no ecossistema, em novas empresas. Isso fez um ciclo, que é o que ainda não aconteceu em Minas Gerais. A partir do momento que houver esses ciclos, vamos crescer muito. O primeiro ciclo que tivemos foi a venda da Akwan para o Google. Eles quiseram manter o Google aqui, ajudar a UFMG, e pensaram no payback. É o que está acontecendo com Hyperloop que está vindo aí. Fazendo isso, o ecossistema vai se oxigenando e crescendo.

SIMI: Qual dica você dá para uma pessoa que está engatinhando no empreendedorismo, mas não consegue sair da inércia?
Pedro: Acho que o principal ponto é a observação. No começo, como empreendedor, você tem que ter esse drive de empreender. Para você ter esse drive de empreender, você tem que resolver um problema. Então no primeiro momento é ficar observando seu dia a dia. Repare na sua rotina, em algo que você não está satisfeito. Foi chamar um táxi e não conseguiu? O cara foi lá e criou o EasyTaxi. Tem que ter esse mindset aberto. Abra a cabeça para ficar observando muito, até encontrar um problema na sua vida que você percebe que pode ser problema de outras pessoas. Se faz sentido resolver, se você tem paixão por isso, faz sentido você atacar esse problema. Se não tem paixão, não vai, porque lá na frente vai ter uma dificuldade e não vai dar certo. O resto do processo tem o Seed, tem a comunidade, tem vários atalhos para te ajudar. Então, o primeiro momento é ficar observando e achar algo que faça um sentido para você.

Tire suas dúvidas sobre o edital

Tire suas dúvidas sobre o edital

As inscrições para a 5ª rodada do SEED – Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development – estão abertas! O programa tem como objetivo fomentar o ecossistema de empreendedorismo e inovação em Minas Gerais, através da seleção de 40 startups e empresas de base tecnológica para serem aceleradas. Cada selecionada recebe, além dos benefícios não financeiros, como mentorias, espaço de trabalho em coworking, armazenamento de dados em nuvem e muitos outros, capital semente de até R$ 80 mil, livre de participação. O edital estará disponível no site do Minas Digital.

Pensando nas possíveis dúvidas dos interessados, criamos um FAQ especial explicando tudo que é preciso saber sobre o processo de inscrição para a rodada. Confira!

Sobre o SEED

O SEED é um dos maiores agentes de fomento do ecossistema de empreendedorismo e inovação brasileiro. Sua principal iniciativa é o programa de aceleração de startups para empreendedores do mundo todo que queiram desenvolver seus negócios em Minas Gerais. O programa é uma experiência única de desenvolvimento de startups, além de potencializar a interação e a transferência de conhecimento e habilidades entre empreendedores apoiados e o ecossistema local e global. Ele é parte do Minas Digital, iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais (SEDECTES), que tem como objetivo difundir a mentalidade empreendedora e tornar Minas Gerais o maior hub de startups e inovação da América Latina, e é financiado pela Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais).

Com o primeiro edital lançado em 2013, o SEED já promoveu quatro rodadas de aceleração, todos com a elegibilidade de pessoas físicas e não apenas de startups já cadastradas como pessoa jurídica. O programa atingiu a marca de 5.408 inscrições e contou com a participação de 152 startups, sendo 116 brasileiras e 36 estrangeiras de 25 nacionalidades, com um total de 384 empreendedores. As empresas aceleradas geraram 300 empregos diretos em MG e captaram cerca de R$ 22 milhões em investimentos. O coworking do programa recebeu, apenas em 2017, nove mil visitantes.

Quem já passou por aqui aprova

“Com a participação no SEED pudemos profissionalizar nosso negócio, aprender a partir da experiência de outras empresas e evoluir muito. As mentorias foram essenciais para nos guiar por caminhos que nos levaram a um desenvolvimento genuíno do negócio, que não teríamos conseguido sozinhos”, conta Paola Cicarelli, co-fundadora da Cuboz que participou da 4º rodada do programa em 2017.

E aí, esclarecemos suas dúvidas? Se quiser saber mais do processo de inscrição, nos acompanhe em nossas redes sociais ou mande um e-mail para seed@fco.org.br.

#SEEDRecebe – Em busca de propósito

#SEEDRecebe – Em busca de propósito

Estudantes do IBMEC vêm ao SEED para reflexão sobre carreira, sucesso e geração de valor

Abrir uma empresa. Esse é o senso comum do que significa empreender, de acordo com o professor de empreendedorismo e inovação do IBMEC de Belo Horizonte, João Bonomo. No intuito de colaborar para desfazer esse clichê, ampliar o olhar dos seus estudantes sobre o assunto e mostrar o efervescente ecossistema de Belo Horizonte ele traz, com frequência, seus alunos de administração, engenharia civil e economia, para uma aula no coworking do SEED. Foi o que aconteceu na noite da última segunda-feira, 05/03, quando quase 50 estudantes participaram da aula de empreendedorismo e propósito, ministrada por Daniel Oliveira, coordenador geral do SEED.

“Conheço o SEED desde os seus primórdios e é um programa que me dá orgulho de ser mineiro. Você vê que podem haver outros programas de aceleração, mas nenhum governo estadual consegue ter essa atuação que o SEED tem. Ele tem uma característica que eu gosto muito que é a reinvenção. Já vi o programa se reinventar diversas vezes, a cada edição ele evolui, se mostra diferente, se adapta. Isso é um sinal de compromisso e competitividade”, diz Bonomo.

Além de apresentar o SEED, o programa de aceleração que já está na 5ª rodada e a difusão de conhecimento feita no interior de Minas Gerais, Daniel mostrou os resultados alcançados desde 2013, data de início das atividades e os impactos de ter um programa público como o SEED. “Minas Gerais depende prioritariamente de duas indústrias: mineração e agricultura. O empreendedorismo e a inovação são caminhos para diversificar a economia do estado e trazer desenvolvimento. Inovação é diversidade”, salienta.

O conteúdo da aula mistura dados do ecossistema, conceitos teóricos e filosóficos e apresentação de tendências. O assunto principal, propósito, é tratado a partir do ponto de vista de criação de valor para o mundo, tanto do prisma pessoal como do das empresas. Daniel conta sobre os diversos pontos de vista de propósito, da busca do ser humano por um sentido, além falar das aplicações práticas das ideias. A aula mostra tendências como a reinvenção do ser humano na era digital e a mudança de paradigmas que ela traz, como o conceito de abundância e a ampliação de oportunidades, passando por sucesso e chegando a reflexões sobre aspectos como a nanotecnologia, a robótica, a inteligência artificial e as realidades intersubjetivas. O palestrante exemplifica cada ponto com vídeos, cases e experiências pessoais, além de instigar os participantes a pensarem sobre suas próprias vidas, escolhas e a compartilhar os seus pontos de vista com os colegas. “Achei muito boa a palestra, a melhor que tivemos até agora. Contribuiu para ampliar nosso repertório, nos ajudar a formular perguntas”, avalia Débora Silva, 23 anos, que cursa administração.

Débora Silva, estudante de administração. (Foto: Isabela Scarioli)

Para finalizar a noite, um exercício de compartilhamento e empatia. “Não conhecia o SEED, achei que a palestra ajudou no entendimento de conceitos chave para levar o empreendimento à frente”, é a opinião de Matheus Faria, de 21 anos, aluno de administração.

Matheus Faria, estudante de administração. (Foto: Isabela Scarioli)

Se você gostou do conteúdo, veja esse vídeo indicado na apresentação e não deixe de conferir os livros indicados para os estudantes: “O que é o futuro?”, “Vai lá e faz”, “Why We Work” e “Homo Deus”.

Empresas aceleradas pelo SEED crescem e colhem frutos da participação

Empresas aceleradas pelo SEED crescem e colhem frutos da participação

Programa do Governo do Estado para desenvolver startups impacta economia mineira com empregos gerados e negócios fechados

Considerado um dos maiores projetos públicos de aceleração de startups da América Latina, o SEED – Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development deve abrir, nas próximas semanas, as inscrições para a quinta rodada do programa. A grande novidade é que, em iniciativa inédita no país, o SEED vai treinar seus próprios agentes de aceleração, que irão auxiliar na capacitação das startups participantes na próxima rodada.

“Vamos contratar pessoal e dar um treinamento de agente de aceleração, durante seis semanas. Isso nunca foi feito antes no programa. O principal diferencial é que essas pessoas serão treinadas por nós, que já estamos no programa, e, portanto, dentro da cultura do SEED, o que afina o trabalho”, explica Bruno Scolari, que acaba de assumir a coordenação do programa junto ao colega Daniel Oliveira. “Estávamos à frente da aceleração e agora assumimos o SEED. O fato de nós dois sermos empreendedores também agrega ao trabalho, pois entendemos o que todos passam”, frisa Scolari.

Aliás, todo o processo de aceleração do SEED já vinha sofrendo mudanças: até a terceira rodada, era contratada uma aceleradora externa. “Com isso, não havia uma gestão apropriada e contínua de conhecimento de um período para o outro”, enfatiza o coordenador. Na última rodada, o processo foi feito de forma interna. “Criamos uma metodologia, com um time de aceleração próprio do SEED, e testamos. Queríamos fixar o conhecimento ali, criar uma cultura. Os resultados foram muito bons. Consideramos que foi a melhor rodada que tivemos até hoje”, diz Scolari.

Os números da quarta rodada comprovam os bons resultados. As 40 startups participantes – 101 empreendedores, de dez nacionalidades – tiveram um faturamento total de R$ 2,8 milhões, e, além disso, captaram mais de R$ 7,5 milhões em investimentos. Foram gerados, ainda, 164 empregos diretos.

“Outra novidade importante que trouxemos na quarta aceleração foi que antes o SEED era muito focado no negócio. Mas o empreendedor também tem que se desenvolver como profissional. Então trouxemos um parceiro para isso. Essa etapa foi chamada de trilha do desenvolvimento do empreendedor”, destaca Scolari. Dessa forma, enquanto os agentes de aceleração cuidavam do desenvolvimento do negócio da startup, os empreendedores treinavam e otimizavam suas habilidades socioemocionais, sendo preparados para os desafios do mercado.

No total, foram 4.400 horas de mentoria personalizada e 120 horas de conteúdo compartilhado entre os empreendedores. O programa também tem um viés de difusão por todo o estado: foram mais de 1.000 horas em 520 atividades realizadas em todos os 17 territórios regionais de desenvolvimento, impactando mais de 30 mil pessoas.

Startup mineira destaque

A Melhor Plano foi um dos destaques e está em pleno crescimento.

A Melhor Plano, uma das empresas destaque da quarta rodada de aceleração do SEED, surgiu em 2016 pensando em encontrar soluções de telefonia mais baratas para o consumidor. Pedro Israel e o sócio Felipe Byrro, ambos de Belo Horizonte, perceberam a dificuldade de se escolher um plano ideal, e a partir daí criaram o negócio. “Nosso objetivo é ajudar o usuário a encontrar a opção mais interessante para a necessidade dele. Começamos focados em planos de celular, mas hoje oferecemos o serviço também com banda larga, TV por assinatura e telefonia fixa. E pretendemos ampliar isso”, afirma Pedro Israel.

A startup, que começou com os dois amigos, hoje tem sete funcionários e está com 11 vagas abertas após a aceleração no SEED. No período, o faturamento da empresa triplicou. “Nossa expectativa é muito grande. Estamos fazendo um acordo de investimento que também só foi possível graças a esse amadurecimento em 2017”, comemora.

Negócio fechado

Na outra ponta, pensando em facilitar o dia a dia do empresário, surgiu a Saipos, um sistema para restaurantes que ajuda na gestão do negócio. “Todo online e na nuvem, nosso sistema dá mais tempo para o empresário pensar no negócio dele e não se preocupar tanto com as partes burocráticas”, resume o CEO da Saipos, Anderson Onzi.

A Saipos veio do Rio Grande do Sul para aceleração no SEED.

“Para a Saipos, o SEED foi um divisor de águas. Estávamos em um ritmo completamente diferente antes da aceleração. Fechamos negócio com um fundo de investimento, o Gávea Angels, durante a rodada”, conta.

A startup, que completou um ano de existência em janeiro, tem dez funcionários e espera fechar 2018 com o dobro. “Um exemplo da importância do trabalho feito pelo SEED: tivemos uma mentoria para aprender a fazer pitch (termo que denomina uma breve apresentação feita pela empresa para despertar o interesse do cliente ou investidor pelo negócio). O nosso pitch estava horrível, conseguiram nos ajudar e fechamos o negócio com o Gávea Angels graças a isso”, comemora Onzi.

O SEED

Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SEDECTES), o SEED é parte do Minas Digital, uma série de iniciativas governamentais, parcerias e rede de networking que buscam impulsionar o desenvolvimento de negócios inovadores e fortalecer a cultura empreendedora no Estado. O SEED tem como objetivo incentivar o empreendedorismo e transformar Minas Gerais em um polo tecnológico, por meio de ideias inovadoras. No total, o SEED já acelerou 152 startups, sendo 36 estrangeiras, e recebeu 5.408 inscrições.

Considerado pela Bloomberg Foundation um dos grandes projetos de inovação do setor público no mundo, o programa tem como diferencial a não exigência de CNPJ ou participação do Governo no negócio criado pelas startups. O programa tem alcance internacional e busca atrair empresas de todo o mundo para o ambiente do estado, estabelecendo um ecossistema de integração, troca de experiências e geração de resultados.

Veja mais sobre a quarta rodada neste vídeo produzido pelo Sistema Mineiro de Inovação (SIMI):

Censo Mineiro de Startups apresenta diagnóstico do setor em Minas Gerais

Censo Mineiro de Startups apresenta diagnóstico do setor em Minas Gerais

A partir do estudo, o Estado poderá desenvolver políticas públicas mais assertivas que viabilizem a criação, consolidação e competitividade das empresas de tecnologia e inovação

Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes) e seu programa Hub Minas Digital, realizou, concluiu, no fim do ano, o Censo Mineiro de Startups e de demais Empresas de Base Tecnológica (EBT). A iniciativa contou com o apoio da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da Rede Mineira de Inovação (RMI).

O levantamento revela dados significativos que indicam o fortalecimento e a expansão do setor de tecnologia e inovação em Minas Gerais. De acordo com o estudo, o número de startups em Minas Gerais cresceu 320% desde 2015 e 556% desde 2010. Estima-se que, atualmente, existam cerca de 1.050 startups no estado. Destas, 439 responderam ao questionário virtual enviado pela Sedectes.

Para o coordenador do Hub Minas Digital, Rodolfo Zhouri, as Empresas de Base Tecnológica, dentre elas as startups, têm se tornado importantes para o desenvolvimento da inovação tecnológica no contexto pós-digital. Com o censo em mãos, Zhouri quer formular políticas públicas e ações para estimular a criação de novas startups e o desenvolvimento das que já existem, oferecendo soluções melhores para o ambiente de negócios.

“Essas informações poderão ser utilizadas por aqueles que atuam junto ao ecossistema empreendedor para a promoção da inovação tecnológica no estado e a implementação de políticas e ações que permitam a consolidação dos empreendimentos de base tecnológica, cujos negócios figuram como um valioso mecanismo de desenvolvimento social e econômico de Minas Gerais”, ressalta o coordenador do Hub Minas Digital.

Dentro outros pontos, o levantamento também aponta que a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) concentra o maior número de startups do estado (41%), seguido do Sul de Minas (17%) e Triângulo Mineiro (16%). Destaca-se ainda que, em 2017, 55% das empresas pretendem faturar até R$ 500 mil e 2% pretendem faturar mais de R$ 5 milhões.

O questionário virtual enviado às startups foi dividido em seis seções e avaliou o espaço físico, as equipes (formação, quadro de sócios, funcionários e bolsistas), as principais dificuldades enfrentadas, a inovação tecnológica (desenvolvimento e comercialização de produtos, propriedade intelectual e captação de recursos), parcerias e indicadores financeiros.

Hub Minas Digital

O Hub Minas Digital, implantado pelo Governo de Minas Gerais por meio da Sedectes, é um espaço de codesign e coworking que visa oferecer infraestrutura moderna, ambiente para cursos, workshops, mentorias, área de convivência e conexão com o ecossistema de inovação mineiro. Localizado no Rainha da Sucata, icônico prédio da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, O Hub Minas Digital está de portas abertas para os empreendedores e investidores de todo o estado.

Demo Day do SEED apresenta as startups que mais se destacaram no programa

Demo Day do SEED apresenta as startups que mais se destacaram no programa

O momento mais esperado para as startups participantes do Seed, programa de aceleração do Governo de Minas Gerais, aconteceu na noite dessa quarta-feira, 6 de dezembro. Cinco empresas participantes da 4ª rodada, que se destacaram durante os seis meses de aceleração, se apresentaram no Demo Day SEED para um público composto por investidores, empresários, empreendedores e interessados.

Com direito a transmissão ao vivo, o evento marcou o encerramento da 4ª rodada de aceleração. Além dos pitches de cinco minutos apresentados pelas startups, o Demo Day homenageou pessoas que contribuíram para o fortalecimento do ecossistema mineiro de inovação. As startups destaque que subiram ao palco e detalharam seus modelos de negócios foram a Melhor Plano, Seja Direto, My Personal Stylist, Saipos e MedLogic.

O subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Dias, ressaltou a importância de investir em empreendedorismo e inovação. “A gente sabe que o Governo está tendo dificuldade de investimento, mas estamos lutando para manter a cena do empreendedorismo e inovação no estado cada vez mais forte. Se a gente não acreditar na inovação, o que vai ser do nosso estado? Para sair desse momento de adversidade precisamos acreditar nesses empreendedores que estão aqui. A gente precisa mudar a base econômica do nosso estado, não dá mais para depender de commodity”, disse.

4ª rodada do SEED

Foram 40 startups selecionadas, 101 empreendedores participantes de 10 nacionalidades diferentes. Cada startup recebeu um investimento de R$ 80 mil e, em contrapartida, os empreendedores realizaram um trabalho de difusão em Minas, levando a mentalidade empreendedora e inovadora a todo o estado. Esta rodada conquistou, ainda, um somatório de investimentos nas startups no valor de R$ 7,5 milhões.

Conheça as startups destaque:

Melhor Plano

O Melhor Plano é um sistema que faz a comparação de planos de celular, banda larga, TV e fixo para os usuários, ajudando a reduzir o processo de busca e a economizar na hora da compra.

► Seja Direto

O Seja Direto é um sistema multicanal de gestão de vendas complexas que une mundo virtual e real por meio da integração e automatização inteligente do processo de vendas, do anúncio ao atendimento na loja.

MYPS – My Personal Stylist

A My Personal Stylist é uma plataforma de consultoria de imagem e estilo on-line. A usuária responde a um teste de estilo gratuito e recebe indicações personalizadas de conteúdos e peças para compra.

Saipos

O Saipos consiste em um sistema para o varejo que utiliza inteligência artificial e computação cognitiva para reduzir o tempo do gestor em atividades burocráticas. Ele interpreta informações financeiras, gerando dados entregues através de linguagem natural.

MedLogic

A Medlogic é um sistema que propõe um plano de cuidados individualizado em perfeita adequação à vulnerabilidade de idosos, reduzindo custos e melhorando a qualidade de vida do paciente e dos familiares.

Assista à transmissão do Demo Day SEED 2017:

Demo Day do SEED apresenta resultados da 4ª rodada à população

Demo Day do SEED apresenta resultados da 4ª rodada à população

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, realiza, na próxima quarta-feira (06/12), o Demo Day SEED – o evento mais aguardado de um dos maiores programas de aceleração de startups da América Latina. A partir das 19 horas, o espaço Sua Sala, no Ponteio Lar Shopping, receberá grandes empresas, convidados e parceiros do ecossistema para conhecerem alguns dos impactos desta última edição que, antes mesmo de acabar, já aponta recordes em seus números.

Cinco das 40 startups participantes subirão ao palco para apresentarem seus negócios: Melhor Plano, Seja Direto, MYPS, Saipos e MedLogic. Os convidados, além dos pitches, assistirão às palestras “Como as Grandes Empresas podem Interagir com Startups”, de Paulo Matos, gerente de Desenvolvimento Humano e Organizacional na Isvor; “O Futuro do Trabalho”, por Grazi Mendes Rangel, People Partner na Thoughtworks; e “Conexão Grandes Empresas e Startups”, com Paulo Costa, responsável pelos programas de Open Innovation da Accenture Brasil na América Latina.

Durante os seis meses de permanência no SEED, as startups buscaram fortalecer, promover e acelerar suas ideias no estado de Minas Gerais. Instalados em um coworking inspirador, os empreendedores receberam um incentivo financeiro de até R$ 80 mil de capital livre de participação no negócio, ganharam a oportunidade de se conectarem ao ecossistema global e receberam mentorias personalizadas.

A única contrapartida que o Estado exige dos participantes é a atividade de difusão – um conjunto de ações que busca disseminar a cultura empreendedora aos mineiros. Ao todo, foram mais de mil horas de difusão realizadas, por meio de 520 atividades. Até o último fechamento, 31.750 pessoas foram impactadas por essas ações em 16 dos 17 territórios regionais. Entre as cidades impactadas estão Patos de Minas, Diamantina, Governador Valadares, Ipatinga, Coronel Fabriciano, Viçosa, Jacuí, Formiga, Itaúna, Divinópolis, Santa Rita do Sapucaí, Juiz de Fora, Luz, Teófilo Otoni, Uberaba, Uberlândia, São João del-Rei, Porteirinha, Sete Lagoas e Ouro Preto.

Contudo, não é só através de difusão que o SEED fomenta o empreendedorismo. O coworking do programa é uma das ferramentas do Governo de Minas Gerais para aguçar o desejo da população mineira em investir no seu próprio negócio. Até o momento, 8.910 pessoas visitaram o SEED no ano de 2017; no total, foram mais de 80 horas de visitas e mais de 40 horas de mentorias dos empreendedores para os visitantes do espaço.

Além disso, neste ano, o SEED trabalhou cinco dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável definidos pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, a serem implementados por todos os países do mundo até 2030. Os empreendedores realizaram 20 atividades na ODS 05, que tem por objetivo alcançar à igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas; 176 atividades na ODS 08: promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos; 267 atividades na ODS 9: construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação; e 57 atividades na ODS 10: reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles.

Serviço

Local: Sua Sala Eventos – Ponteio Lar Shopping, Belo Horizonte – MG

Data: 06 de dezembro de 2017

Horário: 19h

Inscreva-se aqui.