As transformações pela educação foram tema do SEED Talks

As transformações pela educação foram tema do SEED Talks

Desenvolvimento profissional, aliar teoria à pratica, transformações de realidade e como chegar lá através da educação. Esses foram os temas debatidos no segundo SEED Talks, que aconteceu dia 3 de novembro, durante a FINIT. Mediado pela Diretora de Inovação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-MG), Alessandra Alkmim, o painel teve a presença do cientista cognitivo do Google, André Souza e da empreendedora social da Ashoka Brasil, Maria Regina Cabral.

“Como queremos o futuro da educação?” A pergunta da doutora em educação pela USP, Maria Regina Cabral, não tem uma resposta simples, mas uma conclusão é incontestável: o modelo educacional como funciona hoje precisa ser mudado. “Temos que pensar porque muitos jovens abandonam a escola. Além disso, os motivos de porque os que estão estudando não aprendem e porque os que aprendem não estão felizes”, afirma a professora.

De acordo com ela, na América Latina, 36% das crianças no ensino fundamental não estão atingindo as habilidades mínimas de leitura e 52% não possuem domínio da matemática. “Estamos passando por transformações muito rápidas, mas a escola que nós temos ainda está no século XIX. Esse desencontro de velocidade entre escola, professor e alunos cria um impacto muito grande naquilo que temos hoje como resultado”, aponta Maria Regina.

Com esse panorama é preciso dar autonomia para o professor, com conhecimento estruturado que propicie o aprendizado e domínio de novos códigos e linguagens. “Quando pensamos nessa escola do futuro, temos que fazer uma educação inovadora. Ela precisa articular conhecimentos teóricos com a pratica onde o aluno experimenta, erra, entra em conflito, para assimilar e aprender”. Para Maria Regina, só assim passaremos de usuários para também produtores de tecnologia.

O desenvolvimento da imaginação é essencial para essa construção de conhecimentos fora do padrão, já que é preciso primeiro entender o passado, para poder transformar o presente e futuro. A história do cientista cognitivo Andre Souza mostra que isso é possível.

Da periferia de Belo Horizonte, o pesquisador hoje é um dos responsáveis pelas pesquisas quantitativas realizadas pelo time do Android e Inteligência Artificial do Google, na Califórnia “Eu sempre gosto de começar falando do ponto inicial e do ponto em que estou agora. Quando eu comecei a minha vida acadêmica, queria ser professor de literatura inglesa. Hoje eu trabalho com inteligência artificial dentro do Google”, afirma Andre.

De acordo com o cientista, ele nem sabia que esse cargo existia na época em que entrou na Faculdade de Letras da UFMG. Agora, com um pós-doutorado em psicologia cognitiva, Andre dedica-se a divulgar a ciência. “Como cientista, hoje, meu papel é entregar de volta para sociedade soluções para problemas práticos. Porque eu sai de uma comunidade onde precisávamos desses resultados e os problemas práticos continuam lá, precisando dessas soluções”.

Mas esse caminho não foi fácil nem rápido. Porém o cientista garante que é preciso ter coragem e persistir para alcançar seus objetivos. “A educação te permite isso, ver as trajetórias possíveis que podem ser seguidas. Se cada pessoa que está pensando em desistir, continuar, já são mais pessoas que poderão contribuir para que os problemas práticos que temos no dia a dia sejam resolvidos de forma efetiva”.

Os palestrantes ainda falaram sobre o papel das instituições de ensino no presente e de como é preciso que professores construam uma relação diferente com seus alunos. “O conhecimento hoje está permeando tudo. A escola não é mais a fonte de conhecimento universal. O que ela precisa fazer é preparar o aluno para conseguir aprender e digerir todo esse conhecimento disponível”, explica Andre.

E Maria Regina completa “É preciso construir uma relação de afeto entre professor e aluno para que esse diálogo aconteça, para que certos padrões sejam quebrados e para que nós consigamos fazer diferente uma educação diferente no presente e no futuro”, finaliza a professora.

MedLogic é a startup campeã do Boost Acelerator

MedLogic é a startup campeã do Boost Acelerator

Voltado para investidores gerarem novos negócios e investirem em startups com soluções já validadas, o Boost Acelerator criou várias oportunidades para quem participou do evento. Na primeira etapa do painel, 21 startups de aceleradoras do Brasil e dos Estados Unidos apresentaram seus pitches para um grupo de investidores e júri técnico.

A competição, que aconteceu durante a Finit (Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia), no dia 3 de novembro, teve a participação de duas startups aceleradas pelo SEED, um dos maiores programas de aceleração da América Latina. A SejaDireto, sistema de gestão de vendas, que integra e automatiza os processos, e a MedLogic, um software voltado para o atendimento de idosos, que propõe um plano de cuidados individualizado.

Depois das apresentações, o júri deliberou e anunciou as três startups vencedoras na segunda etapa, que aconteceu no Palco SEED. Com o pedido de investimento de R$ 1,5 milhão, a MedLogic ficou em primeiro lugar, conquistando o interesse de quatro fundos de investimento. Em segundo, ficou a Menu.com.vc, plataforma de comércio online, da aceleradora Liga Ventures e, em terceiro, a EUNERD, startups que gerencia e conecta profissionais de TI a pequenas empresas, acelerada pela Ace.

A MedLogic é uma plataforma especializada para a gestão e melhoria da saúde do idoso, com o objetivo de reduzir custos assistenciais. Por tratar de uma área com grande déficit, o modelo de assistência para essas pessoas deve ser especializado. “A nossa proposta é fazer uma avaliação multidimensional, com uma separação entre idosos robustos e frágeis,que pode ser acessada por qualquer profissional de saúde, por seus familiares e até mesmo pelo idoso”, explica Daniel Melo, CEO da MedLogic.

Para o empreendedor, competições como o Boost Acelerator são fundamentais para o desenvolvimento das startups e do ecossistema. “Uma competição já é um filtro interessante para que a startup seja conhecida. Para competirem nesta, as aceleradoras selecionaram projetos que acreditam ter um bom nível de maturidade. Quando isso acontece, as pessoas já são atraídas por uma expectativa de qualidade”. Daniel também destacou as ótimas oportunidades oferecidas durante a FINIT. “Estamos felizes em dizer que não só a nossa startup, mas também outras têm recebido elogios e feito negócios reais durante a feira”, afirma.

O CEO ainda adiantou os próximos passos da empresa. “Agora temos que identificar o investidor correto, que vai nos ajudar não apenas com capital, mas também com os direcionamentos para atingirmos nossos objetivos. Um deles é que a tecnologia da MedLogic esteja amplamente disponível em todo o país, para que possamos mudar de fato a forma como o idoso é atendido no Brasil”, conclui Daniel.

Shark Tank tem investimento e parceria com as startups do SEED

Shark Tank tem investimento e parceria com as startups do SEED

Momentos de emoção, elogios e muita interação deram o tom do esperado painel Shark Tank, apresentado pelo SEED e pelo SEBRAE, que aconteceu hoje de manhã, (2), na FINIT (Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia). A simulação do programa da Sony foi conduzida pelo apresentador Cazé Peçanha e contou com a presença dos tubarões Camila Farani, presidente do Gávea Angels e especialista na área do empreendedorismo feminino, Caito Maia, criador da Chilli Beans, maior marca de óculos sul-americana, e um público com mais de mil pessoas.

Participaram do painel as startups Saipos e MYPS, aceleradas pelo SEED, OncoTag e Profitus, do SEBRAE, além da vencedora do 100 Open Startups na FINIT, OpinionBox. As cinco startups apresentaram seus pitches de três minutos para os tubarões, que tiveram sete minutos para fazerem perguntas, considerações e se posicionarem, decidindo se investiriam ou não no negócio apresentado.

O primeiro empreendedor a subir no palco foi o Anderson Onzi, CEO e cofundadorda Saipos, startup que apresenta um sistema para gestão de restaurantes e lojas. “A Saipos é um sistema simples, que possui configuração remota, possibilidade de integração e é altamente escalável. Em menos de três anos, nossa empresa foi comprada pelo maior aplicativo de delivery online da América Latina, o iFood”, apresentou Anderson.

A apresentação de resultados e conhecimento das dores do mercado, convenceu Camila Farani. A shark fez uma proposta, que foi aceita ao vivo pela equipe da Saipos, 500 mil de investimento por 15% da startup. “O Anderson tem um nível de sofisticação técnica, uma equipe complementar e soube responder todos nossos questionamentos. Sabe para onde vai, conhece as dores do mercado, e é isso que eu procuro”, afirmou a investidora.

Para Anderson, participar do Shark Tank foi a experiência mais incrível que ele já vivenciou ao fazer o pitch. “Ter ficado frente a frente com os tubarões foi desafiador, mas conseguimos o que queríamos. Sabíamos que ia ter alguma negociação e esses 15% está dentro da margem que planejamos”, considerou Anderson. Ele ainda ressaltou a importância do ecossistema belo-horizontino para essa conquista. “O SEED nos ajudou muito, todas as startups daqui ajudaram a gente a chegar onde chegamos”.

Juliana Brasil, fundadora da MYPS, foi a segunda empreendedora a se apresentar. A startup é a primeira plataforma de Personal Stylist automatizada, onde a usuária recebe seu estilo personalizado, além de indicações de compra e combinações de acordo com seu corpo. “A plataforma My Personal Stylist foi criada para ajudar as mulheres a terem mais confiança e autoestima através de informações personalizadas e consultoria de imagem acessível. Dessa forma entregamos leads mais qualificados para as lojas online, gerando mais compras acertadas”, explicou Juliana.

O shark Caito Maia gostou da plataforma, mas considerou que o momento ainda não era o ideal para o investimento na startup. A proposta foi uma parceria, para que a MYPS trabalhe a base e as necessidades da Chilli Beans. “Estou muito feliz de ter participado do Shark Tank. Essa parceria estratégica foi uma oportunidade incrível, proporcionada pelo SEED aqui na FINIT. Vamos usar a base e os canais da Chilli Beans para crescer a nossa base de usuárias e experimentar a nossa solução ainda mais”, afirmou a empreendedora, que agora está em busca de investimentos.

As outras três startups se apresentaram e, apesar de não terem recebido investimento, receberam elogios dos sharks, assim como a plateia, que foi considerada muito qualificada. Como escalar meu negócio? Como se tornar um investidor-anjo? Como discernir uma boa proposta? E conseguir credibilidade? Foram questões levantadas pelo público, que lotou a arena de negócios.

E os sharks deram as dicas. “O empreendedor tem que conhecer o investidor. E o investidor que ver a visão estratégica do empreendedor. A grande diferença é a forma como você faz o pitch para cada perfil. É preciso ser flexível e ter uma equipe complementar”, garantiu Camila. “Associe-se sempre com pessoas com o mesmo interesse que você, identifique uma dor no mercado e mostre sempre a verdade para o cliente”, finalizou Caito.

Confira um pouco do que rolou na cobertura do Sistema Mineiro de Inovação (SIMI):

SEED Talks mostra como startups podem colaborar com grandes empresas

SEED Talks mostra como startups podem colaborar com grandes empresas

Atualmente a interface entre grandes empresas e startups não é mais uma tendência, mas uma realidade no mercado. Essa interação pode ser o início de mudanças e disrupções dentro do mundo corporativo. Ainda assim, há muita resistência dessas organizações, com processos demorados e burocráticos, que acabam fazendo empreendedores desistirem dessa possibilidade.

Essas e outras questões sobre a colaboração entre empresas e startups foram debatidas hoje, 2, no SEED Talks, por Marcello Bathe, responsável pelo desenvolvimento de novos negócios no Grupo Solvay, Alexandre Veiga, Business Innovation Officer da Embraco, Paulo Matos, gerente de desenvolvimento humano e organizacional do Isvor, com moderação do agente de aceleração do SEED, Artur Jeber. O painel “Como startups podem colaborar com as grandes empresas” aconteceu no palco SEED, dentro da programação da FINIT (Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia), que acontece até sábado, dia 4 de novembro.

Os participantes apresentaram um pouco de sua trajetória, dificuldades e possíveis caminhos para que essa colaboração seja possível. “Um dos objetivos de programas de aceleração como o SEED MG é explicar para os empreendedores como funciona essa conexão e colaborar para que ela aconteça”, explica o agente Artur Jeber.

Para Marcello Bathe, o Grupo Solvay já tem a tecnologia como algo enraizado na empresa, mas ainda é um desafio firmar essas parcerias. “Já fizemos alguns contratos muito interessantes com startups, pois acreditamos que elas trazem, criatividade e inovação para a Solvay. Porém, ainda é preciso entendermos a agilidade com que elas trabalham, para aprender essa nova realidade”, afirma.

Mesmo não sendo algo tão recente, esse tipo de relação ainda é visto com receio pelos empresários. Segundo Alexandre Veiga, sempre existe o medo da qualidade ao estabelecer colaboração com startups. “Participar de programas de aceleração e já ter investidores ajuda a catalisar esse processo, mas o empreendedor também precisa ter iniciativa para mostrar valor para o empresário e fazer essa conexão acontecer”, reitera.

Paulo Matos também reconhece que o nível de maturidade faz toda a diferença nesse processo. “Percebemos que quando startups são aceleradas, já possuem MVP, modelo de negócios e proposta de valor. A presentar projetos já estruturados para os empresários, entendendo a cultura da empresa, faz com que essa interlocução aconteça mais rápido”, garante o gerente do Isvor.

Para que essa cultura da inovação possa ser implementada dentro das organizações, é preciso que empresários entendam e aprendam com os empreendedores. “Estamos atentos, curiosos e preocupados com a colaboração entre empresas e startups. Discutimos transformação digital, tecnológica e movimento maker dentro da organização, embora também exista muita gente que não sabe o que é uma startup. Por isso, essa aproximação é tão necessária, para conseguirmos promover a inovação dentro das grandes empresas”, completa Paulo Matos.

Confira aqui como foram as outras atividades do SEED na feira mais inovadora da América Latina.

SEED e HUB Minas Digital explicam porque se conectar com startups

SEED e HUB Minas Digital explicam porque se conectar com startups

A primeira palestra do SEED na FINIT (Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia), dentro da programação da 16ª Conferência de Inovação Anpei, teve a diretora e responsável pela reestruturação do programa, Silvana Braga, e o coordenador do Hub Minas Digital, Rodolfo Zhouri. Na tarde desta terça-feira, (1º), os palestrantes falaram sobre “Por que se conectar à realidade das startups?”, apresentando alguns cases de startups que se relacionaram com grandes empresas e respondendo dúvidas dos participantes.

Alinhada ao tema da Conferência, “Vivendo a inovação em um mundo em transformação”, Silvana Braga explicou como o SEED MG, um dos maiores programas de aceleração de startups da América Latina, pode ajudar nesse sentido. “O SEED ajuda as startups no processo de aceleração dos seus negócios, entendendo os desafios de cada um, com mentorias personalizadas e um espaço de coworking inspirador”.

A entrada no programa acontece via edital, onde 40 startups de qualquer lugar mundo todo são selecionadas a cada rodada, recebendo um capital semente sem equity para desenvolverem seus negócios. “A contrapartida é o impacto social gerado. Os empreendedores do SEED vão a escolas, Universidades e outros lugares em toda Minas Gerais dar palestras e ensinar sobre empreendedorismo, tecnologia e inovação”, relata a diretora.

São apenas três requisitos para participar do SEED: ser maior de 18 anos; ter disponibilidade de morar em Belo Horizonte por seis meses e; claro, ter uma boa ideia, um projeto com potencial de crescimento. Assim como o programa público, o Hub Minas Digital, é um projeto do Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SEDECTES).

O objetivo de ambos é criar competividade, diversificando a economia do estado e gerando renda. O Hub Minas Digital seria um pós-SEED, focado em startups que já passaram por programas de aceleração e estão prontas para serem conectadas com investidores e clientes. “Essa é a vocação do Hub Minas Digital, estimular demandas e gerar oportunidades, para que essas empresas queiram ficar em Minas Gerais”, afirma o coordenador Rodolfo Zhouri.

Qualquer startup pode se inscrever no Hub de forma gratuita. Para isso, é preciso que ela possua CNPJ em Minas Gerais e já tenha produtos ou serviços comercializados. “Estamos aqui para poder conectá-los à realidade das startups e trazer as startups para se conectarem à realidade de vocês, mostrando que Minas Gerais é o lugar certo para inovar”, finaliza Rodolfo, ressaltando o trabalho integrado entre os projetos da Sedectes.

Confira aqui a programação do SEED dentro da FINIT e se programe.

FINIT

Realizada pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SEDECTES), a FINIT acontece de 31 de outubro a 4 de novembro, em Belo Horizonte. A feira mais inovadora da América Latina é um grande hub de negócios, com renomados eventos e palestrantes da área da inovação e tecnologia, com uma programação simultânea toda dedicada ao conhecimento, geração de negócios e imersão tecnológica, prosperando o ecossistema mineiro.

SEED recebe visita técnica da Anpei

SEED recebe visita técnica da Anpei

Nesta segunda-feira, (30), o SEED recebeu mais de 100 profissionais, entre presidentes, diretores, gerentes e analistas, inscritos na Conferência Anpei de Inovação, realizada pela Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais (SEDECTES). Estiveram presentes empresas como VALE, Petrobras, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Universidades e outras organizações tecnológicas e de inovação.

O SEED MG, um dos maiores programas de aceleração de startups da América Latina, foi o primeiro local da visita técnica no ecossistema de inovação mineiro. Os quatro roteiros também incluíram outros centros de pesquisa e desenvolvimento tecnológico de Minas Gerais, como a sede do Google em Belo Horizonte, o Instituto Tecnológico Vale, a Universidade Corporativa Fiat Chrysler Automobiles Latam (ISVOR), o Centro de Inovação SENAI/FIEMG, além de instituições em Ouro Preto.

A visita antecede a 16ª Conferência Anpei de Inovação, que será realizada durante a Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia (FINIT), entre os dias 31 outubro e 1ª de novembro, no Expominas. Na programação, estão palestras, workshops, vivências e arena de negócios que acontecerão simultaneamente em palcos e salas. O subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sedectes, Leonardo Dias, ressaltou o ambiente de inovação estratégico de Minas Gerais para receber o evento. “Estamos realizando a 2ª edição da FINIT para continuar divulgando o ambiente de inovação de Minas Gerais, além dos vários programas que o Estado oferece. Somos um celeiro de Universidades, de talentos e boas ideias. E é nisso que queremos investir, em soluções inovadores, para gerarmos conexões e oportunidades de negócios entre empresas e startups”, afirma.

De acordo com Vera Crósta, coordenadora da Conferência, essa visita técnica é a ­marca registrada da associação para que os participantes conheçam o ecossistema, com oportunidades de fazer interação e networking. Com o tema “Vivendo a inovação em um mundo em transformação”, a edição deste ano irá discutir novos caminhos para a inovação em um mundo em constante e rápida transformação nas relações e nos modelos de negócio usualmente conhecidos.

Para Vera Crósta, coordenadora da Conferência, a expectativa é que o evento seja um espaço de muita interação e mão na massa. “A ideia da Conferência é trazer para os participantes uma trilha de aprendizado, com conteúdos simultâneos, para que possam conhecer, entender, vivenciar e já saírem com uma ideia para colocar em prática”, explica. De acordo com ela, essa trilha é baseada em três princípios: pessoas empoderadas e conectadas, negócios conscientes e tecnologias transformadoras. “É isso que imaginamos que estão buscando das organizações e empresas”, complementa Vera.

A visita também teve a participação dos empreendedores do SEED, que apresentaram suas startups para os participantes. Soluções na gestão de contratos (Contraktor), novos modelos de aprendizado na educação (Cuboz), sistema para gerenciamento de resíduos (NETResíduos), sistema para gestão de restaurantes e lojas (Saipos), ferramentas para as instituições financeiras (Expediente Azul), software para melhorar vendas (Rectrix) e ferramenta de segurança para mulheres (Kwema).

Conferência Anpei de Inovação

Realizada desde 2001, a Conferência Anpei tem se consolidado como fórum privilegiado para o encontro de representantes de empresas, agências do governo e instituições de C,T&I para discussão e encaminhamentos de políticas e práticas voltadas à inovação nas empresas e no país.

FINIT

Organizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais (SEDECTES), a FINIT se destaca como um grande hub, reunindo importantes e consolidados eventos em um só local, tendo como público-alvo startups, grandes empresas, pesquisadores e profissionais das áreas de tecnologia e inovação.

Programa Minas Digital

Coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SEDECTES), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG), o SEED faz parte do programa MINAS DIGITAL – uma série de iniciativas governamentais, parcerias e redes de networking que buscam impulsionar o desenvolvimento de negócios inovadores e fortalecer a cultura empreendedora no Estado. O objetivo é transformar Minas Gerais no maior polo de empreendedorismo e inovação da América Latina.

Modelo de gestão do Vale do Silício é tema de palestra no SEED

Modelo de gestão do Vale do Silício é tema de palestra no SEED

“Os analfabetos do século 21 não serão aqueles que não sabem ler e escrever, mas aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender”. Com a citação do autor e visionário americano, Alvin Toffler, Carla Figueiredo começou sua palestra “O que que a Baía tem!” na noite da terça-feira (24), no SEED. A fundadora e CEO da Sugarpedia contou para os participantes um pouco sobre sua viagem para a Baía de São Francisco, onde fez um programa executivo na Universidade da Califórnia em Berkeley.

Com uma abordagem do real, Carla mostrou que o conhecimento e o aprendizado são essenciais para qualquer ecossistema de inovação. “O modelo de gestão das empresas do Vale do Silício é construído a partir das Universidades, que estão no centro de toda essa cultura empreendedora. Para que a gente construa o novo e promova disrupção, é preciso primeiro entender o que veio antes”, afirmou.

E é o que os números confirmam. Das 208 empresas de biotecnologia instaladas no Vale do Silício, 35% foram fundadas por cientistas e 158 estão conectadas à UC Berkeley. Porém, Carla lembra que o aprendizado não vem só do conhecimento formal, mas também de vivências próprias e através das experiências de outras pessoas. “Lá, o que todos fazem, é o modelo de gestão de startups, onde o processo é aprendido, aplicado e reaprendido constantemente. Este modelo passa pelas gerações através da vida universitária e corporativa. E é isso que fez com que a região tenha uma cultura empreendedora sólida”, explicou.

Carla também ressaltou a importância que essas empresas dão à diversidade e ao acolhimento de pessoas de fora, o que só agrega valor ao ecossistema. “O Vale do Silício entende de pessoas tanto quanto de tecnologia”, finalizou.

Clara Figueiredo fala sobre suas experiências na Baía de São Francisco

Não participou desta oportunidade? Confira as 8 regras de ouro do Vale do Silício, de acordo com Carla Figueiredo:

1. Invista no seu time

2. Invista em mercados

3. Elimine as dores

4. Trabalhe o desenvolvimento de clientes, não de produtos

5. Dedique recursos em estágios

6. Falhe rapidamente, aprenda e refaça

7. Velocidade é tudo

8. Trabalhe com agilidade e com toda a energia para expandir seu produto/serviço no mercado

Confira sempre os eventos do SEED MG no Facebook.

SEED Experience tem bate papo sobre investimentos e equity crowdfunding

SEED Experience tem bate papo sobre investimentos e equity crowdfunding

A terceira edição do SEED Experience, que aconteceu na noite desta terça-feira (10), foi um pouco diferente. Com um bate-papo no coworking do SEED MG, os participantes puderam realmente experienciar o funcionamento um dos maiores programas públicos de aceleração de startups da América Latina. ­

Depois de aprender a tirar a ideia do papel, o público desta edição veio conversar sobre os dilemas do empreendedor ao buscar investimentos. Qual o momento certo para procurar investidores? E diluir a participação em troca de ações? Devo ter um sócio investidor? Para responder essas e outras questões, o coordenador do Hub Minas Digital, Rodolfo Zhouri mediou a conversa com os empreendedores Brian Begnoche, sócio fundador da EqSeed, e Wilson Campanholi Jr, cofundador da startup Cotexo.

A EqSeed é a principal plataforma de investimento direto em startups e empresas em expansão no Brasil. Brian explicou como funciona a captação de recursos de investidores, que realiza uma operação conhecida como equity crowdfunding, reconhecida e aprovada no país pela Comissão de Valores Mobiliários através da Instrução CVM 588. De acordo com o economista americano, o critério de seleção para a EqSeed é alto. As startups passam por várias etapas e um processo grande de análise, para selecionarem as melhores oportunidades para os investidores.

De mais de mil startups analisadas em dois anos de plataforma, somente 11 foram aprovadas e receberam investimentos até agora. Três delas foram aceleradas pelo SEED MG na 3ª e 4ª rodada. A Me Passa Aí, site que reúne videoaulas que capacitam universitários a alcançar bom desempenho nas provas, captou R$250 mil no final de 2016. A Contraktor, startup de lawtech que busca agilizar a gestão de contratos, tornando-os digitais, captou R$ 450 mil em julho deste ano. E a Cotexo, marketplace de compra e venda de autopeças, realizou a última e maior captação da EqSeed. Através da plataforma, a startup captou R$ 600 mil na última terça, dia 10 de outubro.

Ter um modelo de negócios escalável, com capacidade de crescer rápido e se tornar uma empresa de grande porte de cinco a dez anos, são os principais requisitos para a seleção. De acordo com Brian, o trabalho realizado em Belo Horizonte, com o San Pedro Valley e aceleradoras como o SEED MG, torna propício o ambiente de inovação e a escolha de startups participantes do programa. “Participar do SEED faz com que a startup adquira conhecimentos para saber fazer ajustes e pivotar seu negócio quando necessário. Saber como o empreendedor lidou com todo o processo, inclusive falhas, é muito importante”, afirma.

Para desenvolver essas boas práticas, Wilson, empreendedor participante da 3ª rodada, contou para os participantes um pouco sobre sua jornada. “É preciso, primeiro, focar em algum produto que seja relevante para o mercado e depois pensar em procurar investimentos. Começamos pelo mercado automotivo, mas queremos crescer por verticais, construção, peças de avião, dentre outros”, garantiu o cofundador da Cotexo.

De acordo com Wilson, a entrada na EqSeed foi muito importante, mas é preciso que as startups se planejem a longo tempo. “Para conseguir isso, o ideal é fazer uma apresentação com projeção de faturamento e tese de crescimento para apresentar para os investidores”, indica. E Brian complementa “para escalar a startup precisa passar por várias rodadas de investimento. Fazer um planejamento de anos e rodadas, para ter uma ideia do valor que sua empresa terá daqui 6 ou 8 anos, é uma boa forma para saber qual o equity necessário para atingir esses resultados”.

Rodolfo, que trabalha no mercado há 10 anos e também é investidor, ressalta que o investimento em startups possui alto risco e que o modelo tradicional é muito diferente do praticado pela EqSeed, que tem maior segurança e é menos burocrático. Por isso, o diretor do Hub Minas Digital dá duas dicas para quem está começando: “o melhor investidor que você pode ter no início é um cliente” e “capte dinheiro quando você menos precisa, pois fará decisões mais acertadas”, conclui.

Rodolfo Zhouri, Wilson Campanholi Jr e Brian Begnoche conversam com os participantes no coworking do SEED

 

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Unimed-BH apresenta programa de inovação aberta para startups do SEED

Unimed-BH apresenta programa de inovação aberta para startups do SEED

Com o objetivo de conectar startups, tornando-as parceiras e fornecedoras, a Unimed-BH apresentou para os empreendedores do SEED o Link One, programa de inovação aberta no setor da saúde realizado em parceria com a INSEED Investimentos. Startups com soluções inovadoras que possuem relação com os eixos transformação digital e eficiência e sustentabilidade já podem se inscrever no programa, que também facilitará a captação de investimentos.

Essa primeira edição selecionará cinco startups já maduras, com produtos em fase avançada de desenvolvimento ou que já estão disponíveis no mercado. Diferente do imaginado, a seleção não é apenas para o segmento de saúde. Empresas com soluções voltadas para gestão de negócios, gestão de talentos, área jurídica e de tecnologia da informação são o foco do programa.

O supervisor de empreendedorismo na Unimed-BH, Rafael Silva, ressalta que o propósito do Link One não é ser uma aceleradora de startups, mas sim proporcionar parcerias e investimentos para aquelas que já estão participando de algum programa. “Vir ao SEED MG sempre traz expectativas de ver coisas novas, startups de diferentes áreas, além das relacionadas à saúde, que já chegam para nós de forma orgânica. Lançamos esse programa justamente para complementar quem já está no processo de aceleração, gerando oportunidades para startups maduras”, afirma.

Mesmo com a necessidade de ter um CNPJ, startups estrangeiras do SEED, que demonstrem interesse no ecossistema de Belo Horizonte, também poderão participar. O programa oferecerá mentorias, estrutura de dados e conhecimento, interação com os colaboradores, encontros com especialistas e investidores, através da interação com a INSEED, além da possibilidade de se tornar parceira e fornecedora da Unimed-BH e de outras unidades da empresa.

O Link One começa em 6 de novembro e terá duração de 12 semanas. Startups interessadas deverão se inscrever no site do programa até o dia 11 de outubro.