Demo Day do SEED apresenta as startups que mais se destacaram no programa

Demo Day do SEED apresenta as startups que mais se destacaram no programa

O momento mais esperado para as startups participantes do Seed, programa de aceleração do Governo de Minas Gerais, aconteceu na noite dessa quarta-feira, 6 de dezembro. Cinco empresas participantes da 4ª rodada, que se destacaram durante os seis meses de aceleração, se apresentaram no Demo Day SEED para um público composto por investidores, empresários, empreendedores e interessados.

Com direito a transmissão ao vivo, o evento marcou o encerramento da 4ª rodada de aceleração. Além dos pitches de cinco minutos apresentados pelas startups, o Demo Day homenageou pessoas que contribuíram para o fortalecimento do ecossistema mineiro de inovação. As startups destaque que subiram ao palco e detalharam seus modelos de negócios foram a Melhor Plano, Seja Direto, My Personal Stylist, Saipos e MedLogic.

O subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Dias, ressaltou a importância de investir em empreendedorismo e inovação. “A gente sabe que o Governo está tendo dificuldade de investimento, mas estamos lutando para manter a cena do empreendedorismo e inovação no estado cada vez mais forte. Se a gente não acreditar na inovação, o que vai ser do nosso estado? Para sair desse momento de adversidade precisamos acreditar nesses empreendedores que estão aqui. A gente precisa mudar a base econômica do nosso estado, não dá mais para depender de commodity”, disse.

4ª rodada do SEED

Foram 40 startups selecionadas, 101 empreendedores participantes de 10 nacionalidades diferentes. Cada startup recebeu um investimento de R$ 80 mil e, em contrapartida, os empreendedores realizaram um trabalho de difusão em Minas, levando a mentalidade empreendedora e inovadora a todo o estado. Esta rodada conquistou, ainda, um somatório de investimentos nas startups no valor de R$ 7,5 milhões.

Conheça as startups destaque:

Melhor Plano

O Melhor Plano é um sistema que faz a comparação de planos de celular, banda larga, TV e fixo para os usuários, ajudando a reduzir o processo de busca e a economizar na hora da compra.

► Seja Direto

O Seja Direto é um sistema multicanal de gestão de vendas complexas que une mundo virtual e real por meio da integração e automatização inteligente do processo de vendas, do anúncio ao atendimento na loja.

MYPS – My Personal Stylist

A My Personal Stylist é uma plataforma de consultoria de imagem e estilo on-line. A usuária responde a um teste de estilo gratuito e recebe indicações personalizadas de conteúdos e peças para compra.

Saipos

O Saipos consiste em um sistema para o varejo que utiliza inteligência artificial e computação cognitiva para reduzir o tempo do gestor em atividades burocráticas. Ele interpreta informações financeiras, gerando dados entregues através de linguagem natural.

MedLogic

A Medlogic é um sistema que propõe um plano de cuidados individualizado em perfeita adequação à vulnerabilidade de idosos, reduzindo custos e melhorando a qualidade de vida do paciente e dos familiares.

Assista à transmissão do Demo Day SEED 2017:

Demo Day do SEED apresenta resultados da 4ª rodada à população

Demo Day do SEED apresenta resultados da 4ª rodada à população

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, realiza, na próxima quarta-feira (06/12), o Demo Day SEED – o evento mais aguardado de um dos maiores programas de aceleração de startups da América Latina. A partir das 19 horas, o espaço Sua Sala, no Ponteio Lar Shopping, receberá grandes empresas, convidados e parceiros do ecossistema para conhecerem alguns dos impactos desta última edição que, antes mesmo de acabar, já aponta recordes em seus números.

Cinco das 40 startups participantes subirão ao palco para apresentarem seus negócios: Melhor Plano, Seja Direto, MYPS, Saipos e MedLogic. Os convidados, além dos pitches, assistirão às palestras “Como as Grandes Empresas podem Interagir com Startups”, de Paulo Matos, gerente de Desenvolvimento Humano e Organizacional na Isvor; “O Futuro do Trabalho”, por Grazi Mendes Rangel, People Partner na Thoughtworks; e “Conexão Grandes Empresas e Startups”, com Paulo Costa, responsável pelos programas de Open Innovation da Accenture Brasil na América Latina.

Durante os seis meses de permanência no SEED, as startups buscaram fortalecer, promover e acelerar suas ideias no estado de Minas Gerais. Instalados em um coworking inspirador, os empreendedores receberam um incentivo financeiro de até R$ 80 mil de capital livre de participação no negócio, ganharam a oportunidade de se conectarem ao ecossistema global e receberam mentorias personalizadas.

A única contrapartida que o Estado exige dos participantes é a atividade de difusão – um conjunto de ações que busca disseminar a cultura empreendedora aos mineiros. Ao todo, foram mais de mil horas de difusão realizadas, por meio de 520 atividades. Até o último fechamento, 31.750 pessoas foram impactadas por essas ações em 16 dos 17 territórios regionais. Entre as cidades impactadas estão Patos de Minas, Diamantina, Governador Valadares, Ipatinga, Coronel Fabriciano, Viçosa, Jacuí, Formiga, Itaúna, Divinópolis, Santa Rita do Sapucaí, Juiz de Fora, Luz, Teófilo Otoni, Uberaba, Uberlândia, São João del-Rei, Porteirinha, Sete Lagoas e Ouro Preto.

Contudo, não é só através de difusão que o SEED fomenta o empreendedorismo. O coworking do programa é uma das ferramentas do Governo de Minas Gerais para aguçar o desejo da população mineira em investir no seu próprio negócio. Até o momento, 8.910 pessoas visitaram o SEED no ano de 2017; no total, foram mais de 80 horas de visitas e mais de 40 horas de mentorias dos empreendedores para os visitantes do espaço.

Além disso, neste ano, o SEED trabalhou cinco dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável definidos pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, a serem implementados por todos os países do mundo até 2030. Os empreendedores realizaram 20 atividades na ODS 05, que tem por objetivo alcançar à igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas; 176 atividades na ODS 08: promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos; 267 atividades na ODS 9: construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação; e 57 atividades na ODS 10: reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles.

Serviço

Local: Sua Sala Eventos – Ponteio Lar Shopping, Belo Horizonte – MG

Data: 06 de dezembro de 2017

Horário: 19h

Inscreva-se aqui.

A força da inovação – Revista Viver Brasil

A força da inovação – Revista Viver Brasil

Com poder de mudança diário, startups transformam o comportamento humano e o mercado, trazendo soluções de grande impacto

Elas não param de surgir no mercado e já colocam Minas Gerais em segundo lugar no ranking nacional, com cerca de 300 startups formalizadas, podendo este número dobrar. A confirmação sairá até o final deste ano com a divulgação do Censo 2017 das Startups Mineiras. O levantamento começou em setembro. De acordo com Rodolfo Zhouri, coordenador do Hub Minas Digital, iniciativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes) responsável pelo censo, tudo o que chegou até hoje de informações sobre o ambiente de startups em Minas Gerais foi valioso, mas ainda é muito superficial.

O censo permitirá entender onde estão os problemas, as expectativas e dificuldades que o empreendedor encontra para formar uma empresa. Todos esses desafios foram colocados no levantamento, incluindo as dificuldades burocráticas, regulamentação e aspectos tributários. Com os resultados será possível formular políticas públicas e ações para estimular a criação de novas startups e o desenvolvimento das que já existem, oferecendo soluções melhores para o ambiente de negócios.

Segundo estado no país em número de startups, Minas está trabalhando e investindo para se transformar no polo de inovação e empreendedorismo da América Latina. Um de seus diferenciais está em Belo Horizonte, onde funciona o Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (SEED, de semente, em inglês), único programa de aceleração com recursos públicos do Brasil, referenciado no mundo como um dos melhores do continente. Compete apenas com o Startup Chile, programa federal do país vizinho.

Juliana FlisterAnualmente, 40 projetos de diversos lugares do mundo são selecionados para o SEED por meio de edital internacional para receberem um capital-semente (ajuda financeira) de até R$ 80 mil por empreendimento, além de disporem de estrutura, orientação e incentivos, na tentativa de atrair e reter novos talentos no estado. “Nossa estratégia é deixar o terreno tão fértil que o empreendedor vai querer se estabelecer em Belo Horizonte”, afirma Silvana Braga, diretora-geral do SEED.

O programa atua de forma personalizada para cada startup, trabalhando a aceleração do negócio e ajudando no processo de desenvolvimento dele como um todo. O espaço de coworking da aceleradora, além de reduzir custos, é muito importante para a cooperação e troca de experiências entre os empreendedores e ampliação das potencialidades de negócios. Se a proposta original não vinga, o SEED tenta conectar o empreendedor a outras possibilidades. “Startup é uma cultura diferente, uma transformação, mas não um modismo. A gente está numa revolução e quem não estiver preparado para este mundo não vai sobreviver”, afirma Silvana.

Na sede do SEED, é possível comprovar o grau de comprometimento das startups que hoje compõem a quarta rodada do programa que terminará em dezembro. No espaço, empreendedores do Brasil e de outros países consolidam negócios e trocam experiências sobre suas dificuldades e sucessos.

Há quase quatro meses morando em BH, os chilenos Antonio Grass e Nicolas Serrano são os criadores da DataScope, uma das 40 startups aprovadas no processo de seleção do SEED. A proposta é eliminar o uso de papel em impressão no Brasil. “Estes papéis serão substituídos pela leitura com um dispositivo como smartphone para guardar e gerenciar a informação em tempo real, na nuvem, melhorando a produtividade e ajudando na tomada mais rápida de decisões”, explica Grass.

Eric Alves da Rocha, de Novo Hamburgo (RS) e seus três sócios também resolveram apostar nas orientações do Seed. A Saipos, criada este ano, é um software de gestão para facilitação de negócios de pequenos varejistas do ramo de alimentação. “O ecossistema de empreendedorismo de Minas é muito rico, coisa que a gente não via nesse nível no Sul”. Hoje, a Saipos atende cerca de 60 clientes e está integrada ao aplicativo de delivery iFood, um de seus parceiros.

Em Belo Horizonte, também nasceu a Rectrix, startup que oferece uma solução para ajudar lojistas com redes próprias ou franqueados a aumentarem seu faturamento por meio da análise do processo do que é preciso ser melhorado no negócio. Fernando Piancastelli, CEO da Rectrix, conta que é a primeira vez que a startup, formalizada em 2016, está no SEED. “Aqui temos acesso a outras portas no mercado, e a capacitação da startup como um todo”.

Também a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) está atenta ao mercado da inovação e criou o Fiemg Lab Novos Negócios. O programa de aceleração e inovação aplicada foi lançado em junho de 2016 com o propósito de gerar novos negócios de impacto. Hoje, é considerado o maior programa de conexão de startups com o mercado da América Latina. “Esse movimento amplo de rápida evolução tecnológica transforma o comportamento humano, desde o processo de comunicação até a maneira como a gente trabalha”, pontua o coordenador do Fiemg Lab Novos Negócios, Fabio Veras de Souza. Segundo ele, a matriz do desenvolvimento econômico é cada vez mais determinada pelos reflexos dos negócios digitais e pela presença do software como elemento transversal a toda atividade portadora de inovação. “Esse movimento já tem cerca de 20 anos, mas se tornou mais intenso na última década. Um dado que corrobora isso é que, do PIB norte-americano de US$ 15 trilhões, US$ 1 trilhão é gerado por 20 empresas que não existiam há 20 anos”, exemplifica. Ou seja, as startups são o futuro da economia.

Fabio Veras afirma que 1.306 projetos se inscreveram no programa e 608 atingiram os critérios para serem examinados. Desses, cem foram selecionados – 73 startups, dez spin-offs corporativas (quando a empresa desenvolve uma tecnologia ou negócio dentro de sua atividade principal) e 17 spin-offs acadêmicas. Agora em novembro, 15 times estão passando para a fase 3 da aceleração, com foco em evoluir o modelo de negócios e validar o produto ou serviço no mercado. Ao final, restarão cinco negócios de grande impacto. Entretanto, aqueles que saírem continuam fazendo parte do Fiemg Lab Community, com acesso ao coworking do programa e endosso da Fiemg à prospecção de mercado. “Temos startup que desenvolve rastreamento de câncer de ovário e útero, que faz impressão 3D de um assemelhado de pele humana para fazer exames laboratoriais, que desenvolve aplicações comerciais de holograma, que usa computação cognitiva para melhorar a performance da recuperação de crédito das empresas”, exemplifica.

Uma delas é a Virturian, focada em resolver o problema de confiabilidade dos equipamentos industriais. “É um software que monitora a condição dos equipamentos, fazendo análise preditiva para a manutenção. O público são grandes empresas que têm processo de produção em larga escala”, explica o engenheiro de controle e automação Rafael Costa, CEO da Virturian. Basicamente, o software lê as informações de cada aparelho, a partir das variáveis corrente elétrica e rotação do motor, processa esses dados e informa as condições do equipamento por meio de mensagem de texto. “É uma inteligência que permite a redução drástica de custos de manutenção e o aumento da disponibilidade do equipamento, dando maior capacidade de produção. Ou seja, menos custos de manutenção e maior capacidade produtiva”, destaca Rafael. Além do CEO, a equipe conta com os sócios Augusto Pereira, Gabriel Salgado, Carlos Barreto e Rafael Menezes.

Pedro VilelaOutro projeto participante é o Our Sun, um hardware para desenvolvimento de inversores fotovoltaicos. A engenheira química Bárbara Andrade de Carvalho conta que, antes do Fiemg Lab, a ideia era fazer leasing de sistemas fotovoltaicos. “Foi a partir do programa que a gente entrou em contato com o mercado e percebeu a demanda que existia para um inversor com preço mais acessível”, afirma. Segundo ela, no momento, a equipe (ela e mais três pessoas) está fazendo o protótipo, e a estimativa é ter o produto final ainda este ano.

E já que inovação é palavra-chave, a Biomimetic Solutions não poderia ficar de fora. As engenheiras de materiais Lorena Viana Souza, Ana Elisa Antunes e Alana Benz e as pesquisadoras Aline Silva e Roberta Viana, do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), estão por trás de uma tecnologia que permite o cultivo de células para o desenvolvimento de tecido humano, como a pele artificial. Segundo Lorena, a plataforma criada não usará o colágeno, como é feito hoje, mas, sim, um material sintético, com aditivos que vão gerar características bactericidas e regenerativas. “A gente acredita que essas características irão permitir o crescimento celular e a formação de pele artificial”, prevê.

Pedro VilelaJá em outro segmento, a Myps – My Personal Stylist é uma ferramenta on-line e automatizada de consultoria de imagem e estilo. “Nossa proposta é automatizar a entrega do serviço de personal stylist para que mais mulheres tenham acesso a ele de maneira rápida e prática”, resume a CEO da plataforma, a publicitária e personal stylist Juliana Brasil. Segundo ela, a Myps está no ar desde fevereiro de 2016 e, no momento, passa por aprimoramento. “A partir do Fiemg Lab, a gente ficou muito focada no crescimento da base de usuárias e tivemos um resultado impactante: o número de mulheres que fazem o teste de estilo no site cresceu 430% em 30 dias”, comenta.

A taxa de conversão do número de mulheres que entraram no site e fizeram o teste de estilo aumentou de 10% para 25%. O número de cadastros na plataforma também teve crescimento: 38% somente em abril). Agora, a meta é que as usuárias cadastradas realmente tenham interesse de compra do serviço de consultoria. “E também que a gente atraia mais marcas para a nossa plataforma, que é a primeira e única de consultoria de imagem on-line e automatizada do país. A gente quer democratizar o serviço de personal stylist, tornando-o mais acessível para todas as mulheres. Queremos levar mais confiança e autoestima para elas”, finaliza Juliana.

Fonte: Revista Viver Brasil – Maristela Bretas e Miriam Gomes Chalfin

As transformações pela educação foram tema do SEED Talks

As transformações pela educação foram tema do SEED Talks

Desenvolvimento profissional, aliar teoria à pratica, transformações de realidade e como chegar lá através da educação. Esses foram os temas debatidos no segundo SEED Talks, que aconteceu dia 3 de novembro, durante a FINIT. Mediado pela Diretora de Inovação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-MG), Alessandra Alkmim, o painel teve a presença do cientista cognitivo do Google, André Souza e da empreendedora social da Ashoka Brasil, Maria Regina Cabral.

“Como queremos o futuro da educação?” A pergunta da doutora em educação pela USP, Maria Regina Cabral, não tem uma resposta simples, mas uma conclusão é incontestável: o modelo educacional como funciona hoje precisa ser mudado. “Temos que pensar porque muitos jovens abandonam a escola. Além disso, os motivos de porque os que estão estudando não aprendem e porque os que aprendem não estão felizes”, afirma a professora.

De acordo com ela, na América Latina, 36% das crianças no ensino fundamental não estão atingindo as habilidades mínimas de leitura e 52% não possuem domínio da matemática. “Estamos passando por transformações muito rápidas, mas a escola que nós temos ainda está no século XIX. Esse desencontro de velocidade entre escola, professor e alunos cria um impacto muito grande naquilo que temos hoje como resultado”, aponta Maria Regina.

Com esse panorama é preciso dar autonomia para o professor, com conhecimento estruturado que propicie o aprendizado e domínio de novos códigos e linguagens. “Quando pensamos nessa escola do futuro, temos que fazer uma educação inovadora. Ela precisa articular conhecimentos teóricos com a pratica onde o aluno experimenta, erra, entra em conflito, para assimilar e aprender”. Para Maria Regina, só assim passaremos de usuários para também produtores de tecnologia.

O desenvolvimento da imaginação é essencial para essa construção de conhecimentos fora do padrão, já que é preciso primeiro entender o passado, para poder transformar o presente e futuro. A história do cientista cognitivo Andre Souza mostra que isso é possível.

Da periferia de Belo Horizonte, o pesquisador hoje é um dos responsáveis pelas pesquisas quantitativas realizadas pelo time do Android e Inteligência Artificial do Google, na Califórnia “Eu sempre gosto de começar falando do ponto inicial e do ponto em que estou agora. Quando eu comecei a minha vida acadêmica, queria ser professor de literatura inglesa. Hoje eu trabalho com inteligência artificial dentro do Google”, afirma Andre.

De acordo com o cientista, ele nem sabia que esse cargo existia na época em que entrou na Faculdade de Letras da UFMG. Agora, com um pós-doutorado em psicologia cognitiva, Andre dedica-se a divulgar a ciência. “Como cientista, hoje, meu papel é entregar de volta para sociedade soluções para problemas práticos. Porque eu sai de uma comunidade onde precisávamos desses resultados e os problemas práticos continuam lá, precisando dessas soluções”.

Mas esse caminho não foi fácil nem rápido. Porém o cientista garante que é preciso ter coragem e persistir para alcançar seus objetivos. “A educação te permite isso, ver as trajetórias possíveis que podem ser seguidas. Se cada pessoa que está pensando em desistir, continuar, já são mais pessoas que poderão contribuir para que os problemas práticos que temos no dia a dia sejam resolvidos de forma efetiva”.

Os palestrantes ainda falaram sobre o papel das instituições de ensino no presente e de como é preciso que professores construam uma relação diferente com seus alunos. “O conhecimento hoje está permeando tudo. A escola não é mais a fonte de conhecimento universal. O que ela precisa fazer é preparar o aluno para conseguir aprender e digerir todo esse conhecimento disponível”, explica Andre.

E Maria Regina completa “É preciso construir uma relação de afeto entre professor e aluno para que esse diálogo aconteça, para que certos padrões sejam quebrados e para que nós consigamos fazer diferente uma educação diferente no presente e no futuro”, finaliza a professora.

MedLogic é a startup campeã do Boost Acelerator

MedLogic é a startup campeã do Boost Acelerator

Voltado para investidores gerarem novos negócios e investirem em startups com soluções já validadas, o Boost Acelerator criou várias oportunidades para quem participou do evento. Na primeira etapa do painel, 21 startups de aceleradoras do Brasil e dos Estados Unidos apresentaram seus pitches para um grupo de investidores e júri técnico.

A competição, que aconteceu durante a Finit (Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia), no dia 3 de novembro, teve a participação de duas startups aceleradas pelo SEED, um dos maiores programas de aceleração da América Latina. A SejaDireto, sistema de gestão de vendas, que integra e automatiza os processos, e a MedLogic, um software voltado para o atendimento de idosos, que propõe um plano de cuidados individualizado.

Depois das apresentações, o júri deliberou e anunciou as três startups vencedoras na segunda etapa, que aconteceu no Palco SEED. Com o pedido de investimento de R$ 1,5 milhão, a MedLogic ficou em primeiro lugar, conquistando o interesse de quatro fundos de investimento. Em segundo, ficou a Menu.com.vc, plataforma de comércio online, da aceleradora Liga Ventures e, em terceiro, a EUNERD, startups que gerencia e conecta profissionais de TI a pequenas empresas, acelerada pela Ace.

A MedLogic é uma plataforma especializada para a gestão e melhoria da saúde do idoso, com o objetivo de reduzir custos assistenciais. Por tratar de uma área com grande déficit, o modelo de assistência para essas pessoas deve ser especializado. “A nossa proposta é fazer uma avaliação multidimensional, com uma separação entre idosos robustos e frágeis,que pode ser acessada por qualquer profissional de saúde, por seus familiares e até mesmo pelo idoso”, explica Daniel Melo, CEO da MedLogic.

Para o empreendedor, competições como o Boost Acelerator são fundamentais para o desenvolvimento das startups e do ecossistema. “Uma competição já é um filtro interessante para que a startup seja conhecida. Para competirem nesta, as aceleradoras selecionaram projetos que acreditam ter um bom nível de maturidade. Quando isso acontece, as pessoas já são atraídas por uma expectativa de qualidade”. Daniel também destacou as ótimas oportunidades oferecidas durante a FINIT. “Estamos felizes em dizer que não só a nossa startup, mas também outras têm recebido elogios e feito negócios reais durante a feira”, afirma.

O CEO ainda adiantou os próximos passos da empresa. “Agora temos que identificar o investidor correto, que vai nos ajudar não apenas com capital, mas também com os direcionamentos para atingirmos nossos objetivos. Um deles é que a tecnologia da MedLogic esteja amplamente disponível em todo o país, para que possamos mudar de fato a forma como o idoso é atendido no Brasil”, conclui Daniel.

SEED Talks mostra como startups podem colaborar com grandes empresas

SEED Talks mostra como startups podem colaborar com grandes empresas

Atualmente a interface entre grandes empresas e startups não é mais uma tendência, mas uma realidade no mercado. Essa interação pode ser o início de mudanças e disrupções dentro do mundo corporativo. Ainda assim, há muita resistência dessas organizações, com processos demorados e burocráticos, que acabam fazendo empreendedores desistirem dessa possibilidade.

Essas e outras questões sobre a colaboração entre empresas e startups foram debatidas hoje, 2, no SEED Talks, por Marcello Bathe, responsável pelo desenvolvimento de novos negócios no Grupo Solvay, Alexandre Veiga, Business Innovation Officer da Embraco, Paulo Matos, gerente de desenvolvimento humano e organizacional do Isvor, com moderação do agente de aceleração do SEED, Artur Jeber. O painel “Como startups podem colaborar com as grandes empresas” aconteceu no palco SEED, dentro da programação da FINIT (Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia), que acontece até sábado, dia 4 de novembro.

Os participantes apresentaram um pouco de sua trajetória, dificuldades e possíveis caminhos para que essa colaboração seja possível. “Um dos objetivos de programas de aceleração como o SEED MG é explicar para os empreendedores como funciona essa conexão e colaborar para que ela aconteça”, explica o agente Artur Jeber.

Para Marcello Bathe, o Grupo Solvay já tem a tecnologia como algo enraizado na empresa, mas ainda é um desafio firmar essas parcerias. “Já fizemos alguns contratos muito interessantes com startups, pois acreditamos que elas trazem, criatividade e inovação para a Solvay. Porém, ainda é preciso entendermos a agilidade com que elas trabalham, para aprender essa nova realidade”, afirma.

Mesmo não sendo algo tão recente, esse tipo de relação ainda é visto com receio pelos empresários. Segundo Alexandre Veiga, sempre existe o medo da qualidade ao estabelecer colaboração com startups. “Participar de programas de aceleração e já ter investidores ajuda a catalisar esse processo, mas o empreendedor também precisa ter iniciativa para mostrar valor para o empresário e fazer essa conexão acontecer”, reitera.

Paulo Matos também reconhece que o nível de maturidade faz toda a diferença nesse processo. “Percebemos que quando startups são aceleradas, já possuem MVP, modelo de negócios e proposta de valor. A presentar projetos já estruturados para os empresários, entendendo a cultura da empresa, faz com que essa interlocução aconteça mais rápido”, garante o gerente do Isvor.

Para que essa cultura da inovação possa ser implementada dentro das organizações, é preciso que empresários entendam e aprendam com os empreendedores. “Estamos atentos, curiosos e preocupados com a colaboração entre empresas e startups. Discutimos transformação digital, tecnológica e movimento maker dentro da organização, embora também exista muita gente que não sabe o que é uma startup. Por isso, essa aproximação é tão necessária, para conseguirmos promover a inovação dentro das grandes empresas”, completa Paulo Matos.

Confira aqui como foram as outras atividades do SEED na feira mais inovadora da América Latina.

SEED recebe visita técnica da Anpei

SEED recebe visita técnica da Anpei

Nesta segunda-feira, (30), o SEED recebeu mais de 100 profissionais, entre presidentes, diretores, gerentes e analistas, inscritos na Conferência Anpei de Inovação, realizada pela Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais (SEDECTES). Estiveram presentes empresas como VALE, Petrobras, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Universidades e outras organizações tecnológicas e de inovação.

O SEED MG, um dos maiores programas de aceleração de startups da América Latina, foi o primeiro local da visita técnica no ecossistema de inovação mineiro. Os quatro roteiros também incluíram outros centros de pesquisa e desenvolvimento tecnológico de Minas Gerais, como a sede do Google em Belo Horizonte, o Instituto Tecnológico Vale, a Universidade Corporativa Fiat Chrysler Automobiles Latam (ISVOR), o Centro de Inovação SENAI/FIEMG, além de instituições em Ouro Preto.

A visita antecede a 16ª Conferência Anpei de Inovação, que será realizada durante a Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia (FINIT), entre os dias 31 outubro e 1ª de novembro, no Expominas. Na programação, estão palestras, workshops, vivências e arena de negócios que acontecerão simultaneamente em palcos e salas. O subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sedectes, Leonardo Dias, ressaltou o ambiente de inovação estratégico de Minas Gerais para receber o evento. “Estamos realizando a 2ª edição da FINIT para continuar divulgando o ambiente de inovação de Minas Gerais, além dos vários programas que o Estado oferece. Somos um celeiro de Universidades, de talentos e boas ideias. E é nisso que queremos investir, em soluções inovadores, para gerarmos conexões e oportunidades de negócios entre empresas e startups”, afirma.

De acordo com Vera Crósta, coordenadora da Conferência, essa visita técnica é a ­marca registrada da associação para que os participantes conheçam o ecossistema, com oportunidades de fazer interação e networking. Com o tema “Vivendo a inovação em um mundo em transformação”, a edição deste ano irá discutir novos caminhos para a inovação em um mundo em constante e rápida transformação nas relações e nos modelos de negócio usualmente conhecidos.

Para Vera Crósta, coordenadora da Conferência, a expectativa é que o evento seja um espaço de muita interação e mão na massa. “A ideia da Conferência é trazer para os participantes uma trilha de aprendizado, com conteúdos simultâneos, para que possam conhecer, entender, vivenciar e já saírem com uma ideia para colocar em prática”, explica. De acordo com ela, essa trilha é baseada em três princípios: pessoas empoderadas e conectadas, negócios conscientes e tecnologias transformadoras. “É isso que imaginamos que estão buscando das organizações e empresas”, complementa Vera.

A visita também teve a participação dos empreendedores do SEED, que apresentaram suas startups para os participantes. Soluções na gestão de contratos (Contraktor), novos modelos de aprendizado na educação (Cuboz), sistema para gerenciamento de resíduos (NETResíduos), sistema para gestão de restaurantes e lojas (Saipos), ferramentas para as instituições financeiras (Expediente Azul), software para melhorar vendas (Rectrix) e ferramenta de segurança para mulheres (Kwema).

Conferência Anpei de Inovação

Realizada desde 2001, a Conferência Anpei tem se consolidado como fórum privilegiado para o encontro de representantes de empresas, agências do governo e instituições de C,T&I para discussão e encaminhamentos de políticas e práticas voltadas à inovação nas empresas e no país.

FINIT

Organizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais (SEDECTES), a FINIT se destaca como um grande hub, reunindo importantes e consolidados eventos em um só local, tendo como público-alvo startups, grandes empresas, pesquisadores e profissionais das áreas de tecnologia e inovação.

Programa Minas Digital

Coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SEDECTES), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG), o SEED faz parte do programa MINAS DIGITAL – uma série de iniciativas governamentais, parcerias e redes de networking que buscam impulsionar o desenvolvimento de negócios inovadores e fortalecer a cultura empreendedora no Estado. O objetivo é transformar Minas Gerais no maior polo de empreendedorismo e inovação da América Latina.

Unimed-BH apresenta programa de inovação aberta para startups do SEED

Unimed-BH apresenta programa de inovação aberta para startups do SEED

Com o objetivo de conectar startups, tornando-as parceiras e fornecedoras, a Unimed-BH apresentou para os empreendedores do SEED o Link One, programa de inovação aberta no setor da saúde realizado em parceria com a INSEED Investimentos. Startups com soluções inovadoras que possuem relação com os eixos transformação digital e eficiência e sustentabilidade já podem se inscrever no programa, que também facilitará a captação de investimentos.

Essa primeira edição selecionará cinco startups já maduras, com produtos em fase avançada de desenvolvimento ou que já estão disponíveis no mercado. Diferente do imaginado, a seleção não é apenas para o segmento de saúde. Empresas com soluções voltadas para gestão de negócios, gestão de talentos, área jurídica e de tecnologia da informação são o foco do programa.

O supervisor de empreendedorismo na Unimed-BH, Rafael Silva, ressalta que o propósito do Link One não é ser uma aceleradora de startups, mas sim proporcionar parcerias e investimentos para aquelas que já estão participando de algum programa. “Vir ao SEED MG sempre traz expectativas de ver coisas novas, startups de diferentes áreas, além das relacionadas à saúde, que já chegam para nós de forma orgânica. Lançamos esse programa justamente para complementar quem já está no processo de aceleração, gerando oportunidades para startups maduras”, afirma.

Mesmo com a necessidade de ter um CNPJ, startups estrangeiras do SEED, que demonstrem interesse no ecossistema de Belo Horizonte, também poderão participar. O programa oferecerá mentorias, estrutura de dados e conhecimento, interação com os colaboradores, encontros com especialistas e investidores, através da interação com a INSEED, além da possibilidade de se tornar parceira e fornecedora da Unimed-BH e de outras unidades da empresa.

O Link One começa em 6 de novembro e terá duração de 12 semanas. Startups interessadas deverão se inscrever no site do programa até o dia 11 de outubro.

SEED Experience conta (quase) tudo sobre como tirar uma ideia do papel

SEED Experience conta (quase) tudo sobre como tirar uma ideia do papel

O SEED Experience mais uma vez abriu as portas de um dos maiores programas públicos de aceleração de startups da América Latina para contar alguns segredos de empreendedorismo para os mineiros. A 2ª edição do evento, que aconteceu na noite desta sexta-feira (29) no Café 104, contou (quase) tudo que uma pessoa precisa saber para tirar uma ideia do papel e não teve oportunidade.

A noite foi de muitas perguntas. Aliás, perguntas e respostas. A intenção foi dar voz a questionamentos de quem quer ser empreendedor, seja daqueles que têm uma ideia que nem está no papel, seja de quem já está com um negócio. Comandada pelo empreendedor e agente de aceleração Artur Jeber, a palestra, pautada por questionamentos, levou os participantes a reflexões. Em seguida, um bate papo com os empreendedores acelerados pelo SEED, Roberto Mendes e Filipe Farias, CEOs das startups Horta Mágica e Gamelyst, respectivamente.

Ninguém melhor que quem vive a prática para esclarecer as dúvidas. Os três empreendedores, além de contar suas experiências, trocaram ideias e deram sugestões sobre os temas levantados. Qual o momento para pivotar? Como ser crítico diante do seu projeto que você acha ser o melhor mundo?

Os CEOs Filipe Farias (Gamelyst), Roberto Mendes (Horta Mágica), a participante Luiza Rodrigues e o agente de aceleração do SEED, Artur Jeber conversam com o público

A relações públicas, Luiza Rodrigues, que atualmente comanda a comunicação de uma startup, além de gostar dos eventos do SEED, que, segundo ela, fomenta uma cultura empreendedora que todos deveriam seguir, veio para absorver todas as dicas repassadas. “Hoje, com o atual posto que tenho, é importante participar destes eventos. Já estive em outros encontros, mas hoje venho com um novo olhar. Esta ideia de debate é ótima, uma vez que a minha dúvida pode ser a mesma que de outro participante. É uma troca de informação mesmo, importantíssimo para quem quer abrir uma empresa ou uma startup, além de fomentar este interesse em ter algo próprio”.

Ficou interessado no que acontece no SEED Experience? Fique ligado em nossas redes, onde informaremos os outros próximos cinco encontros.