Demo Day do SEED apresenta as startups que mais se destacaram no programa

Demo Day do SEED apresenta as startups que mais se destacaram no programa

O momento mais esperado para as startups participantes do Seed, programa de aceleração do Governo de Minas Gerais, aconteceu na noite dessa quarta-feira, 6 de dezembro. Cinco empresas participantes da 4ª rodada, que se destacaram durante os seis meses de aceleração, se apresentaram no Demo Day SEED para um público composto por investidores, empresários, empreendedores e interessados.

Com direito a transmissão ao vivo, o evento marcou o encerramento da 4ª rodada de aceleração. Além dos pitches de cinco minutos apresentados pelas startups, o Demo Day homenageou pessoas que contribuíram para o fortalecimento do ecossistema mineiro de inovação. As startups destaque que subiram ao palco e detalharam seus modelos de negócios foram a Melhor Plano, Seja Direto, My Personal Stylist, Saipos e MedLogic.

O subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Dias, ressaltou a importância de investir em empreendedorismo e inovação. “A gente sabe que o Governo está tendo dificuldade de investimento, mas estamos lutando para manter a cena do empreendedorismo e inovação no estado cada vez mais forte. Se a gente não acreditar na inovação, o que vai ser do nosso estado? Para sair desse momento de adversidade precisamos acreditar nesses empreendedores que estão aqui. A gente precisa mudar a base econômica do nosso estado, não dá mais para depender de commodity”, disse.

4ª rodada do SEED

Foram 40 startups selecionadas, 101 empreendedores participantes de 10 nacionalidades diferentes. Cada startup recebeu um investimento de R$ 80 mil e, em contrapartida, os empreendedores realizaram um trabalho de difusão em Minas, levando a mentalidade empreendedora e inovadora a todo o estado. Esta rodada conquistou, ainda, um somatório de investimentos nas startups no valor de R$ 7,5 milhões.

Conheça as startups destaque:

Melhor Plano

O Melhor Plano é um sistema que faz a comparação de planos de celular, banda larga, TV e fixo para os usuários, ajudando a reduzir o processo de busca e a economizar na hora da compra.

► Seja Direto

O Seja Direto é um sistema multicanal de gestão de vendas complexas que une mundo virtual e real por meio da integração e automatização inteligente do processo de vendas, do anúncio ao atendimento na loja.

MYPS – My Personal Stylist

A My Personal Stylist é uma plataforma de consultoria de imagem e estilo on-line. A usuária responde a um teste de estilo gratuito e recebe indicações personalizadas de conteúdos e peças para compra.

Saipos

O Saipos consiste em um sistema para o varejo que utiliza inteligência artificial e computação cognitiva para reduzir o tempo do gestor em atividades burocráticas. Ele interpreta informações financeiras, gerando dados entregues através de linguagem natural.

MedLogic

A Medlogic é um sistema que propõe um plano de cuidados individualizado em perfeita adequação à vulnerabilidade de idosos, reduzindo custos e melhorando a qualidade de vida do paciente e dos familiares.

Assista à transmissão do Demo Day SEED 2017:

Demo Day do SEED apresenta resultados da 4ª rodada à população

Demo Day do SEED apresenta resultados da 4ª rodada à população

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, realiza, na próxima quarta-feira (06/12), o Demo Day SEED – o evento mais aguardado de um dos maiores programas de aceleração de startups da América Latina. A partir das 19 horas, o espaço Sua Sala, no Ponteio Lar Shopping, receberá grandes empresas, convidados e parceiros do ecossistema para conhecerem alguns dos impactos desta última edição que, antes mesmo de acabar, já aponta recordes em seus números.

Cinco das 40 startups participantes subirão ao palco para apresentarem seus negócios: Melhor Plano, Seja Direto, MYPS, Saipos e MedLogic. Os convidados, além dos pitches, assistirão às palestras “Como as Grandes Empresas podem Interagir com Startups”, de Paulo Matos, gerente de Desenvolvimento Humano e Organizacional na Isvor; “O Futuro do Trabalho”, por Grazi Mendes Rangel, People Partner na Thoughtworks; e “Conexão Grandes Empresas e Startups”, com Paulo Costa, responsável pelos programas de Open Innovation da Accenture Brasil na América Latina.

Durante os seis meses de permanência no SEED, as startups buscaram fortalecer, promover e acelerar suas ideias no estado de Minas Gerais. Instalados em um coworking inspirador, os empreendedores receberam um incentivo financeiro de até R$ 80 mil de capital livre de participação no negócio, ganharam a oportunidade de se conectarem ao ecossistema global e receberam mentorias personalizadas.

A única contrapartida que o Estado exige dos participantes é a atividade de difusão – um conjunto de ações que busca disseminar a cultura empreendedora aos mineiros. Ao todo, foram mais de mil horas de difusão realizadas, por meio de 520 atividades. Até o último fechamento, 31.750 pessoas foram impactadas por essas ações em 16 dos 17 territórios regionais. Entre as cidades impactadas estão Patos de Minas, Diamantina, Governador Valadares, Ipatinga, Coronel Fabriciano, Viçosa, Jacuí, Formiga, Itaúna, Divinópolis, Santa Rita do Sapucaí, Juiz de Fora, Luz, Teófilo Otoni, Uberaba, Uberlândia, São João del-Rei, Porteirinha, Sete Lagoas e Ouro Preto.

Contudo, não é só através de difusão que o SEED fomenta o empreendedorismo. O coworking do programa é uma das ferramentas do Governo de Minas Gerais para aguçar o desejo da população mineira em investir no seu próprio negócio. Até o momento, 8.910 pessoas visitaram o SEED no ano de 2017; no total, foram mais de 80 horas de visitas e mais de 40 horas de mentorias dos empreendedores para os visitantes do espaço.

Além disso, neste ano, o SEED trabalhou cinco dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável definidos pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, a serem implementados por todos os países do mundo até 2030. Os empreendedores realizaram 20 atividades na ODS 05, que tem por objetivo alcançar à igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas; 176 atividades na ODS 08: promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos; 267 atividades na ODS 9: construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação; e 57 atividades na ODS 10: reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles.

Serviço

Local: Sua Sala Eventos – Ponteio Lar Shopping, Belo Horizonte – MG

Data: 06 de dezembro de 2017

Horário: 19h

Inscreva-se aqui.

Empreendedores do SEED aprendem a construir uma comunicação eficiente

Empreendedores do SEED aprendem a construir uma comunicação eficiente

Interessados em melhorarem seus pitches, os empreendedores do SEED participaram da palestra “Comunicar para se conectar” com Mariela Parolini, fonoaudióloga especialista em voz, oratória, media training e pitch. Mariela, que também é empreteca, deu dicas de postura, olhar, gestos e de qual tom e entonação usar ao apresentar seus negócios.

De acordo com a fonoaudióloga, o discurso não pode ser decorado, já que ele deve ser adaptado de acordo com o tipo de público para o qual a startups está se apresentando. “O ideal é não decorar o pitch, nem ler os slides, mas sim trabalhar com uma estrutura de pensamento baseado em tópicos e usar os slides como apoio e referência. Assim o empreendedor saberá o que falar em qualquer situação, para investidores ou clientes, de forma natural”, afirma Mariela.

Para que o discurso seja eficiente, a principal dica da especialista é treinar muito a oratória. “É preciso trabalhar a velocidade da fala para que ela seja inteligível, com uma boa articulação das palavras, pausas e respiração. Fazer exercícios antes da apresentação propicia uma voz mais firme. Uma boa dica é filmar o pitch para que você mesmo veja onde pode melhorar”, garante.

Mirela também lembra que a comunicação não verbal é essencial para a credibilidade que se quer passar. “Algumas leituras são feitas inconscientemente. Movimentos como se direcionar para quem pergunta, mexer as mãos para frente e ter um ponto de apoio para elas, olhar assertivo, além de uma boa postura corporal, transmitem segurança para quem está escutando”.

Por fim, a fonoaudióloga destaca a importância de trabalhar valores essenciais no discurso. “Ninguém entende e conhecer mais da sua startup do que você. Para conquistar o público, seu propósito de vida deve transparecer no pitch. Assim, você conseguirá aperfeiçoar cada vez mais, alcançando uma comunicação eficiente com seu público”, finaliza Mariela.

Mulheres no empreendedorismo e na tecnologia são tema do SEED Experience

Mulheres no empreendedorismo e na tecnologia são tema do SEED Experience

Das 40 startups que entraram na 4ª rodada do SEED, um dos maiores programas públicos de aceleração de startups da América Latina, apenas 8 têm CEOS mulheres. Como mudar esse cenário e propiciar que mais mulheres empreendam? Como fazer com que essas empreendedoras se interessem pelas áreas de tecnologia? Para falar sobre essas e outras questões, o SEED Experience “Elas à frente: Trajetórias e batalhas das mulheres no empreendedorismo” recebeu apenas mulheres na noite desta quinta-feira (16).

A 5ª edição do evento aconteceu em comemoração ao dia Dia Global do Empreendedorismo Feminino, lançado em dia 19 de novembro de 2014 pela ONU (Organização das Nações Unidas). De acordo com o Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras em Micro e Pequenas Empresas 2013, do Sebrae, 7,3 milhões de mulheres são empreendedoras no Brasil. O censo aponta que a participação feminina foi de 31,3%, em 2012, contra 29,4%, em 2002 – o que corresponde a um crescimento de 18% nos últimos dez anos.

O evento começou com a palestra “Todas as mulheres: Liderança e revolução” com Dani Marinho, consultora na ThoughtWorks Brasil, e Kelly Maia, sourcer da ThoughtWorks Global, abriu o SEED Experience. Dani e Kelly falaram sobre a importância de revolucionar a tecnologia, causando impacto no mercado local e na comunidade, para que as mulheres de fato consigam lugar no mercado de inovação.

“O machismo institucionalizado perpassa todas os lugares, principalmente empresas ligadas à tecnologia. Nós lutamos para sairmos de um lugar de invisibilidade em uma sociedade patriarcal. Por isso é importante que estejamos cientes do lugar que estamos, de onde viemos, para saber o que vamos enfrentar até conseguir chegar a cargos de tomada de decisão”, afirmou Kelly.

Por isso, a importância de falar sobre liderança para mulheres e do aprendizado que também deve vir por parte dos homens. “Também é preciso que eles sejam abertos e se coloquem no nosso lugar. Essa posição não é confortável, mas o olhar para o outro, quando existem práticas discriminatórias de gênero que excluem as mulheres do mercado do trabalho, deve ser feito pelos homens, para que consigamos mudar essa realidade”, garante Dani. E ambas afirmam: “Queremos todas as mulheres na tecnologia”.

Kelly Maia e Dani Marinho da ThoughtWorks

Em seguida, aconteceu uma conversa mediada por Ciranda Morais, fundadora da She’sTech, com quatro CEOs de startups do SEED, Amanda Busato (UPME!), Bruna Kassab (Evoé), Janayna Bhering (Safetest) e Juliana Brasil (MYPS). As cinco falaram sobre os desafios enfrentados pelas mulheres que querem empreender e de como fazer para fomentar o empreendedorismo feminino.

Segundo Ciranda, a construção de redes para fomentar a participação das mulheres na tecnologia e empreendedorismo é essencial. “É justamente isso que o She’sTech faz. A gente se une para criar uma rede forte, para ter engajamento, para capacitar mulheres, para inspirar as outras e assim construir uma comunidade de mulheres empreendedoras. Para que isso seja possível, é preciso criar oportunidades e promover inclusão profissional e social de todas”, considera a mediadora.

As empreendedoras do SEED também afirmaram o desafio de serem mulheres nesse mercado. De acordo com elas, as dificuldades já começam em casa, ao ter que conciliar as funções do cargo de chefia com as funções historicamente delegadas às mulheres. “O desafio começa quando você tem que pensar com quem deixar as crianças, o que geralmente não é uma preocupação dos homens. Colocar essas discussões em pauta com mais frequência é importante para que possamos conhecer outras que estão passando pelas mesmas experiências”, pontuou Janayna.

A falta de desenvolvedoras e programadoras também foi uma questão muito falada. “Uma das nossas dificuldades é se familiarizar com todas essas linguagens que nunca tivemos contato. A transformação também passa pela maior inclusão e entrada de mulheres nessas áreas”, afirma Amanda. E Bruna completa “Eu estou procurando há algum tempo uma desenvolvedora para a Evoé, mas é muito difícil achar”.

Por fim, o evento teve a conclusão de que “juntas somos mais fortes”. “Queremos criar um ambiente seguro, para que as mulheres levem suas dúvidas, sem medo e insegurança e possamos cada dia alcançar mais pessoas”, declara Ciranda.  “Se não temos opção, a gente deve ir lá em fazer, liderando quando for possível, para que com o tempo isso seja uma coisa natural”, finalizou Amanda.

Ciranda de Morais, fundadora da She’sTech, mediando o SEED Experience “Elas à Frente”

SEED Experience

Com intuito de inspirar empreendedores e comunidade, foi criado o SEED Experience. O evento abre as portas do SEED para sociedade, levando conteúdo e interação com o ecossistema de Minas Gerais. Um dos objetivos é impactar o público por meio de eventos descontraídos e educativos e alcançar, uma média de 1.000 pessoas no Estado, gerando mais de dez horas de conhecimento reaplicáveis.

As transformações pela educação foram tema do SEED Talks

As transformações pela educação foram tema do SEED Talks

Desenvolvimento profissional, aliar teoria à pratica, transformações de realidade e como chegar lá através da educação. Esses foram os temas debatidos no segundo SEED Talks, que aconteceu dia 3 de novembro, durante a FINIT. Mediado pela Diretora de Inovação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-MG), Alessandra Alkmim, o painel teve a presença do cientista cognitivo do Google, André Souza e da empreendedora social da Ashoka Brasil, Maria Regina Cabral.

“Como queremos o futuro da educação?” A pergunta da doutora em educação pela USP, Maria Regina Cabral, não tem uma resposta simples, mas uma conclusão é incontestável: o modelo educacional como funciona hoje precisa ser mudado. “Temos que pensar porque muitos jovens abandonam a escola. Além disso, os motivos de porque os que estão estudando não aprendem e porque os que aprendem não estão felizes”, afirma a professora.

De acordo com ela, na América Latina, 36% das crianças no ensino fundamental não estão atingindo as habilidades mínimas de leitura e 52% não possuem domínio da matemática. “Estamos passando por transformações muito rápidas, mas a escola que nós temos ainda está no século XIX. Esse desencontro de velocidade entre escola, professor e alunos cria um impacto muito grande naquilo que temos hoje como resultado”, aponta Maria Regina.

Com esse panorama é preciso dar autonomia para o professor, com conhecimento estruturado que propicie o aprendizado e domínio de novos códigos e linguagens. “Quando pensamos nessa escola do futuro, temos que fazer uma educação inovadora. Ela precisa articular conhecimentos teóricos com a pratica onde o aluno experimenta, erra, entra em conflito, para assimilar e aprender”. Para Maria Regina, só assim passaremos de usuários para também produtores de tecnologia.

O desenvolvimento da imaginação é essencial para essa construção de conhecimentos fora do padrão, já que é preciso primeiro entender o passado, para poder transformar o presente e futuro. A história do cientista cognitivo Andre Souza mostra que isso é possível.

Da periferia de Belo Horizonte, o pesquisador hoje é um dos responsáveis pelas pesquisas quantitativas realizadas pelo time do Android e Inteligência Artificial do Google, na Califórnia “Eu sempre gosto de começar falando do ponto inicial e do ponto em que estou agora. Quando eu comecei a minha vida acadêmica, queria ser professor de literatura inglesa. Hoje eu trabalho com inteligência artificial dentro do Google”, afirma Andre.

De acordo com o cientista, ele nem sabia que esse cargo existia na época em que entrou na Faculdade de Letras da UFMG. Agora, com um pós-doutorado em psicologia cognitiva, Andre dedica-se a divulgar a ciência. “Como cientista, hoje, meu papel é entregar de volta para sociedade soluções para problemas práticos. Porque eu sai de uma comunidade onde precisávamos desses resultados e os problemas práticos continuam lá, precisando dessas soluções”.

Mas esse caminho não foi fácil nem rápido. Porém o cientista garante que é preciso ter coragem e persistir para alcançar seus objetivos. “A educação te permite isso, ver as trajetórias possíveis que podem ser seguidas. Se cada pessoa que está pensando em desistir, continuar, já são mais pessoas que poderão contribuir para que os problemas práticos que temos no dia a dia sejam resolvidos de forma efetiva”.

Os palestrantes ainda falaram sobre o papel das instituições de ensino no presente e de como é preciso que professores construam uma relação diferente com seus alunos. “O conhecimento hoje está permeando tudo. A escola não é mais a fonte de conhecimento universal. O que ela precisa fazer é preparar o aluno para conseguir aprender e digerir todo esse conhecimento disponível”, explica Andre.

E Maria Regina completa “É preciso construir uma relação de afeto entre professor e aluno para que esse diálogo aconteça, para que certos padrões sejam quebrados e para que nós consigamos fazer diferente uma educação diferente no presente e no futuro”, finaliza a professora.

MedLogic é a startup campeã do Boost Acelerator

MedLogic é a startup campeã do Boost Acelerator

Voltado para investidores gerarem novos negócios e investirem em startups com soluções já validadas, o Boost Acelerator criou várias oportunidades para quem participou do evento. Na primeira etapa do painel, 21 startups de aceleradoras do Brasil e dos Estados Unidos apresentaram seus pitches para um grupo de investidores e júri técnico.

A competição, que aconteceu durante a Finit (Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia), no dia 3 de novembro, teve a participação de duas startups aceleradas pelo SEED, um dos maiores programas de aceleração da América Latina. A SejaDireto, sistema de gestão de vendas, que integra e automatiza os processos, e a MedLogic, um software voltado para o atendimento de idosos, que propõe um plano de cuidados individualizado.

Depois das apresentações, o júri deliberou e anunciou as três startups vencedoras na segunda etapa, que aconteceu no Palco SEED. Com o pedido de investimento de R$ 1,5 milhão, a MedLogic ficou em primeiro lugar, conquistando o interesse de quatro fundos de investimento. Em segundo, ficou a Menu.com.vc, plataforma de comércio online, da aceleradora Liga Ventures e, em terceiro, a EUNERD, startups que gerencia e conecta profissionais de TI a pequenas empresas, acelerada pela Ace.

A MedLogic é uma plataforma especializada para a gestão e melhoria da saúde do idoso, com o objetivo de reduzir custos assistenciais. Por tratar de uma área com grande déficit, o modelo de assistência para essas pessoas deve ser especializado. “A nossa proposta é fazer uma avaliação multidimensional, com uma separação entre idosos robustos e frágeis,que pode ser acessada por qualquer profissional de saúde, por seus familiares e até mesmo pelo idoso”, explica Daniel Melo, CEO da MedLogic.

Para o empreendedor, competições como o Boost Acelerator são fundamentais para o desenvolvimento das startups e do ecossistema. “Uma competição já é um filtro interessante para que a startup seja conhecida. Para competirem nesta, as aceleradoras selecionaram projetos que acreditam ter um bom nível de maturidade. Quando isso acontece, as pessoas já são atraídas por uma expectativa de qualidade”. Daniel também destacou as ótimas oportunidades oferecidas durante a FINIT. “Estamos felizes em dizer que não só a nossa startup, mas também outras têm recebido elogios e feito negócios reais durante a feira”, afirma.

O CEO ainda adiantou os próximos passos da empresa. “Agora temos que identificar o investidor correto, que vai nos ajudar não apenas com capital, mas também com os direcionamentos para atingirmos nossos objetivos. Um deles é que a tecnologia da MedLogic esteja amplamente disponível em todo o país, para que possamos mudar de fato a forma como o idoso é atendido no Brasil”, conclui Daniel.

Shark Tank tem investimento e parceria com as startups do SEED

Shark Tank tem investimento e parceria com as startups do SEED

Momentos de emoção, elogios e muita interação deram o tom do esperado painel Shark Tank, apresentado pelo SEED e pelo SEBRAE, que aconteceu hoje de manhã, (2), na FINIT (Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia). A simulação do programa da Sony foi conduzida pelo apresentador Cazé Peçanha e contou com a presença dos tubarões Camila Farani, presidente do Gávea Angels e especialista na área do empreendedorismo feminino, Caito Maia, criador da Chilli Beans, maior marca de óculos sul-americana, e um público com mais de mil pessoas.

Participaram do painel as startups Saipos e MYPS, aceleradas pelo SEED, OncoTag e Profitus, do SEBRAE, além da vencedora do 100 Open Startups na FINIT, OpinionBox. As cinco startups apresentaram seus pitches de três minutos para os tubarões, que tiveram sete minutos para fazerem perguntas, considerações e se posicionarem, decidindo se investiriam ou não no negócio apresentado.

O primeiro empreendedor a subir no palco foi o Anderson Onzi, CEO e cofundadorda Saipos, startup que apresenta um sistema para gestão de restaurantes e lojas. “A Saipos é um sistema simples, que possui configuração remota, possibilidade de integração e é altamente escalável. Em menos de três anos, nossa empresa foi comprada pelo maior aplicativo de delivery online da América Latina, o iFood”, apresentou Anderson.

A apresentação de resultados e conhecimento das dores do mercado, convenceu Camila Farani. A shark fez uma proposta, que foi aceita ao vivo pela equipe da Saipos, 500 mil de investimento por 15% da startup. “O Anderson tem um nível de sofisticação técnica, uma equipe complementar e soube responder todos nossos questionamentos. Sabe para onde vai, conhece as dores do mercado, e é isso que eu procuro”, afirmou a investidora.

Para Anderson, participar do Shark Tank foi a experiência mais incrível que ele já vivenciou ao fazer o pitch. “Ter ficado frente a frente com os tubarões foi desafiador, mas conseguimos o que queríamos. Sabíamos que ia ter alguma negociação e esses 15% está dentro da margem que planejamos”, considerou Anderson. Ele ainda ressaltou a importância do ecossistema belo-horizontino para essa conquista. “O SEED nos ajudou muito, todas as startups daqui ajudaram a gente a chegar onde chegamos”.

Juliana Brasil, fundadora da MYPS, foi a segunda empreendedora a se apresentar. A startup é a primeira plataforma de Personal Stylist automatizada, onde a usuária recebe seu estilo personalizado, além de indicações de compra e combinações de acordo com seu corpo. “A plataforma My Personal Stylist foi criada para ajudar as mulheres a terem mais confiança e autoestima através de informações personalizadas e consultoria de imagem acessível. Dessa forma entregamos leads mais qualificados para as lojas online, gerando mais compras acertadas”, explicou Juliana.

O shark Caito Maia gostou da plataforma, mas considerou que o momento ainda não era o ideal para o investimento na startup. A proposta foi uma parceria, para que a MYPS trabalhe a base e as necessidades da Chilli Beans. “Estou muito feliz de ter participado do Shark Tank. Essa parceria estratégica foi uma oportunidade incrível, proporcionada pelo SEED aqui na FINIT. Vamos usar a base e os canais da Chilli Beans para crescer a nossa base de usuárias e experimentar a nossa solução ainda mais”, afirmou a empreendedora, que agora está em busca de investimentos.

As outras três startups se apresentaram e, apesar de não terem recebido investimento, receberam elogios dos sharks, assim como a plateia, que foi considerada muito qualificada. Como escalar meu negócio? Como se tornar um investidor-anjo? Como discernir uma boa proposta? E conseguir credibilidade? Foram questões levantadas pelo público, que lotou a arena de negócios.

E os sharks deram as dicas. “O empreendedor tem que conhecer o investidor. E o investidor que ver a visão estratégica do empreendedor. A grande diferença é a forma como você faz o pitch para cada perfil. É preciso ser flexível e ter uma equipe complementar”, garantiu Camila. “Associe-se sempre com pessoas com o mesmo interesse que você, identifique uma dor no mercado e mostre sempre a verdade para o cliente”, finalizou Caito.

Confira um pouco do que rolou na cobertura do Sistema Mineiro de Inovação (SIMI):

SEED Talks mostra como startups podem colaborar com grandes empresas

SEED Talks mostra como startups podem colaborar com grandes empresas

Atualmente a interface entre grandes empresas e startups não é mais uma tendência, mas uma realidade no mercado. Essa interação pode ser o início de mudanças e disrupções dentro do mundo corporativo. Ainda assim, há muita resistência dessas organizações, com processos demorados e burocráticos, que acabam fazendo empreendedores desistirem dessa possibilidade.

Essas e outras questões sobre a colaboração entre empresas e startups foram debatidas hoje, 2, no SEED Talks, por Marcello Bathe, responsável pelo desenvolvimento de novos negócios no Grupo Solvay, Alexandre Veiga, Business Innovation Officer da Embraco, Paulo Matos, gerente de desenvolvimento humano e organizacional do Isvor, com moderação do agente de aceleração do SEED, Artur Jeber. O painel “Como startups podem colaborar com as grandes empresas” aconteceu no palco SEED, dentro da programação da FINIT (Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia), que acontece até sábado, dia 4 de novembro.

Os participantes apresentaram um pouco de sua trajetória, dificuldades e possíveis caminhos para que essa colaboração seja possível. “Um dos objetivos de programas de aceleração como o SEED MG é explicar para os empreendedores como funciona essa conexão e colaborar para que ela aconteça”, explica o agente Artur Jeber.

Para Marcello Bathe, o Grupo Solvay já tem a tecnologia como algo enraizado na empresa, mas ainda é um desafio firmar essas parcerias. “Já fizemos alguns contratos muito interessantes com startups, pois acreditamos que elas trazem, criatividade e inovação para a Solvay. Porém, ainda é preciso entendermos a agilidade com que elas trabalham, para aprender essa nova realidade”, afirma.

Mesmo não sendo algo tão recente, esse tipo de relação ainda é visto com receio pelos empresários. Segundo Alexandre Veiga, sempre existe o medo da qualidade ao estabelecer colaboração com startups. “Participar de programas de aceleração e já ter investidores ajuda a catalisar esse processo, mas o empreendedor também precisa ter iniciativa para mostrar valor para o empresário e fazer essa conexão acontecer”, reitera.

Paulo Matos também reconhece que o nível de maturidade faz toda a diferença nesse processo. “Percebemos que quando startups são aceleradas, já possuem MVP, modelo de negócios e proposta de valor. A presentar projetos já estruturados para os empresários, entendendo a cultura da empresa, faz com que essa interlocução aconteça mais rápido”, garante o gerente do Isvor.

Para que essa cultura da inovação possa ser implementada dentro das organizações, é preciso que empresários entendam e aprendam com os empreendedores. “Estamos atentos, curiosos e preocupados com a colaboração entre empresas e startups. Discutimos transformação digital, tecnológica e movimento maker dentro da organização, embora também exista muita gente que não sabe o que é uma startup. Por isso, essa aproximação é tão necessária, para conseguirmos promover a inovação dentro das grandes empresas”, completa Paulo Matos.

Confira aqui como foram as outras atividades do SEED na feira mais inovadora da América Latina.

SEED e HUB Minas Digital explicam porque se conectar com startups

SEED e HUB Minas Digital explicam porque se conectar com startups

A primeira palestra do SEED na FINIT (Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia), dentro da programação da 16ª Conferência de Inovação Anpei, teve a diretora e responsável pela reestruturação do programa, Silvana Braga, e o coordenador do Hub Minas Digital, Rodolfo Zhouri. Na tarde desta terça-feira, (1º), os palestrantes falaram sobre “Por que se conectar à realidade das startups?”, apresentando alguns cases de startups que se relacionaram com grandes empresas e respondendo dúvidas dos participantes.

Alinhada ao tema da Conferência, “Vivendo a inovação em um mundo em transformação”, Silvana Braga explicou como o SEED MG, um dos maiores programas de aceleração de startups da América Latina, pode ajudar nesse sentido. “O SEED ajuda as startups no processo de aceleração dos seus negócios, entendendo os desafios de cada um, com mentorias personalizadas e um espaço de coworking inspirador”.

A entrada no programa acontece via edital, onde 40 startups de qualquer lugar mundo todo são selecionadas a cada rodada, recebendo um capital semente sem equity para desenvolverem seus negócios. “A contrapartida é o impacto social gerado. Os empreendedores do SEED vão a escolas, Universidades e outros lugares em toda Minas Gerais dar palestras e ensinar sobre empreendedorismo, tecnologia e inovação”, relata a diretora.

São apenas três requisitos para participar do SEED: ser maior de 18 anos; ter disponibilidade de morar em Belo Horizonte por seis meses e; claro, ter uma boa ideia, um projeto com potencial de crescimento. Assim como o programa público, o Hub Minas Digital, é um projeto do Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SEDECTES).

O objetivo de ambos é criar competividade, diversificando a economia do estado e gerando renda. O Hub Minas Digital seria um pós-SEED, focado em startups que já passaram por programas de aceleração e estão prontas para serem conectadas com investidores e clientes. “Essa é a vocação do Hub Minas Digital, estimular demandas e gerar oportunidades, para que essas empresas queiram ficar em Minas Gerais”, afirma o coordenador Rodolfo Zhouri.

Qualquer startup pode se inscrever no Hub de forma gratuita. Para isso, é preciso que ela possua CNPJ em Minas Gerais e já tenha produtos ou serviços comercializados. “Estamos aqui para poder conectá-los à realidade das startups e trazer as startups para se conectarem à realidade de vocês, mostrando que Minas Gerais é o lugar certo para inovar”, finaliza Rodolfo, ressaltando o trabalho integrado entre os projetos da Sedectes.

Confira aqui a programação do SEED dentro da FINIT e se programe.

FINIT

Realizada pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SEDECTES), a FINIT acontece de 31 de outubro a 4 de novembro, em Belo Horizonte. A feira mais inovadora da América Latina é um grande hub de negócios, com renomados eventos e palestrantes da área da inovação e tecnologia, com uma programação simultânea toda dedicada ao conhecimento, geração de negócios e imersão tecnológica, prosperando o ecossistema mineiro.

SEED recebe visita técnica da Anpei

SEED recebe visita técnica da Anpei

Nesta segunda-feira, (30), o SEED recebeu mais de 100 profissionais, entre presidentes, diretores, gerentes e analistas, inscritos na Conferência Anpei de Inovação, realizada pela Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais (SEDECTES). Estiveram presentes empresas como VALE, Petrobras, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Universidades e outras organizações tecnológicas e de inovação.

O SEED MG, um dos maiores programas de aceleração de startups da América Latina, foi o primeiro local da visita técnica no ecossistema de inovação mineiro. Os quatro roteiros também incluíram outros centros de pesquisa e desenvolvimento tecnológico de Minas Gerais, como a sede do Google em Belo Horizonte, o Instituto Tecnológico Vale, a Universidade Corporativa Fiat Chrysler Automobiles Latam (ISVOR), o Centro de Inovação SENAI/FIEMG, além de instituições em Ouro Preto.

A visita antecede a 16ª Conferência Anpei de Inovação, que será realizada durante a Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia (FINIT), entre os dias 31 outubro e 1ª de novembro, no Expominas. Na programação, estão palestras, workshops, vivências e arena de negócios que acontecerão simultaneamente em palcos e salas. O subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sedectes, Leonardo Dias, ressaltou o ambiente de inovação estratégico de Minas Gerais para receber o evento. “Estamos realizando a 2ª edição da FINIT para continuar divulgando o ambiente de inovação de Minas Gerais, além dos vários programas que o Estado oferece. Somos um celeiro de Universidades, de talentos e boas ideias. E é nisso que queremos investir, em soluções inovadores, para gerarmos conexões e oportunidades de negócios entre empresas e startups”, afirma.

De acordo com Vera Crósta, coordenadora da Conferência, essa visita técnica é a ­marca registrada da associação para que os participantes conheçam o ecossistema, com oportunidades de fazer interação e networking. Com o tema “Vivendo a inovação em um mundo em transformação”, a edição deste ano irá discutir novos caminhos para a inovação em um mundo em constante e rápida transformação nas relações e nos modelos de negócio usualmente conhecidos.

Para Vera Crósta, coordenadora da Conferência, a expectativa é que o evento seja um espaço de muita interação e mão na massa. “A ideia da Conferência é trazer para os participantes uma trilha de aprendizado, com conteúdos simultâneos, para que possam conhecer, entender, vivenciar e já saírem com uma ideia para colocar em prática”, explica. De acordo com ela, essa trilha é baseada em três princípios: pessoas empoderadas e conectadas, negócios conscientes e tecnologias transformadoras. “É isso que imaginamos que estão buscando das organizações e empresas”, complementa Vera.

A visita também teve a participação dos empreendedores do SEED, que apresentaram suas startups para os participantes. Soluções na gestão de contratos (Contraktor), novos modelos de aprendizado na educação (Cuboz), sistema para gerenciamento de resíduos (NETResíduos), sistema para gestão de restaurantes e lojas (Saipos), ferramentas para as instituições financeiras (Expediente Azul), software para melhorar vendas (Rectrix) e ferramenta de segurança para mulheres (Kwema).

Conferência Anpei de Inovação

Realizada desde 2001, a Conferência Anpei tem se consolidado como fórum privilegiado para o encontro de representantes de empresas, agências do governo e instituições de C,T&I para discussão e encaminhamentos de políticas e práticas voltadas à inovação nas empresas e no país.

FINIT

Organizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais (SEDECTES), a FINIT se destaca como um grande hub, reunindo importantes e consolidados eventos em um só local, tendo como público-alvo startups, grandes empresas, pesquisadores e profissionais das áreas de tecnologia e inovação.

Programa Minas Digital

Coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SEDECTES), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG), o SEED faz parte do programa MINAS DIGITAL – uma série de iniciativas governamentais, parcerias e redes de networking que buscam impulsionar o desenvolvimento de negócios inovadores e fortalecer a cultura empreendedora no Estado. O objetivo é transformar Minas Gerais no maior polo de empreendedorismo e inovação da América Latina.