Natan Rabelo: “Empreender é tirar da lama um diamante, faz muito com muito pouco”

Natan Rabelo: “Empreender é tirar da lama um diamante, faz muito com muito pouco”

conexão SEED e SIMI-01 (1)

Por: Renato Carvalho/Simi

Empreender não é um processo fácil. Ainda mais depois de anos de trabalho, quando você percebe que é preciso pivotar para o seu negócio funcionar. Mas como lidar com isso? O #PerfilEmpreendedor desta semana traz o fundador da Sidequest, antiga Gamelyst, Natan Rebelo.

Aos 27 anos, o empreendedor, que nasceu no Paraná, passou pela Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, e se estabeleceu em Belo Horizonte. Quer saber o motivo dele ter escolhido Minas Gerais para morar e evoluir o seu negócio? Leia a entrevista completa.

SIMI: Primeiro explica para a gente o que era a Gamelyst e o que é a Sidequest hoje.

Natan: A Gamelyst era um projeto que nasceu em setembro de 2014 com a proposta de ser uma assinatura mensal de jogos para computador: uma Netflix dos games. Já a Sidequest desenvolve soluções digitais customizadas para empresas e indústrias.

SIMI: Como foi sua experiência no SEED?

Natan: O SEED não foi a experiência nossa primeira experiência dentro de aceleração. Acredito que isso também tenha sido um fator importante para chegar até aqui. A gente já tinha vencido o Lemonade 02, depois passamos na aceleração da Techmall e o SEED. Dentre dessas experiências de acelerações, o programa foi um passo importante, especialmente em um momento em que estávamos bem maduros. Ele veio para complementar tudo o que já tínhamos aprendido e o que estava em aprendizado na etapa de mercado, momento em que o bicho começa a pegar.

SIMI: E como você veio para Belo Horizonte?

Natan: Eu venho de família bem humilde. Comecei a trabalhar com 14 anos em lan houses e sempre tive vontade de ser alguém que pudesse mudar o mundo para melhor. Inicialmente pensava em ser presidente do Brasil (rs). Mas eu acho que estava mais para o viés de líder, foi quando percebi que tomando a frente de uma empresa poderia ser bacana. Aos 23 anos fui para o Rio de Janeiro com 300 reais no bolso para estudar Economia na Universidade Federal Fluminense, em Campos do Goytacazes. Lá eu trabalhei como vendedor de sapatos. Recebi bolsa, me tornei líder de classe, fiz iniciação científica, porém percebi que queria ser empreendedor, queria inovar. Quando eu tive a ideia com o Alexandre, que é meu amigo desde a infância, vimos que o Rio não era o melhor lugar para essa parte de tecnologia e de games. Era mais voltado para petróleo, gás e mineração. Então decidimos ir para um lugar que tinha dinheiro e investimento. Fomos para São Paulo, onde percebemos que é um ecossistema grande, mas é um pouco mais complexo, que está um pouco mais maduro e evoluído. Eu estava namorando à distância com uma moça de BH e pensei: “Por que não unir o útil ao agradável?”. Quando vim parar em Belo Horizonte, estava acontecendo um evento do Startup Brasil e custava R$1200 reais a entrada. Eu não tinha dinheiro nem para me manter. Liguei para o organizador e falei: “Eu não tenho dinheiro, mas tenho uma boa ideia. Se você me der oportunidade, eu tenho certeza que vai valer a pena ir no seu evento”. Ele falou: “Já vendemos todos os ingressos, então só se alguém cancelar”. Uma hora antes do evento ele me liga avisando que houve um cancelamento. Lá, conheci o João Bonomo, professor do Ibmec, que adorou minha história de vida, do projeto, e falou que podia nos ajudar. Nos apresentou o Lemonade. Disputamos a entrada, entramos e ganhamos. Depois aconteceu toda essa evolução. Acho que foi a primeira oportunidade que tive de mostrar a minha capacidade, a minha resiliência, que são habilidades que todo empreendedor precisa muito. Empreender não começa dentro da sua startup, é só olhar para sua vida, o que você passou, o tanto que você lutou.

SIMI: Como está a startup hoje?

Natan: Depois de três anos, a Gamelyst foi uma experiência muito boa. Conheci muitas pessoas importantes que agregaram muito ao nosso negócio e para nós mesmos como empreendedores. Percebemos que tínhamos uma tecnologia muito forte, porém que havíamos investido tudo que podíamos na parte da tecnologia. Éramos um projeto B2B2C, ou seja, os estúdios produziam jogos, passavam para a gente, a gente alugava para os clientes. Mas investimos muito na parte B2B, então estava bem estruturada. E quando fomos investir em marketing, não tínhamos dinheiro para colocar para frente. Uma prova de que eu era realmente empreendedor: aprendi que desafios não são problemas, mas oportunidades. Tínhamos um grande desafio pela frente. Sabíamos muito sobre games e as técnicas utilizadas dentro deles, o termo gamificação estava bombando e as empresas estão utilizando bastante. Vimos que era algo legal, que a gente compreendia e que poderia ser aplicada em negócios. Então pensamos: “Por que não começamos a desenvolver aplicativos customizados aplicando o viés da gamificação para as empresas e indústrias da região?”. A primeira empresa que veio nos abordar foi a TekSid, do grupo Fiat Chrysler, e depois disso a gente já fechou um contrato de um ano com uma venture builder, de São Paulo, que chama Internet Intelligence. Outros projetos vieram surgindo e a gente viu que encontramos o nosso mercado. As coisas só foram evoluindo e melhorando. Tínhamos acabado de pivotar a Gamelyst por completo, saindo de um mercado de games e indo para gamificação, desenvolvendo softwares e aplicativos para empresas.

SIMI: É difícil pivotar depois de ter uma trajetória de muito trabalho?

Natan: Não é fácil, quem diz o contrário está mentindo. Depois de muito tempo criando o projeto, se dedicando, vendo a equipe se formar, pessoas investindo, você perceber que precisa mudar é difícil. E aí vem o maior desafio: enxergar que aquilo não é um fracasso, mas sim um aprendizado muito importante para dar um passo que trazer os resultados que sempre almejou, fazer algo que realmente traga valor ao mercado. Tem que entender que você não falhou, mas sim que isso faz parte do aprendizado. Até no (livro) Lean Startup mostra que é preciso estar sempre errando para poder aprimorar. Eu acho que a pivotagem é o master desses erros. Se você souber lidar com eles, pode acabar tornando isso alguma coisa de sucesso que vai trazer resultado.

SIMI: Como é empreender no mercado de games?

Natan: Eu acredito que o mercado de jogos, como o de empreendedorismo e startups, no Brasil, não é explorado há tanto tempo. É algo relativamente novo e o mercado de jogos, principalmente, sempre sofreu preconceito por acharem que era coisa de criança. Mas esquecem que é um mercado que já garantiu mais de 99,6 bilhões de dólares de 2016 para 2017, e que vem crescendo de 4 a 5% por ano. É um mercado gigantesco, mas no Brasil ainda é pouco explorado. Acredito que agora, de 2017 para cá, percebemos que o Governo começou a ver isso como algo importante. Nesse momento, nascem algumas leis de incentivo, alguns investimentos para incentivar a criação de jogos. Os jogos não são só aplicados para diversão e entretenimento, mas podem ser aplicados para educação, para inclusão social e várias outras coisas. É muito desafiador empreender neste mercado.

SIMI: Qual é a maior dificuldade para empreender no cenário de games?

Natan: Primeiro, ninguém da minha família tinha feito uma universidade federal. Então foi uma decisão drástica sair da faculdade e falar que não era aquilo que eu queria. Outra questão é conseguir se manter financeiramente com muito pouco, já que tem uma equipe para poder manter. Aí que está um dos maiores desafios: esse choque entre você ter o seu sonho e a sua realidade. É aí que mora o perigo, já que é preciso estar sempre com o pé no chão. A primeira vez que a gente encontra o empreendedorismo e inovação temos aquela reação “uau, que coisa bacana, sensacional”, só que é preciso ter o pé no chão. Às vezes ficamos flutuando no início. Hoje, com mais experiência, sou mentor, já ajudei mais de 250 startups, então eu falo: “Quanto tempo você tem para se manter até que seu negócio aconteça?” Porque às vezes o tanto que você tem, para o tempo que o seu negócio precisa para acontecer, não é suficiente. De início, o que você tem mais de mais importante no negócio são as pessoas. É aquela regra, pessoas boas fazem bons produtos e pessoas compram bons produtos. Se não tiver boas pessoas, não vai surgir um bom produto para aquilo ali. É um desafio, tem pouco e tem que fazer muito. Tirar da lama um diamante. Por isso são poucas as startups que conseguem alcançar o sucesso. É difícil, mas acredito que os empreendedores são pedras mal lapidadas, e que com esses erros e acertos, eles vão se polindo, e aquela pedra que você achava feia no início, de repente, enxerga o empreendedor completamente diferente depois de cinco anos.

SIMI: O que te fez ficar em Belo Horizonte?

Natan: Olha que eu passei pelo Rio de Janeiro e São Paulo, que são concorrentes do mercado empreendedor de Belo Horizonte. Eu acredito que Minas Gerais tem algo muito bacana é que o fato de o ecossistema estar se criando dentro de um mindset de união, de compartilhamento. Ao mesmo tempo que estou aqui, eu tenho como sócios a Techmall, sou mentor no Lemonade, o Fábio Veras, que é fundador da Fiemg Lab, é investidor da Gamelyst, passei pela aceleração do SEED, que também fizeram parte do nosso processo de aprendizado. Todo o ecossistema te abraça. Para a pessoa que já está aqui dentro, e tem acesso a isso, só basta sair de casa, bater na porta dos lugares e apresentar uma proposta que tenha valor de verdade. Esse é o diferencial de BH.

SIMI: O que você você para o seu futuro e da Sidequest?

Natan: Para o meu futuro eu vejo que nunca vou deixar de empreender. Acho que é uma escolha sem volta. Realmente é um mindset, é uma chave que vira. Você não vai mais conseguir entrar numa empresa, de outra pessoa, e ter que seguir regras, sem que possa dar sua opinião. Porque você se torna criativo, disruptivo, quer transformar e ter um propósito maior. E falando sobre propósito, eu realmente ainda busco entregar algo que vai mudar e agregar o mercado. Eu acho que esse é o meu propósito empresarial. E como propósito pessoal eu ainda quero ter a oportunidade de trazer para dentro do mercado de, alguma forma social, um pouco do que eu não tive acesso a infância. Que outras pessoas possam ter. Tenho esses dois propósitos que caminham lado a lado e que se complementam. Eu acredito que só vou conseguir fazer isso no momento que eu realmente tiver algo de grande impacto para o mercado. Mas isso é bem para frente, não imagino agora.

SIMI: Você tem outros projetos além da Gamelyst/Sidequest?

Natan: Hoje eu fundei uma outra empresa: a Amplifico. A gente oferece um pacote de marketing de conteúdo e engajamento para Facebook e Instagram, para micro e pequenas empresas. É aquilo que te falei, você deixa de enxergar desafios como problemas e passa a enxergar desafios como oportunidade. O empreendedor enxerga oportunidades. Você começa a se tornar empreendedor em série, não pára, está sempre olhando uma solução para as coisas

SIMI: Você tem alguém em quem se inspira?

Natan: Eu tenho meu lema. Não gosto de pegar apenas uma pessoa porque não acredito em perfeição. Tenho várias pessoas que me inspiram. Na parte de criatividade e vendas é o Steve Jobs. É bem clichê, mas eu realmente estudei muito sobre ele, e é alguém que eu odiava. Mas porque eu sempre fui muito mais para o lado do líder e gestão e não acho que ele seja inspiração nesta área. Na área de inovação e tecnologia o Elon Musk é outro clichê, mas me inspira. Na parte estratégica, o Bill Gates fez muitas coisas. A grande sacada é não pegar apenas um como exemplo, mas sim o que vários têm de melhor. Pegue cada um e veja o que eles fizeram de melhor e isso vai servir de inspiração para você.

SIMI: Você tem alguma indicação de leitura?

Natan: Tenho alguns, gosto bastante de ler. Tem o “O lado difícil das coisas difíceis”, um dos melhores livros que já li na minha vida. “De zero a um”, “Lean Startup” é legal para quem está começando. “Estratégia do oceano azul”, é muito bom. Eu acredito que esses quatro são bons livros para se ler.

Via: Simi

Diário de bordo: terceira semana do SEED Academy

Diário de bordo: terceira semana do SEED Academy

Nas últimas duas semanas, os agentes de aceleração em formação pelo SEED Academy tiveram contato com diversos conteúdos importantes para o trabalho com startups. Para apresentar sobre cada tema, foram convidados profissionais especializados com experiência de mercado. Artur Jeber, mentor do SEED e CEO da Butec, puxou a fila falando sobre vendas. André Braga e David Ledson, da Sympla, contaram a história do negócio e os principais desafios do empreendimento. Rodolfo Zhouri, do Hub Minas Digital, bateu um papo sobre bootstraping e fundraising (financiamento próprio e levantamento de recursos de terceiros) para startups. Isabela Scarioli, nossa coordenadora de comunicação, falou sobre a criação e gestão de marcas em um mundo caótico. Fernando Americano, partner da Le Wagon Brasil, trouxe sua experiência com estratégia. E para fechar a semana, Grazi Mendes Rangel, people partner da ThoughtWorks, falou sobre cultura, talentos, remuneração e processos.

Túlio Vasconcelos, agente de aceleração e um dos responsáveis pelo SEED Academy, está satisfeito com a evolução do processo “o programa faz o que prega. Recebemos feedbacks diários e evoluímos permanentemente. O SEED Academy está sendo co-criado pelos participantes, ficando com a cara deles. Trazer pessoas do mercado é fundamental para que os academers entendam como a teoria funciona na prática, sejam estimulados e apliquem os conhecimentos aprendidos. O grupo tem ficado mais coeso, forte. Eles têm trabalhado juntos valorizando os pontos fortes de cada um e compensando as deficiências.”

 

Veja o que alguns participantes têm aprendido por aqui

 

Ludmilla Reis: “O interessante é que desde o começo estamos ouvindo da importância da formação em T (conhecimento transversal de diversas áreas com especialização em alguma). Com o contato com esses profissionais, pudemos ter uma base muito boa nos assuntos e entender quais nos interessam mais para aprofundarmos. Isso é muito valioso, não só para a atuação como agente de aceleração, mas para a vida.”

Fernanda Matoso: “Além de trazer muita bagagem do conhecimento específico, você consegue ver a prática dos conteúdos com os quais a gente tem tido contato, no conhecimento passado pelos especialistas. Junta o aprendizado do SEED Academy com a prática.”

 

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Fred, Ludmilla, Luciano e Fernanda.

 

Luciano Albuquerque: “Trazer pessoas de fora foi muito importante porque a gente conseguiu enxergar outros pontos de vista que foram abordados. As pessoas trataram de assuntos complexos com exemplos práticos da sua experiência. Esse contato foi essencial para entender ainda melhor o ecossistema de startups e empresas. É importante falar que participamos não só como espectadores, mas que todos os momentos foram colaborativos, com muitas perguntas. Esse é o papel do agente de aceleração, fazer perguntas. O contato com os convidados foi muito enriquecedor, muito direto, de muito diálogo.”

Frederico Silvério: “Essa semana foi focada em scale up, que significa crescer e aumentar a base de usuários. Tivemos conteúdos sobre vendas, marketing, estratégia e cultura. Visitamos a Sympla e a ThoughtWorks, o que enriqueceu muito a experiência e permitiu que  pudéssemos conversar com pessoas que têm de fato experiências para trocar.”

#PerfilEmpreendedor: Juliana Brasil, da MyPS, conta trajetória e parceria com a Chilli Beans

#PerfilEmpreendedor: Juliana Brasil, da MyPS, conta trajetória e parceria com a Chilli Beans

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Por Renato Carvalho/SIMI

O #PerfilEmpreendedor, uma parceria entre o Portal SIMI e o Seed, desta semana traz a empreendedora Juliana Brasil, fundadora da startup MyPS, participante da 4ª rodada do programa de aceleração.

Idealista de uma plataforma de serviço de personal stylist online, Juliana tem como objetivo democratizar esse tipo de serviço no Brasil, tornando-o mais acessível a mulheres. Confira a entrevista com a empreendedora:

SIMI: Quando você começou a empreender? Como foi o seu caminho no empreendedorismo?
Juliana: Eu sou formada em publicidade. Trabalhei oito anos com marketing, mas sempre fui apaixonada por moda e tive, na verdade, uma intenção muito grande de empreender, mesmo sem a menor noção do que faria. Chegou uma época em que eu fiz minha transição de carreira. Eu já tinha feito alguns cursos na área de moda e tinha me identificado muito com essa parte de consultoria de imagem e estilo. Então deixei o Marketing e fui atuar como personal stylist autônoma no mercado, em Belo Horizonte. Tem seis anos que eu faço esse trabalho presencial como personal stylist, tanto para homens quanto para mulheres, e também para empresas, com palestras sobre vestuários corporativos. E aí desenvolvendo esse trabalho foi onde eu percebi a demanda por um serviço mais acessível. A consultoria de imagem e estilo presencial é um serviço que demanda muitas horas da profissional e por isso é caro. E não é só pela questão financeira. Ele demorado, dura uns dois meses. E, muitas vezes, a mulher quer resolver uma demanda pontual, às vezes a roupa de um final de semana, de um casamento, que ela está com dúvida. Então, não dá nem tempo dela contratar uma profissional para assessorá-la. Foi aí que surgiu a ideia do empreendimento, da plataforma, que tem esse objetivo de dar uma consultoria acessível, mais rápida, dinâmica e prática.

SIMI: E como funciona o serviço da MyPS?
Juliana: Quando a gente começou a desenvolver a plataforma, começamos a fazer várias pesquisas de mercado. Os dados que coletamos mostram que 77% das mulheres brasileiras possuem algum tipo de dúvida ou insegurança relacionada a vestuário e imagem, e 59% delas querem resolver de uma forma prática e rápida. Hoje em dia, cada vez mais, tudo está online. As redes sociais para moda são um canal muito forte, mas fica ali só na questão da imagem e às vezes a pessoa não consegue adaptar o que vê para a sua realidade. Então a plataforma tem como objetivo pegar essas tendências de moda e oferecer isso de forma personalizada a ela. Primeiro a gente entende o perfil da usuária, o tipo de corpo dela, e aí depois que fazemos a análise através de um teste, conseguimos dar tanto dicas quanto sugestões para a compra, tudo de forma personalizada. Essa é a parte gratuita da plataforma. E agora estamos desenvolvendo serviços premium, para a usuária que quer um serviço ainda mais personalizado. Funciona assim, ela paga uma mensalidade e tem acesso a uma personal stylist, tem um chat com uma profissional, e um look book mensal, com outras sugestões de looks, ainda de acordo com estilo e corpo dela. O objetivo é falar de moda, mas de uma maneira personalizada e individualizada.

SIMI: A MyPS foi sua primeira experiência com empreendedorismo?
Juliana: Eu já tinha um trabalho autônomo, como consultora,que já é uma experiência de empresa. Voltado para tecnologia, a MyPS foi o meu primeiro empreendimento.

SIMI: Durante sua jornada na MyPS qual foi a maior dificuldade que você encontrou?
Juliana: Bom, várias. É até difícil pensar em uma. Mas no início, para qualquer startup, independente da área de atuação, é muito difícil quando você se propõe a fazer algo novo, uma forma nova de ofertar um serviço. É muito difícil você acertar de cara o entendimento de como entregar esse serviço, como comunicar o serviço, sendo que é algo que ainda não existe no mercado. Essa é uma dificuldade muito grande, você saber encaixar exatamente o ponto certo do feat do produto com a demanda do mercado.

SIMI: Atualmente, a presença das mulheres no ambiente tecnológico melhorou, mas ainda é algo que as mulheres batalham bastante. Você passou alguma dificuldade nesse contexto?
Juliana: Passei por algumas, dizer que não passei por nenhuma é mentira, mas nada muito grande. A gente vê acontecer, eu vi com outras pessoas situações mais complicadas. Mas, o que eu acho principal no meu mercado, nem falo do fato de eu ser mulher, mas do fato de eu ser mulher e trabalhar com moda. A moda, dentro da tecnologia, ainda é algo muito novo. Por exemplo, você vai buscar investimento e é claro que o investidor quer investir em algo que ele acredite, mas em algo que tenha o mínimo de afinidade para ele entender do business, dar sugestões, participar minimamente. É muito difícil. Essa é uma das maiores dificuldades. Conseguir despertar o interesse dos investidores para um mercado que é de extrema importância no Brasil, que tem um faturamento de 8,4 bilhões por ano. Então é um universo gigantesco e conseguir despertar esse interesse é bastante complicado.

SIMI: Falando um pouco dos benefícios obtidos em sua passagem pelo Seed, você teve uma grande oportunidade, que foi o Shark Tank, na FINIT, no qual você firmou uma parceria com o Caito Maia, da Chilli Beans. Como foi essa experiência e a que pé que está?
Juliana: O Caito abriu as portas para a gente, somos muito gratos a ele por isso. A experiência do Shark Tank foi sensacional. Na ocasião, o Seed podia escolher duas startups para estar lá, e a gente tinha todo o fit para estar lá e fomos selecionados. Foi muito legal só de ter a oportunidade de estar naquele palco com mais de 800 pessoas.Só de estar lá e poder apresentar, não só a ele, mas para todo mundo o nosso projeto, foi demais. A parceria que o Caito nos sugeriu naquele dia foi uma oportunidade de mercado que a gente já tinha vislumbrado, que é a ideia de customizar o nosso teste de estilo para outras marcas. O que ele propôs para gente é customizar uma versão do nosso teste para o site da Chilli Beans. A pessoa faz o teste e recebe as sugestões dos óculos que combinam com ela para compra, tanto de sol quanto de grau e relógios. Depois da FINIT a gente já fez duas reuniões com o Caito e sua equipe, estamos em negociação e agora nos ajustes finais da ferramenta Em breve vamos conseguir colocar essa parceria no ar. Para nós é uma validação gigantesca.

 

No início você fazer as pessoas enxergarem o que você tá enxergando é muito difícil, ainda mais quando a pessoa não conhece o seu mercado, não está no seu dia a dia. Então você ter uma pessoa grande como o Caito Maia e a Chilli Beans, que entendem seu valor, que enxergam junto com você é super importante.

SIMI: Além dessas portas abertas, o que mais o Seed proporcionou à MyPS?
Juliana: Além do investimento financeiro, que querendo ou não, por mais que você tenha um time maravilhoso, uma ideia muito boa, um produto muito bom, se você não tiver o dinheiro para realizar seu projeto, nada vai para frente, então isso é fundamental. A aceleração que a gente teve aqui, o acompanhamento dos agentes do aceleração também foi fundamental para o amadurecimento do produto e da nossa estratégia de negócio. E um ponto que eu sempre ressalto que eu acho fundamental do Seed é que você tem uma seleção muito criteriosa para entrar. Então me surpreendeu muito a qualidade dos empreendedores. Eram empreendedores muito bons, muito focados. E quando falo que são bons, digo que quanto melhores, mais humildes são. Eles conseguem ter a consciência de enxergar o tanto que ainda falta, e a pessoa quer cada vez mais, vê um futuro muito grande. Encontrei pessoas que estão anos-luz na minha frente, e que estão com a cabeça extremamente humilde, querendo aprender também. O networking que a gente faz aqui é muito fundamental. Essa visão, esse mindset mais maduro, eu nunca vi em nenhum outro programa de aceleração que participei. Os empreendedores daqui eram bem focados.

SIMI: De quais outros programas de aceleração você já participou?
Juliana: A gente participou da pré-aceleração do Lemonade, e depois da aceleração do Fiemg Lab. A gente saiu do Fiemg Lab quando a gente passou no Seed.

SIMI: Qual dica você dá para para mulheres que querem empreender?
Juliana: A principal dica que eu dou para mulheres é não ficarem “neuradas” com essa questão, sabe? Hoje em dia todo mundo levanta muito essa questão de mulher na tecnologia ser raro, ter barreiras. Tem barreiras? Tem. Mas esquece isso. A partir do momento que a pessoa pensa de igual para igual, é o primeiro passo para que ela tenha esse feedback de igual para igual. Não é tão fácil assim, muitas vezes mesmo fazendo isso não é assim que acontece, mas acho que esse é o primeiro passo. Não ter medo, não ficar preocupada com isso. Acreditar no seu projeto é o principal ponto, independente de ser homem ou mulher, e ter um propósito muito forte. A caminhada é longa e muito difícil. Você vai enfrentar problemas diariamente. Se você não tiver muita resiliência, em algum momento você vai desistir, vai adiar o projeto. Então o fundamental é ter um propósito forte e acreditar que a ideia tem futuro.

#empreendedorismo#inovação#aceleração#moda#perfil

 

Via Simi.

#PerfilEmpreendedor – Laur: da Estônia para o mundo

#PerfilEmpreendedor – Laur: da Estônia para o mundo

Por Isabela Scarioli

Você conhece alguém da Estônia? A gente conheceu. Esta semana, Laur, o loiro de 29 anos, mas que diz que na cabeça tem 16, visitou o SEED para conhecer um pouco melhor o ecossistema de empreendedorismo e inovação de Minas Gerais. 

Parece uma pessoa leve. Quer causar impacto positivo e, para isso, nos contou  que empreende continuamente . “Por isso que tem internet, né?”, diz bem humorado sobre sua forma de aprender.

Publicamos abaixo a conversa na íntegra (feita em português, diga-se de passagem). Para quem quer se inspirar, é um prato cheio.

 

SEED: Conta um pouco para nós como é sua trajetória empreendedora?

LAUR: Cresci em uma fazenda e desde criança era apaixonado por carros, meu sonho era ser engenheiro mecânico. Aos 14 anos aprendi design, a soldar, a fazer cálculos e a criar meu próprio veículo. Fiz um ano de intercâmbio no Brasil aos 16 anos, morei em Petrópolis e Cabo Frio.

Fui fazer faculdade de engenharia mecânica e elétrica na universidade de Bath, na Inglaterra, e comecei a trabalhar como engenheiro e motorista de teste. Na prática, aprendi que não gostava muito de carros. Pedi demissão, tirei quatro meses de férias e fiz um mochilão, o primeiro da minha vida, aos 23 anos. Fui para Califórnia, Costa Rica, Panamá, Brasil. Foi muito legal.

Voltei para a Universidade e fiquei curioso sobre o mercado financeiro. Comecei a estudar blockchain* e a fazer trade com Bitcoins* usando meu próprio dinheiro, que multipliquei várias vezes. Juntei este aprendizado com a neurociência e criei um cérebro artificial que opera nos mercados de criptomoedas. Também criei, com outras pessoas, uma startup que oferece o serviço de compra nos supermercados com celular, mas saí para me aprofundar no universo das finanças.

Terminei a universidade e voltei para a Estônia. Nessa época, a TransferWise* já existia e o líder de produto da empresa me convidou para trabalhar lá. Fui inicialmente gerente de produtos de compliance e logo depois passei a liderar a parte antifraude da empresa. A missão da Transferwise é criar um mundo financeiro sem fronteiras: grátis, instantâneo e conveniente. Lá eu entendi que estou interessado em fazer isso também: encontrar a melhor forma de resolver problemas, que gere menos desafios para os clientes.  

Saí da TransferWise em novembro do ano passado pois já tinha aprendido o que queria: como desenvolver uma organização e fazer um produto escalável. Lá tive contato com as melhores pessoas liderando e criando produtos, mas percebi que precisava do próximo desafio. Há coisas que me interessam mais neste momento. Um tema que me toca muito é a educação e a criação de um mundo sem fronteiras. Agora estou de férias, viajando há três meses e antes do Brasil passei por Honduras e México.  

 

S: O que você está fazendo por aqui?

L: Vim ao Brasil visitar minha família do intercâmbio e fazer knite surf. Quando percebi o que estava acontecendo no ecossistema de empreendedorismo e inovação, resolvi ficar mais uns meses para entender melhor. Visitei universidades, startups, aceleradoras e coworkings nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Floripa e Belo Horizonte.

Não tinha nenhuma ideia dessa efervescência quando vim para cá, são as minhas férias! Mas agora quero me mudar. Comecei por Floripa a minha pesquisa, lá me conectei com pessoas e startups do país inteiro. Abri o meu calendário para qualquer um marcar uma hora comigo. Quero entender o nível de maturidade das startups no mercado brasileiro e ajudá-las com as forças que eu tenho, pensando na missão de cada uma. Já conversei com umas 40 startups no Brasil.

 

S: Por que o Brasil?

L: Por quê não o Brasil? Para mim o país tanto faz. Mas aqui é um lugar em que as pessoas normais têm muitos problemas e os empreendedores muitas oportunidades. Essa mentalidade e os ecossistemas crescendo é muito rico. Há muita gente vivendo vidas não muito boas. Isso tem que mudar! Posso e quero causar impacto positivo. Não ligo muito para dinheiro. Sou mais de desafios, e esse é um desafio legal, de mudar um país. A Estônia é muito minimalista, dá para votar online, fazer e pagar seus impostos em três minutos, abrir uma empresa em 18. No Brasil é tudo complicado. Quero mudar isso e quando penso no que tenho a oferecer, minhas habilidades são valiosas.

O Brasil está em um momento muito interessante do seu empreendedorismo. O primeiro ciclo está se fechando. Os pioneiros já venderam suas empresas, já tiveram sucesso e estão investindo nos que estão nascendo. Esse é um ponto muito importante. Todos podem ler o Lean Startup*, mas antes de pôr o que está no livro em prática é impossível saber como é a experiência de criar uma organização, liderar, fazer crescer. Isso é fundamental para ter conhecimento nessa área. E no Brasil quem teve êxito está atuando como mentor dos novos empreendedores. Uma coisa que o empreendedor brasileiro tem de especial é que aqui é muito difícil empreender, então ele sabe se virar, atravessar as paredes.

Viajando pelo Brasil agora, conhecendo esses ecossistemas, não tenho como não pensar se é uma bolha ou não, porque cresceu muito rápido. Na mentalidade das startups locais o produto é muito forte, mas outras pensam também em como levantar dinheiro. Isso tem que ser feito no tempo certo, sem cliente não tem startup e não precisa de dinheiro (rs). Uma coisa que brasileiro gosta de fazer e que não é parte do mundo de startups geralmente é vendas e marketing. O problema são as startups que pensam mais em como vender do que em como criar um produto realmente bom. O ecossistema brasileiro precisa entender melhor como cada negócio está melhorando a vida dos seus clientes, tornando-a mais fácil, barata e acessível.

 

S: O que você está fazendo agora?

L: Estou aprendendo novas tecnologias de inovação e brincando com algumas ideias e produtos que estou criando. Uma coisa em que venho pensando muito é em como criar um mundo sem fronteiras. Todos os governos oferecem serviços para as pessoas e empresas e a sociedade paga por estes serviços por meio de impostos. Cada dia fica mais fácil para pessoas e empresas se mudarem e isto está criando competição entre países.

Decidi não decidir nada até o fim do mês. Uma coisa que tenho concreta é que quero me mudar para o Brasil, mas o que vou fazer ainda não resolvi, tenho muitas opções. Várias startups querem trabalhar comigo e tenho pensado em fundar uma aceleradora para criar esse Brasil mais eficiente.

 

S: Como você veio parar no SEED?

L: Em Floripa um dos meus primeiros contatos foi com o André Rota, da Darwin. Ele fez a ponte com o Daniel do SEED. Ontem, fui ao Hub, conhecer os programas do Minas Digital e achei incrível isso ser feito pelo governo. Nos outros países isso é conduzido pela iniciativa privada. Achei muito forte, especialmente esses programas para educação e o SEED. Na verdade não conheço o SEED tão bem, mas o que vi do programa achei muito interessante.

 

S: Qual o seu recado para as pessoas que querem mudar o mundo, tirar ideias do papel?

L: Ideias são baratas, valem dois centavos por ideia. É preciso pessoas boas para realmente criar coisas boas, falhar rápido, seguir em frente e enxergar se o mundo que você está querendo criar funciona para as pessoas reais. Por isso, o SEED é bom, porque tem mentorias, tem pessoas que inspiram as outras.

 

WikiSEED

*Blockchain ou “protocolo de segurança” – tecnologia que visa a descentralização de dados como medida de segurança.

*Bitcoin – moeda digital do tipo criptomoeda descentralizada.

*TransferWise – startup que busca soluções em transferências bancárias para o exterior.

*Lean Startup – livro de Eric Ries que fala sobre o modelo de negócios das startups.

Storytelling: Como construir boas histórias?

Storytelling: Como construir boas histórias?

A arte de contar histórias não é algo novo ou inovador. Construir narrativas realmente boas, que emocionem, envolvam e conquistem a audiência é algo que vem de muita prática. Nem todo mundo está preparado para transmitir conhecimento que faça sentido de forma atraente e eficaz.

Desenvolver uma comunicação eficiente é essencial em uma era de excesso de informações, onde há grande oferta de conteúdos e disputa de audiência. Como conquistar essa atenção do seu público e ser lembrado por sua história? Considerando tudo isso, separamos algumas dicas para que você construa um bom Storytelling. Confira:

Tenha um objetivo claro

A maioria das fórmulas de argumento estão ultrapassadas e não causam mais impacto como antes. Por isso, você deve pensar em formas diferentes de impressionar o público, sempre transparecendo sua realidade na narrativa.

Essa técnica deve estar alinhada ao principal argumento da sua empresa, à razão pela qual sua startup existe. Falar da dor do mercado e sobre o motivo pelo qual você empreende, por exemplo, são bons tópicos para começar.

Foque no público

Quais tipos de conteúdos o seu público procura? Essa é a primeira pergunta que você deve responder para embasar a sua história. Essa criação também deve considerar para quem você está falando: clientes, investidores, possíveis parceiros ou uma audiência mista.

Por isso a importância de construir uma narrativa coerente, que dialogue com diversas pessoas em mídias e ambientes diferentes. Assim você conseguirá a atenção e o afeto de quem te escuta.

Siga passos para um bom Storytelling

Para construir uma boa narrativa e potencializar sua comunicação é necessário seguir alguns passos. Vamos a eles:

1 – Elabore uma história fabulosa

Use uma experiência que poucas pessoas vivenciaram, acontecimentos improváveis e que saiam da rotina. Lembre-se de que se nada de interessante acontece, a história não vale a pena.

2- Inclua um ensinamento vital

O Storytelling precisa transmitir valores para quem escuta, um propósito épico que faça sentido, contado de uma forma fantástica.

3 – Construa bons personagens

Para elaborar um bom personagem você pode usar arquétipos visando a identificação com seu público. A história em torno dele deve ser convincente, o que não implica, necessariamente, que ela deve ser realística. O fantástico é um ótimo recurso para desenvolver Storytelling.

4- Crie e resolva dramas

Conflitos baseados nos problemas do seu público também contribuem nesse processo de identificação. Mas além de criar é preciso resolver esses dramas ao longo da narrativa, criando um final que tenha propósito e que emocione sua audiência.

Utilize outros recursos e ferramentas

Um bom Storytelling não é feito apenas presencialmente e na oralidade. Recursos como fotos, vídeos e infográficos podem e devem ser usados para conseguir esse engajamento. Existem algumas ferramentas onde essa divulgação pode ser feito.

Um Storytelling é uma técnica de comunicação. Como vimos, ter de fato uma boa história para contar é essencial. Depois, é preciso elaborar uma narrativa que faça sentido, com conteúdo de qualidade, criando uma afetividade e identificação com seu público. Assim, não só sua história, como você, poderão ser lembrados pelo público.

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A arte imitando a vida: inspiração para empreendedores

A arte imitando a vida: inspiração para empreendedores

Confira nossa seleção de filmes para empreendedores. Conheça e aprenda com a trajetória de grandes nomes do mundo dos negócios.

Tatiana Adriano/Sectes

Começar ou recomeçar algum projeto é um desafio. Sendo assim, insegurança e medo são sentimentos plausíveis, desde que não atrapalhem ou inibam sua trajetória. Não tenha receio de arriscar. Acredite. Tire suas ideias do papel e transforme-as em realidade.

Inspire-se com nossa lista de filmes, todos escolhidos baseados nos ensinamentos transmitidos ao espectador. Pois, convenhamos, não há nada mais estimulante do que conhecer as histórias de personalidades de sucesso. Então, entre os milhares de compromissos diários, reserve um tempinho para relaxar, incentivar e acreditar nos seus sonhos. O caminho é árduo, porém muito satisfatório. Confira:

Piratas do Vale do Silício (1999)
Apple x Microsoft. Conheça os pontos de vista de Bill Gates e Steve Jobs, compreenda como os maiores empreendedores da tecnologia superaram os desafios para desenvolver suas empresas, sinônimos de sucesso.

Coco antes de Chanel (2008)
Narra a trajetória da estilista que revolucionou o mundo da moda, Coco Chanel. Para aqueles que pensam que seu maior ato de coragem foi vestir-se com roupas masculinas, enquanto todas as mulheres usavam peças desconfortáveis e extravagantes irão se surpreender com sua história e com os obstáculos vencidos para conseguir o que desejava: o sucesso mundial.

A Rede Social (2010)
A trama aborda vários aspectos que envolvem a criação de um negócio, inclusive as complicações que podem atingir a vida social, pessoal e profissional do empreendedor. Conheça a história de Mark Zuckerberg, criador do Facebook e o bilionário mais jovem da história.

Jobs (2013)
Jobs conta a trajetória de Steve Jobs. Conheça a história do jovem hippie que se tornou líder de uma das maiores e mais bem-sucedidas empresa de tecnologia do mundo.

Chef (2014)
O longa conta a história de Carl Casper, Chef do restaurante mais famoso de Los Angeles. Após ser demitido, encontra no recomeço a oportunidade que precisava para colocar sua criatividade e ideias em prática. Carl abre e apaixona-se por seu novo projeto: um trailer de comida.

Walt antes do Mickey (2014)
Qual empreendedor nunca se pegou admirando o império construído por Walt Disney? Engana-se aqueles que pensam que tudo foi alegria. O longa relata os primeiros anos da carreira do desenhista e os vários obstáculos por ele enfrentado antes de criar seu desenho mais famoso: o Mickey Mouse. Todas as vezes que pensou em desistir, Disney lembrava do conselho do pai (que vale para qualquer pessoa): “tudo o que vale a pena fazer deve ser bem feito”.

O Jogo da Imitação (2015)
A narrativa é baseada na história do criptoanalista inglês Alan Turing, considerado o pai da computação moderna. Na história, o matemático tem a missão de ajudar o governo britânico a decifrar os códigos utilizados na comunicação em submarinos, durante a Segunda Guerra Mundial. Turing até alcançar êxito em sua tarefa enfrenta vários desafios e descobre que mais do que inteligência é preciso trabalho em equipe para que consiga cessar o conflito.

A Teoria de Tudo (2015)
A obra é baseada na biografia do astrofísico Stephen Hawking. A narrativa aborda a trajetória do cientista na faculdade, as conquistas de sua carreira, além da descoberta e o início da debilitação causada por uma doença degenerativa. Sua determinação, genialidade e superação são capazes de emocionar e inspirar a todos.

Joy: o nome do sucesso (2015)
O longa relata a trajetória de Joy Mangano, dona de um bilionário império. Joy é responsável pela criação de um esfregão mais prático e seguro inventado para facilitar a limpeza doméstica. Além disso, o filme aborda os conflitos pessoais da inventora que alia o sonho do empreendedorismo com as responsabilidades da vida de uma mãe solteira.

Tatiana Adriano/Sectes