#PerfilEmpreendedor – Pedro Vasconcelos: “Nunca comece a desenvolver um produto antes de vender”

#PerfilEmpreendedor – Pedro Vasconcelos: “Nunca comece a desenvolver um produto antes de vender”

conexão SEED e SIMI-01 (1)

Por Renato Carvalho/SIMI 

Nesta semana, o #PerfilEmpreendedor realizado pelo SIMI e pelo Seed traz um participante da 3ª rodada do programa de aceleração: Pedro Vasconcelos, 27 anos, cofundador e diretor de operações da BeerOrCoffee. À frente da startup, ao lado de sua irmã, Roberta Vasconcelos, o empreendedor revela o momento e os motivos que levaram a empresa a pivotar.

O empreendedorismo vem de família e, desde pequeno, o engenheiro civil foi incentivado pelo pai a ter seu próprio negócio. Por isso, Pedro avalia a importância do apoio familiar. Além disso, ele acredita que o ecossistema mineiro de inovação está crescendo exponencialmente.

A BeerOrCoffe, hoje, é uma plataforma que dá acesso a vários coworkings, conectando pessoas com espaços de trabalho e também a outras pessoas. Confira a entrevista na íntegra:

SIMI: A BeerOrCoffee participou da 3ª Rodada do Seed. Em que o programa agregou à startup?
Pedro: A gente já havia participado de outros programas de aceleração, mas o Seed foi um marco enorme para a BeerOrCoffee, porque tínhamos um outro modelo de negócio. Foi um momento em que a startup pivotou para o modelo atual: um marketplace de coworkings. Então, foi essencial para nos fazer mudar e crescer. Fomos os campeões da 3ª rodada e, por causa do programa, não só encontramos um modelo sustentável e replicável, como crescemos e estamos no patamar em que nos encontramos hoje: temos 65% do mercado do Brasil.

SIMI: Quando você teve o primeiro contato com o empreendedorismo em sua vida?
Pedro: Eu venho de uma família empreendedora. Meu pai tem oito empresas na família e meu avô sempre foi empreendedor. Eu sou sócio da minha irmã e, desde casa, no nossos almoços e jantares, conversávamos sobre negócios. Desde pequenos vendíamos chocolates na escola. Minha irmã vendeu cachorro-quente enquanto estudou no exterior. Mais tarde, em 2008,  já em Belo Horizonte, minha irmã trabalhava na SambaTech, uma startup aqui de Belo Horizonte. Foi quando eu tive o primeiro contato com empreendedorismo em tecnologias e startups. No começo de 2012, nós resolvemos empreender. Tentamos uma vez, duas e na terceira vez, em 2015, começamos o BeerOrCoffee. Um pouco antes, em 2013, a gente começou o Tisdo, que era outra startup, que teve um certo sucesso. O aplicativo foi escolhido como o melhor da AppleStore, faturamos mais de R$ 1,5 milhão com vários clientes como Ambev e Três corações, mas o modelo não era replicável. Não tínhamos uma startup. Tínhamos uma agência de marketing, de desenvolvimento de software.

SIMI: E aí vocês partiram para a BeerOrCoffee…
Pedro: Em outubro de 2015, a gente iniciou a BeerOrCoffee e participamos de um programa de aceleração no Startup Chile. Em 2016, levantamos investimento anjo, participamos do Seed, ganhamos alguns prêmios, como o Google Demoday, o Startup Games, e então conseguimos esse novo modelo e escalamos. Hoje somos uma equipe de 15 pessoas. Crescemos não apenas em equipe, mas em faturamento. Estamos muito felizes com os resultados.

SIMI: Você veio de uma família empreendedora. Crescer com esse mindset empreendedor fez a diferença?
Pedro: Meu pai, principalmente, é uma figura dentro da nossa família que nos incentiva, desde cedo, a ter o nosso próprio negócio. E por mais que ele tenha o próprio negócio, a gente resolveu seguir o nosso caminho. A gente buscou uma forma de impactar muitas pessoas ao redor do mundo e isso é algo que nos incentivou bastante. Eu cheguei a trabalhar com outras pessoas, na área de turismo, de construção civil, mas ele sempre perguntava o que eu iria criar: “E aí, se você fosse fazer isso na sua área profissional, o que você faria?”, ele dizia. Ele é um exemplo dentro de casa. Tivemos esse privilégio de ver ele fazendo e nos inspirar nele, e no resto da família, para fazer igual.

SIMI: Houve dificuldades na construção do negócio, mesmo com o apoio em casa?
Pedro: 
Com certeza. O que a gente mais fez foi falhar. Estamos desde 2011 e só estamos tendo sucesso há um ano e meio, quando saímos do Seed, no começo de 2017. Em todos os outros anos estávamos errando.

SIMI: E o que você destaca de positivo durante o processo?
Pedro: Há três pontos que eu tenho que destacar. Primeiro são as pessoas que encontramos no caminho. A importância de mentores, de empreendedores e até mesmo professores, que vão te ajudar no caminho a não bater a cabeça naquilo que eles já bateram ou fazer com que você enxergue com mais clareza o seu caminho. Hoje temos um networking muito forte e as pessoas que estão ao nosso redor nos ajudam em nosso dia a dia. O segundo ponto  é fazer algo que você ama. O problema que resolvemos hoje, que é mudar a forma como as pessoas trabalham, é algo que me move. Eu tenho um computador na minha mochila e eu posso trabalhar de onde eu estiver. Se estou aqui, se estou em Bali, na Austrália, na Alemanha. Meu sócio mora em Lisboa, minha irmã fica em São Paulo, por questões pessoais. E há um alinhamento do pessoal com o profissional. Se você gosta e ama o que você faz é fácil pular essas barreiras e desafios que estão aí pela frente. O terceiro ponto é não desistir. É ter resiliência. Falhas vão acontecer. Você tem que ser uma pessoa que aprende rápido, através das conexões e da paixão que você tem. Por mais que haja obstáculos no caminho, se você ama o que você está fazendo, e se você tem pessoas boas ao seu lado, você vai conseguir ter sucesso.

SIMI: Qual erro você cometeu e que se você pudesse aconselhar alguém você diria “não faça”?
Pedro: Principalmente na área de tecnologia e startups, o erro é fazer um produto mais complexo possível, mais perfeito possível, antes de você validar sua venda. Vou dar um exemplo. Tínhamos uma base de 30 mil pessoas usando a plataforma e resolvemos lançar a parte de reserva de espaços de coworking. Para funcionar, precisávamos de ter um meio de pagamentos, acesso ao calendário, um controle para fazer as reservas e a página para o cliente acessar. Há vários pontos no produto que você tem que desenvolver, mas resolvemos não fazer nada disso. Decidimos lançar o mínimo possível, o MVP, e em um final de semana fizemos uma página com formulário. Se as pessoas estivessem preenchendo esse formulário, significa que elas queriam reserva. Dessa forma, a gente recebia um e-mail. A partir daí, fazíamos a cobrança, enviávamos a reserva para o coworking e operava tudo isso na mão. O maior erro que fizemos em outras startups foi passar vários meses desenvolvendo um produto maravilhoso, conforme nossa cabeça, e depois, quando lançado no mercado, ver que estava errado. Perdemos tempo e tivemos que mudar tudo. Nunca comece a desenvolver um produto antes de você vender. Venda primeiro, feche com o cliente, seja B2B, ou uma validação no B2C. A partir daí, quando você perceber que não está tendo mais tempo está na hora de desenvolver o produto. Eu aprendi, seja qualquer feature, um produto ou um processo novo que a gente cria na empresa,  sempre fazemos lean, simples e rápido.

SIMI: Vocês entraram no Seed como um aplicativo de conexões. Qual foi o clique para pivotar, como foi esse momento de mudança?
Pedro: Foram dois marcos importantes. O nosso agente de aceleração no Seed, o Daniel, nos fez ver qual eram as áreas que estávamos atacando. Ele nos ajudou a abrir a cabeça. Por mais que fôssemos um aplicativo de conexões, ele era mais usado em coworkings. A gente estava fechando bares e cafés enquanto as pessoas estavam se encontrando em coworkings. O nosso acelerador nos fez ver que tínhamos um erro, mas que tinha solução. Depois fomos para o Google Demoday, também por causa do Seed. Os experts do Google olharam nossas métricas e começaram a buscar modelos que poderíamos atingir. Já havíamos trabalhado em coworking. Ficamos seis meses no Seed, trabalhamos seis meses em Santiago e aprendemos a importância de estar em espaços como esses para conexões. Buscamos um modelo que já funcionava em outro mercado e trouxemos para cá.

SIMI: Como está a BeerOrCoffee hoje?
Pedro: Estamos em mais de 100 cidades, em mais de 500 espaços de coworking. Temos grandes clientes, como Banco Inter, GymPass etc. A gente tem mais de 80 mil usuários. Já representamos 65% do mercado de coworking do Brasil. Dominamos o mercado brasileiro e estamos expandindo internacionalmente para Lisboa. Passamos do break-even, já passamos da parte que se sustenta, estamos tendo um crescimento muito forte. Só nos últimos meses a gente cresceu 40% mês a mês e a vamos levantar, no meio do ano, R$ 5 milhões em uma série A.

SIMI: Você já conheceu diversos ecossistemas, já esteve em vários países. Como você avalia o ecossistema mineiro?
Pedro: Acho que o ecossistema mineiro está melhorando exponencialmente em termos de maturidade, como uma startup. Desde que entrei no Seed, há quase dois anos, era outro mercado, outro ecossistema. Acho que o que faz o nosso ecossistema forte é que temos o poder público, o poder privado, o poder acadêmico, as startups e a inovação todos juntos. Isso é muito forte. No Vale do Silício há a Stanford, as universidades em volta, o poder público é muito forte lá, e tem também o privado, que fez com que a região crescesse. O nosso mindset aqui é sempre de colaboração. Se alguém precisar de ajuda, outras startups vão ajudar sem esperar nada em troca. Essa troca faz com que o ecossistema cresça. O acesso a recursos no Vale do Silício é muito fácil, porque é a Meca da tecnologia e também porque já aconteceu a maturidade do ecossistema. Isso significa que as empresas já foram vendidas, e as pessoas que ganharam dinheiro, sejam os empreendedores ou investidores, reinvestiram no ecossistema, em novas empresas. Isso fez um ciclo, que é o que ainda não aconteceu em Minas Gerais. A partir do momento que houver esses ciclos, vamos crescer muito. O primeiro ciclo que tivemos foi a venda da Akwan para o Google. Eles quiseram manter o Google aqui, ajudar a UFMG, e pensaram no payback. É o que está acontecendo com Hyperloop que está vindo aí. Fazendo isso, o ecossistema vai se oxigenando e crescendo.

SIMI: Qual dica você dá para uma pessoa que está engatinhando no empreendedorismo, mas não consegue sair da inércia?
Pedro: Acho que o principal ponto é a observação. No começo, como empreendedor, você tem que ter esse drive de empreender. Para você ter esse drive de empreender, você tem que resolver um problema. Então no primeiro momento é ficar observando seu dia a dia. Repare na sua rotina, em algo que você não está satisfeito. Foi chamar um táxi e não conseguiu? O cara foi lá e criou o EasyTaxi. Tem que ter esse mindset aberto. Abra a cabeça para ficar observando muito, até encontrar um problema na sua vida que você percebe que pode ser problema de outras pessoas. Se faz sentido resolver, se você tem paixão por isso, faz sentido você atacar esse problema. Se não tem paixão, não vai, porque lá na frente vai ter uma dificuldade e não vai dar certo. O resto do processo tem o Seed, tem a comunidade, tem vários atalhos para te ajudar. Então, o primeiro momento é ficar observando e achar algo que faça um sentido para você.

Tire suas dúvidas sobre o edital

Tire suas dúvidas sobre o edital

As inscrições para a 5ª rodada do SEED – Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development – estão abertas! O programa tem como objetivo fomentar o ecossistema de empreendedorismo e inovação em Minas Gerais, através da seleção de 40 startups e empresas de base tecnológica para serem aceleradas. Cada selecionada recebe, além dos benefícios não financeiros, como mentorias, espaço de trabalho em coworking, armazenamento de dados em nuvem e muitos outros, capital semente de até R$ 80 mil, livre de participação. O edital estará disponível no site do Minas Digital.

Pensando nas possíveis dúvidas dos interessados, criamos um FAQ especial explicando tudo que é preciso saber sobre o processo de inscrição para a rodada. Confira!

Sobre o SEED

O SEED é um dos maiores agentes de fomento do ecossistema de empreendedorismo e inovação brasileiro. Sua principal iniciativa é o programa de aceleração de startups para empreendedores do mundo todo que queiram desenvolver seus negócios em Minas Gerais. O programa é uma experiência única de desenvolvimento de startups, além de potencializar a interação e a transferência de conhecimento e habilidades entre empreendedores apoiados e o ecossistema local e global. Ele é parte do Minas Digital, iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais (SEDECTES), que tem como objetivo difundir a mentalidade empreendedora e tornar Minas Gerais o maior hub de startups e inovação da América Latina, e é financiado pela Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais).

Com o primeiro edital lançado em 2013, o SEED já promoveu quatro rodadas de aceleração, todos com a elegibilidade de pessoas físicas e não apenas de startups já cadastradas como pessoa jurídica. O programa atingiu a marca de 5.408 inscrições e contou com a participação de 152 startups, sendo 116 brasileiras e 36 estrangeiras de 25 nacionalidades, com um total de 384 empreendedores. As empresas aceleradas geraram 300 empregos diretos em MG e captaram cerca de R$ 22 milhões em investimentos. O coworking do programa recebeu, apenas em 2017, nove mil visitantes.

Quem já passou por aqui aprova

“Com a participação no SEED pudemos profissionalizar nosso negócio, aprender a partir da experiência de outras empresas e evoluir muito. As mentorias foram essenciais para nos guiar por caminhos que nos levaram a um desenvolvimento genuíno do negócio, que não teríamos conseguido sozinhos”, conta Paola Cicarelli, co-fundadora da Cuboz que participou da 4º rodada do programa em 2017.

E aí, esclarecemos suas dúvidas? Se quiser saber mais do processo de inscrição, nos acompanhe em nossas redes sociais ou mande um e-mail para seed@fco.org.br.

#SEEDRecebe – Em busca de propósito

#SEEDRecebe – Em busca de propósito

Estudantes do IBMEC vêm ao SEED para reflexão sobre carreira, sucesso e geração de valor

Abrir uma empresa. Esse é o senso comum do que significa empreender, de acordo com o professor de empreendedorismo e inovação do IBMEC de Belo Horizonte, João Bonomo. No intuito de colaborar para desfazer esse clichê, ampliar o olhar dos seus estudantes sobre o assunto e mostrar o efervescente ecossistema de Belo Horizonte ele traz, com frequência, seus alunos de administração, engenharia civil e economia, para uma aula no coworking do SEED. Foi o que aconteceu na noite da última segunda-feira, 05/03, quando quase 50 estudantes participaram da aula de empreendedorismo e propósito, ministrada por Daniel Oliveira, coordenador geral do SEED.

“Conheço o SEED desde os seus primórdios e é um programa que me dá orgulho de ser mineiro. Você vê que podem haver outros programas de aceleração, mas nenhum governo estadual consegue ter essa atuação que o SEED tem. Ele tem uma característica que eu gosto muito que é a reinvenção. Já vi o programa se reinventar diversas vezes, a cada edição ele evolui, se mostra diferente, se adapta. Isso é um sinal de compromisso e competitividade”, diz Bonomo.

Além de apresentar o SEED, o programa de aceleração que já está na 5ª rodada e a difusão de conhecimento feita no interior de Minas Gerais, Daniel mostrou os resultados alcançados desde 2013, data de início das atividades e os impactos de ter um programa público como o SEED. “Minas Gerais depende prioritariamente de duas indústrias: mineração e agricultura. O empreendedorismo e a inovação são caminhos para diversificar a economia do estado e trazer desenvolvimento. Inovação é diversidade”, salienta.

O conteúdo da aula mistura dados do ecossistema, conceitos teóricos e filosóficos e apresentação de tendências. O assunto principal, propósito, é tratado a partir do ponto de vista de criação de valor para o mundo, tanto do prisma pessoal como do das empresas. Daniel conta sobre os diversos pontos de vista de propósito, da busca do ser humano por um sentido, além falar das aplicações práticas das ideias. A aula mostra tendências como a reinvenção do ser humano na era digital e a mudança de paradigmas que ela traz, como o conceito de abundância e a ampliação de oportunidades, passando por sucesso e chegando a reflexões sobre aspectos como a nanotecnologia, a robótica, a inteligência artificial e as realidades intersubjetivas. O palestrante exemplifica cada ponto com vídeos, cases e experiências pessoais, além de instigar os participantes a pensarem sobre suas próprias vidas, escolhas e a compartilhar os seus pontos de vista com os colegas. “Achei muito boa a palestra, a melhor que tivemos até agora. Contribuiu para ampliar nosso repertório, nos ajudar a formular perguntas”, avalia Débora Silva, 23 anos, que cursa administração.

Débora Silva, estudante de administração. (Foto: Isabela Scarioli)

Para finalizar a noite, um exercício de compartilhamento e empatia. “Não conhecia o SEED, achei que a palestra ajudou no entendimento de conceitos chave para levar o empreendimento à frente”, é a opinião de Matheus Faria, de 21 anos, aluno de administração.

Matheus Faria, estudante de administração. (Foto: Isabela Scarioli)

Se você gostou do conteúdo, veja esse vídeo indicado na apresentação e não deixe de conferir os livros indicados para os estudantes: “O que é o futuro?”, “Vai lá e faz”, “Why We Work” e “Homo Deus”.

Empresas aceleradas pelo SEED crescem e colhem frutos da participação

Empresas aceleradas pelo SEED crescem e colhem frutos da participação

Programa do Governo do Estado para desenvolver startups impacta economia mineira com empregos gerados e negócios fechados

Considerado um dos maiores projetos públicos de aceleração de startups da América Latina, o SEED – Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development deve abrir, nas próximas semanas, as inscrições para a quinta rodada do programa. A grande novidade é que, em iniciativa inédita no país, o SEED vai treinar seus próprios agentes de aceleração, que irão auxiliar na capacitação das startups participantes na próxima rodada.

“Vamos contratar pessoal e dar um treinamento de agente de aceleração, durante seis semanas. Isso nunca foi feito antes no programa. O principal diferencial é que essas pessoas serão treinadas por nós, que já estamos no programa, e, portanto, dentro da cultura do SEED, o que afina o trabalho”, explica Bruno Scolari, que acaba de assumir a coordenação do programa junto ao colega Daniel Oliveira. “Estávamos à frente da aceleração e agora assumimos o SEED. O fato de nós dois sermos empreendedores também agrega ao trabalho, pois entendemos o que todos passam”, frisa Scolari.

Aliás, todo o processo de aceleração do SEED já vinha sofrendo mudanças: até a terceira rodada, era contratada uma aceleradora externa. “Com isso, não havia uma gestão apropriada e contínua de conhecimento de um período para o outro”, enfatiza o coordenador. Na última rodada, o processo foi feito de forma interna. “Criamos uma metodologia, com um time de aceleração próprio do SEED, e testamos. Queríamos fixar o conhecimento ali, criar uma cultura. Os resultados foram muito bons. Consideramos que foi a melhor rodada que tivemos até hoje”, diz Scolari.

Os números da quarta rodada comprovam os bons resultados. As 40 startups participantes – 101 empreendedores, de dez nacionalidades – tiveram um faturamento total de R$ 2,8 milhões, e, além disso, captaram mais de R$ 7,5 milhões em investimentos. Foram gerados, ainda, 164 empregos diretos.

“Outra novidade importante que trouxemos na quarta aceleração foi que antes o SEED era muito focado no negócio. Mas o empreendedor também tem que se desenvolver como profissional. Então trouxemos um parceiro para isso. Essa etapa foi chamada de trilha do desenvolvimento do empreendedor”, destaca Scolari. Dessa forma, enquanto os agentes de aceleração cuidavam do desenvolvimento do negócio da startup, os empreendedores treinavam e otimizavam suas habilidades socioemocionais, sendo preparados para os desafios do mercado.

No total, foram 4.400 horas de mentoria personalizada e 120 horas de conteúdo compartilhado entre os empreendedores. O programa também tem um viés de difusão por todo o estado: foram mais de 1.000 horas em 520 atividades realizadas em todos os 17 territórios regionais de desenvolvimento, impactando mais de 30 mil pessoas.

Startup mineira destaque

A Melhor Plano foi um dos destaques e está em pleno crescimento.

A Melhor Plano, uma das empresas destaque da quarta rodada de aceleração do SEED, surgiu em 2016 pensando em encontrar soluções de telefonia mais baratas para o consumidor. Pedro Israel e o sócio Felipe Byrro, ambos de Belo Horizonte, perceberam a dificuldade de se escolher um plano ideal, e a partir daí criaram o negócio. “Nosso objetivo é ajudar o usuário a encontrar a opção mais interessante para a necessidade dele. Começamos focados em planos de celular, mas hoje oferecemos o serviço também com banda larga, TV por assinatura e telefonia fixa. E pretendemos ampliar isso”, afirma Pedro Israel.

A startup, que começou com os dois amigos, hoje tem sete funcionários e está com 11 vagas abertas após a aceleração no SEED. No período, o faturamento da empresa triplicou. “Nossa expectativa é muito grande. Estamos fazendo um acordo de investimento que também só foi possível graças a esse amadurecimento em 2017”, comemora.

Negócio fechado

Na outra ponta, pensando em facilitar o dia a dia do empresário, surgiu a Saipos, um sistema para restaurantes que ajuda na gestão do negócio. “Todo online e na nuvem, nosso sistema dá mais tempo para o empresário pensar no negócio dele e não se preocupar tanto com as partes burocráticas”, resume o CEO da Saipos, Anderson Onzi.

A Saipos veio do Rio Grande do Sul para aceleração no SEED.

“Para a Saipos, o SEED foi um divisor de águas. Estávamos em um ritmo completamente diferente antes da aceleração. Fechamos negócio com um fundo de investimento, o Gávea Angels, durante a rodada”, conta.

A startup, que completou um ano de existência em janeiro, tem dez funcionários e espera fechar 2018 com o dobro. “Um exemplo da importância do trabalho feito pelo SEED: tivemos uma mentoria para aprender a fazer pitch (termo que denomina uma breve apresentação feita pela empresa para despertar o interesse do cliente ou investidor pelo negócio). O nosso pitch estava horrível, conseguiram nos ajudar e fechamos o negócio com o Gávea Angels graças a isso”, comemora Onzi.

O SEED

Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SEDECTES), o SEED é parte do Minas Digital, uma série de iniciativas governamentais, parcerias e rede de networking que buscam impulsionar o desenvolvimento de negócios inovadores e fortalecer a cultura empreendedora no Estado. O SEED tem como objetivo incentivar o empreendedorismo e transformar Minas Gerais em um polo tecnológico, por meio de ideias inovadoras. No total, o SEED já acelerou 152 startups, sendo 36 estrangeiras, e recebeu 5.408 inscrições.

Considerado pela Bloomberg Foundation um dos grandes projetos de inovação do setor público no mundo, o programa tem como diferencial a não exigência de CNPJ ou participação do Governo no negócio criado pelas startups. O programa tem alcance internacional e busca atrair empresas de todo o mundo para o ambiente do estado, estabelecendo um ecossistema de integração, troca de experiências e geração de resultados.

Veja mais sobre a quarta rodada neste vídeo produzido pelo Sistema Mineiro de Inovação (SIMI):

Censo Mineiro de Startups apresenta diagnóstico do setor em Minas Gerais

Censo Mineiro de Startups apresenta diagnóstico do setor em Minas Gerais

A partir do estudo, o Estado poderá desenvolver políticas públicas mais assertivas que viabilizem a criação, consolidação e competitividade das empresas de tecnologia e inovação

Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes) e seu programa Hub Minas Digital, realizou, concluiu, no fim do ano, o Censo Mineiro de Startups e de demais Empresas de Base Tecnológica (EBT). A iniciativa contou com o apoio da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da Rede Mineira de Inovação (RMI).

O levantamento revela dados significativos que indicam o fortalecimento e a expansão do setor de tecnologia e inovação em Minas Gerais. De acordo com o estudo, o número de startups em Minas Gerais cresceu 320% desde 2015 e 556% desde 2010. Estima-se que, atualmente, existam cerca de 1.050 startups no estado. Destas, 439 responderam ao questionário virtual enviado pela Sedectes.

Para o coordenador do Hub Minas Digital, Rodolfo Zhouri, as Empresas de Base Tecnológica, dentre elas as startups, têm se tornado importantes para o desenvolvimento da inovação tecnológica no contexto pós-digital. Com o censo em mãos, Zhouri quer formular políticas públicas e ações para estimular a criação de novas startups e o desenvolvimento das que já existem, oferecendo soluções melhores para o ambiente de negócios.

“Essas informações poderão ser utilizadas por aqueles que atuam junto ao ecossistema empreendedor para a promoção da inovação tecnológica no estado e a implementação de políticas e ações que permitam a consolidação dos empreendimentos de base tecnológica, cujos negócios figuram como um valioso mecanismo de desenvolvimento social e econômico de Minas Gerais”, ressalta o coordenador do Hub Minas Digital.

Dentro outros pontos, o levantamento também aponta que a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) concentra o maior número de startups do estado (41%), seguido do Sul de Minas (17%) e Triângulo Mineiro (16%). Destaca-se ainda que, em 2017, 55% das empresas pretendem faturar até R$ 500 mil e 2% pretendem faturar mais de R$ 5 milhões.

O questionário virtual enviado às startups foi dividido em seis seções e avaliou o espaço físico, as equipes (formação, quadro de sócios, funcionários e bolsistas), as principais dificuldades enfrentadas, a inovação tecnológica (desenvolvimento e comercialização de produtos, propriedade intelectual e captação de recursos), parcerias e indicadores financeiros.

Hub Minas Digital

O Hub Minas Digital, implantado pelo Governo de Minas Gerais por meio da Sedectes, é um espaço de codesign e coworking que visa oferecer infraestrutura moderna, ambiente para cursos, workshops, mentorias, área de convivência e conexão com o ecossistema de inovação mineiro. Localizado no Rainha da Sucata, icônico prédio da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, O Hub Minas Digital está de portas abertas para os empreendedores e investidores de todo o estado.

Demo Day do SEED apresenta as startups que mais se destacaram no programa

Demo Day do SEED apresenta as startups que mais se destacaram no programa

O momento mais esperado para as startups participantes do Seed, programa de aceleração do Governo de Minas Gerais, aconteceu na noite dessa quarta-feira, 6 de dezembro. Cinco empresas participantes da 4ª rodada, que se destacaram durante os seis meses de aceleração, se apresentaram no Demo Day SEED para um público composto por investidores, empresários, empreendedores e interessados.

Com direito a transmissão ao vivo, o evento marcou o encerramento da 4ª rodada de aceleração. Além dos pitches de cinco minutos apresentados pelas startups, o Demo Day homenageou pessoas que contribuíram para o fortalecimento do ecossistema mineiro de inovação. As startups destaque que subiram ao palco e detalharam seus modelos de negócios foram a Melhor Plano, Seja Direto, My Personal Stylist, Saipos e MedLogic.

O subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Dias, ressaltou a importância de investir em empreendedorismo e inovação. “A gente sabe que o Governo está tendo dificuldade de investimento, mas estamos lutando para manter a cena do empreendedorismo e inovação no estado cada vez mais forte. Se a gente não acreditar na inovação, o que vai ser do nosso estado? Para sair desse momento de adversidade precisamos acreditar nesses empreendedores que estão aqui. A gente precisa mudar a base econômica do nosso estado, não dá mais para depender de commodity”, disse.

4ª rodada do SEED

Foram 40 startups selecionadas, 101 empreendedores participantes de 10 nacionalidades diferentes. Cada startup recebeu um investimento de R$ 80 mil e, em contrapartida, os empreendedores realizaram um trabalho de difusão em Minas, levando a mentalidade empreendedora e inovadora a todo o estado. Esta rodada conquistou, ainda, um somatório de investimentos nas startups no valor de R$ 7,5 milhões.

Conheça as startups destaque:

Melhor Plano

O Melhor Plano é um sistema que faz a comparação de planos de celular, banda larga, TV e fixo para os usuários, ajudando a reduzir o processo de busca e a economizar na hora da compra.

► Seja Direto

O Seja Direto é um sistema multicanal de gestão de vendas complexas que une mundo virtual e real por meio da integração e automatização inteligente do processo de vendas, do anúncio ao atendimento na loja.

MYPS – My Personal Stylist

A My Personal Stylist é uma plataforma de consultoria de imagem e estilo on-line. A usuária responde a um teste de estilo gratuito e recebe indicações personalizadas de conteúdos e peças para compra.

Saipos

O Saipos consiste em um sistema para o varejo que utiliza inteligência artificial e computação cognitiva para reduzir o tempo do gestor em atividades burocráticas. Ele interpreta informações financeiras, gerando dados entregues através de linguagem natural.

MedLogic

A Medlogic é um sistema que propõe um plano de cuidados individualizado em perfeita adequação à vulnerabilidade de idosos, reduzindo custos e melhorando a qualidade de vida do paciente e dos familiares.

Assista à transmissão do Demo Day SEED 2017:

Demo Day do SEED apresenta resultados da 4ª rodada à população

Demo Day do SEED apresenta resultados da 4ª rodada à população

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, realiza, na próxima quarta-feira (06/12), o Demo Day SEED – o evento mais aguardado de um dos maiores programas de aceleração de startups da América Latina. A partir das 19 horas, o espaço Sua Sala, no Ponteio Lar Shopping, receberá grandes empresas, convidados e parceiros do ecossistema para conhecerem alguns dos impactos desta última edição que, antes mesmo de acabar, já aponta recordes em seus números.

Cinco das 40 startups participantes subirão ao palco para apresentarem seus negócios: Melhor Plano, Seja Direto, MYPS, Saipos e MedLogic. Os convidados, além dos pitches, assistirão às palestras “Como as Grandes Empresas podem Interagir com Startups”, de Paulo Matos, gerente de Desenvolvimento Humano e Organizacional na Isvor; “O Futuro do Trabalho”, por Grazi Mendes Rangel, People Partner na Thoughtworks; e “Conexão Grandes Empresas e Startups”, com Paulo Costa, responsável pelos programas de Open Innovation da Accenture Brasil na América Latina.

Durante os seis meses de permanência no SEED, as startups buscaram fortalecer, promover e acelerar suas ideias no estado de Minas Gerais. Instalados em um coworking inspirador, os empreendedores receberam um incentivo financeiro de até R$ 80 mil de capital livre de participação no negócio, ganharam a oportunidade de se conectarem ao ecossistema global e receberam mentorias personalizadas.

A única contrapartida que o Estado exige dos participantes é a atividade de difusão – um conjunto de ações que busca disseminar a cultura empreendedora aos mineiros. Ao todo, foram mais de mil horas de difusão realizadas, por meio de 520 atividades. Até o último fechamento, 31.750 pessoas foram impactadas por essas ações em 16 dos 17 territórios regionais. Entre as cidades impactadas estão Patos de Minas, Diamantina, Governador Valadares, Ipatinga, Coronel Fabriciano, Viçosa, Jacuí, Formiga, Itaúna, Divinópolis, Santa Rita do Sapucaí, Juiz de Fora, Luz, Teófilo Otoni, Uberaba, Uberlândia, São João del-Rei, Porteirinha, Sete Lagoas e Ouro Preto.

Contudo, não é só através de difusão que o SEED fomenta o empreendedorismo. O coworking do programa é uma das ferramentas do Governo de Minas Gerais para aguçar o desejo da população mineira em investir no seu próprio negócio. Até o momento, 8.910 pessoas visitaram o SEED no ano de 2017; no total, foram mais de 80 horas de visitas e mais de 40 horas de mentorias dos empreendedores para os visitantes do espaço.

Além disso, neste ano, o SEED trabalhou cinco dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável definidos pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, a serem implementados por todos os países do mundo até 2030. Os empreendedores realizaram 20 atividades na ODS 05, que tem por objetivo alcançar à igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas; 176 atividades na ODS 08: promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos; 267 atividades na ODS 9: construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação; e 57 atividades na ODS 10: reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles.

Serviço

Local: Sua Sala Eventos – Ponteio Lar Shopping, Belo Horizonte – MG

Data: 06 de dezembro de 2017

Horário: 19h

Inscreva-se aqui.

Empreendedora mineira representa o Brasil no Global Entrepreneurship Summit

Empreendedora mineira representa o Brasil no Global Entrepreneurship Summit

Roberta Vasconcellos, 29, é natural de Belo Horizonte e atua no cenário empreendedor há mais de oito anos. Na trajetória profissional, ela foi escolhida pela Forbes Brasil em sua lista de “30 abaixo de 30” (2015) e foi finalista do Prêmio CLAUDIA em 2014. Atualmente é CEO e cofundadora da startup BeerOrCoffee, que foi acelerada pela 3ª rodada do SEED, além de fazer parte do Global Shapers, iniciativa de jovens líderes do Fórum Econômico Mundial. A contribuição com o cenário empreendedor, assim como a representatividade das mulheres empreendedoras, fez com que Roberta recebesse esse prestigioso convite dos governos estadunidense e indiano.

Neste ano, o Global Entrepreneurship Summit (GES) acontece de 28 a 30 de novembro em Hyderabad, na Índia e dá destaque ao tema Mulheres Primeiro, Prosperidade para Todos”. O foco é dar suporte à mulheres empreendedoras e promover crescimento econômico global. Mais de 1.500 participantes de 1.240 países diferentes participarão da oitava edição do evento que concentra os maiores nomes de empreendedorismo, criatividade e inovação do planeta.

O encontro concentrará uma variedade de palestras, aulas mestras,  workshops, competições de pitch, sessões de networking entre outras atividades. Todas foram criadas para desenvolver as habilidades e relacionamentos que ajudarão os participantes no crescimento de seus negócios e iniciativas. Estarão presentes empresas e representantes de indústrias de alto crescimento como Energia e Infraestrutura; Saúde e Ciências da Vida; Tecnologia Financeira e Mídia e Entretenimento.

Como forte frequentadora de eventos de networking,  Roberta diz que, por se tratar de um encontro global tem altas expectativas: “São muitas possibilidades de troca com culturas diferentes! A proposta dos temas me interessa muito e mostra como podemos unir forças para atuar nas frentes em que buscamos trazer impacto e desenvolvimento econômico.”

A responsabilidade de representar o Brasil é grande e, como mulher, Roberta diz se sentir honrada. “Não sou apenas a Roberta do BeerOrCoffee, mas também as mulheres de negócio do Brasil, por isso tenho conversado com outras pessoas  para trazer temáticas relevantes às discussões por lá.” Além disso, a gestora se diz dedicada a trazer oportunidades relevantes ao Brasil.

O GES tem o objetivo de nutrir empreendedorismo e inovação. Este ano, o evento acontece estimulado pelo favorável ecossistema econômico e gerencial da Índia, assim como um investimento do governo americano.

BeerOrCoffee

O BeerOrCoffee, startup fundada em Belo Horizonte pelos irmãos Roberta e Pedro Vasconcellos e Eric Santos, em sua curta existência já representou a América Latina no Google Demo Day – Women’s Edition 2016 na sede do Google em Mountain View, foi destaque do SEED, uma das maiores aceleradoras de startups da América Latina, primeiro lugar no The Startup Games (UKTI), além de ter sido eleita um dos melhores apps de 2016 pelo #PrêmioDigital. Sua missão: incentivar as pessoas a viverem uma nova forma de trabalho, mais colaborativa e divertida.

A plataforma dá acesso a mais de 300 espaços compartilhados de trabalho ou coworkings em todo o país, assim como permite o contato com uma comunidade global que se conecta para um café ou cerveja, para trocar conhecimento e gerar negócios entre si. “A nossa intenção é não somente a de conectar pessoas a pessoas, mas pessoas aos melhores espaços colaborativos de trabalho. Para trabalharem, aprenderem e se conectarem.”, diz Roberta Vasconcellos, CEO do BeerOrCoffee.

Atualmente, o BeerOrCoffee conta com uma base de mais de 60 mil usuários, está disponível para web, iOS e Android e ajuda desde profissionais autônomos, empreendedores, à grandes empresas, com as melhores soluções para um ambiente de trabalho mais produtivo.

Confira aqui mais notícias sobre startups do SEED.

Mulheres no empreendedorismo e na tecnologia são tema do SEED Experience

Mulheres no empreendedorismo e na tecnologia são tema do SEED Experience

Das 40 startups que entraram na 4ª rodada do SEED, um dos maiores programas públicos de aceleração de startups da América Latina, apenas 8 têm CEOS mulheres. Como mudar esse cenário e propiciar que mais mulheres empreendam? Como fazer com que essas empreendedoras se interessem pelas áreas de tecnologia? Para falar sobre essas e outras questões, o SEED Experience “Elas à frente: Trajetórias e batalhas das mulheres no empreendedorismo” recebeu apenas mulheres na noite desta quinta-feira (16).

A 5ª edição do evento aconteceu em comemoração ao dia Dia Global do Empreendedorismo Feminino, lançado em dia 19 de novembro de 2014 pela ONU (Organização das Nações Unidas). De acordo com o Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras em Micro e Pequenas Empresas 2013, do Sebrae, 7,3 milhões de mulheres são empreendedoras no Brasil. O censo aponta que a participação feminina foi de 31,3%, em 2012, contra 29,4%, em 2002 – o que corresponde a um crescimento de 18% nos últimos dez anos.

O evento começou com a palestra “Todas as mulheres: Liderança e revolução” com Dani Marinho, consultora na ThoughtWorks Brasil, e Kelly Maia, sourcer da ThoughtWorks Global, abriu o SEED Experience. Dani e Kelly falaram sobre a importância de revolucionar a tecnologia, causando impacto no mercado local e na comunidade, para que as mulheres de fato consigam lugar no mercado de inovação.

“O machismo institucionalizado perpassa todas os lugares, principalmente empresas ligadas à tecnologia. Nós lutamos para sairmos de um lugar de invisibilidade em uma sociedade patriarcal. Por isso é importante que estejamos cientes do lugar que estamos, de onde viemos, para saber o que vamos enfrentar até conseguir chegar a cargos de tomada de decisão”, afirmou Kelly.

Por isso, a importância de falar sobre liderança para mulheres e do aprendizado que também deve vir por parte dos homens. “Também é preciso que eles sejam abertos e se coloquem no nosso lugar. Essa posição não é confortável, mas o olhar para o outro, quando existem práticas discriminatórias de gênero que excluem as mulheres do mercado do trabalho, deve ser feito pelos homens, para que consigamos mudar essa realidade”, garante Dani. E ambas afirmam: “Queremos todas as mulheres na tecnologia”.

Kelly Maia e Dani Marinho da ThoughtWorks

Em seguida, aconteceu uma conversa mediada por Ciranda Morais, fundadora da She’sTech, com quatro CEOs de startups do SEED, Amanda Busato (UPME!), Bruna Kassab (Evoé), Janayna Bhering (Safetest) e Juliana Brasil (MYPS). As cinco falaram sobre os desafios enfrentados pelas mulheres que querem empreender e de como fazer para fomentar o empreendedorismo feminino.

Segundo Ciranda, a construção de redes para fomentar a participação das mulheres na tecnologia e empreendedorismo é essencial. “É justamente isso que o She’sTech faz. A gente se une para criar uma rede forte, para ter engajamento, para capacitar mulheres, para inspirar as outras e assim construir uma comunidade de mulheres empreendedoras. Para que isso seja possível, é preciso criar oportunidades e promover inclusão profissional e social de todas”, considera a mediadora.

As empreendedoras do SEED também afirmaram o desafio de serem mulheres nesse mercado. De acordo com elas, as dificuldades já começam em casa, ao ter que conciliar as funções do cargo de chefia com as funções historicamente delegadas às mulheres. “O desafio começa quando você tem que pensar com quem deixar as crianças, o que geralmente não é uma preocupação dos homens. Colocar essas discussões em pauta com mais frequência é importante para que possamos conhecer outras que estão passando pelas mesmas experiências”, pontuou Janayna.

A falta de desenvolvedoras e programadoras também foi uma questão muito falada. “Uma das nossas dificuldades é se familiarizar com todas essas linguagens que nunca tivemos contato. A transformação também passa pela maior inclusão e entrada de mulheres nessas áreas”, afirma Amanda. E Bruna completa “Eu estou procurando há algum tempo uma desenvolvedora para a Evoé, mas é muito difícil achar”.

Por fim, o evento teve a conclusão de que “juntas somos mais fortes”. “Queremos criar um ambiente seguro, para que as mulheres levem suas dúvidas, sem medo e insegurança e possamos cada dia alcançar mais pessoas”, declara Ciranda.  “Se não temos opção, a gente deve ir lá em fazer, liderando quando for possível, para que com o tempo isso seja uma coisa natural”, finalizou Amanda.

Ciranda de Morais, fundadora da She’sTech, mediando o SEED Experience “Elas à Frente”

SEED Experience

Com intuito de inspirar empreendedores e comunidade, foi criado o SEED Experience. O evento abre as portas do SEED para sociedade, levando conteúdo e interação com o ecossistema de Minas Gerais. Um dos objetivos é impactar o público por meio de eventos descontraídos e educativos e alcançar, uma média de 1.000 pessoas no Estado, gerando mais de dez horas de conhecimento reaplicáveis.