SEED Experience tem bate papo sobre investimentos e equity crowdfunding

SEED Experience tem bate papo sobre investimentos e equity crowdfunding

A terceira edição do SEED Experience, que aconteceu na noite desta terça-feira (10), foi um pouco diferente. Com um bate-papo no coworking do SEED MG, os participantes puderam realmente experienciar o funcionamento um dos maiores programas públicos de aceleração de startups da América Latina. ­

Depois de aprender a tirar a ideia do papel, o público desta edição veio conversar sobre os dilemas do empreendedor ao buscar investimentos. Qual o momento certo para procurar investidores? E diluir a participação em troca de ações? Devo ter um sócio investidor? Para responder essas e outras questões, o coordenador do Hub Minas Digital, Rodolfo Zhouri mediou a conversa com os empreendedores Brian Begnoche, sócio fundador da EqSeed, e Wilson Campanholi Jr, cofundador da startup Cotexo.

A EqSeed é a principal plataforma de investimento direto em startups e empresas em expansão no Brasil. Brian explicou como funciona a captação de recursos de investidores, que realiza uma operação conhecida como equity crowdfunding, reconhecida e aprovada no país pela Comissão de Valores Mobiliários através da Instrução CVM 588. De acordo com o economista americano, o critério de seleção para a EqSeed é alto. As startups passam por várias etapas e um processo grande de análise, para selecionarem as melhores oportunidades para os investidores.

De mais de mil startups analisadas em dois anos de plataforma, somente 11 foram aprovadas e receberam investimentos até agora. Três delas foram aceleradas pelo SEED MG na 3ª e 4ª rodada. A Me Passa Aí, site que reúne videoaulas que capacitam universitários a alcançar bom desempenho nas provas, captou R$250 mil no final de 2016. A Contraktor, startup de lawtech que busca agilizar a gestão de contratos, tornando-os digitais, captou R$ 450 mil em julho deste ano. E a Cotexo, marketplace de compra e venda de autopeças, realizou a última e maior captação da EqSeed. Através da plataforma, a startup captou R$ 600 mil na última terça, dia 10 de outubro.

Ter um modelo de negócios escalável, com capacidade de crescer rápido e se tornar uma empresa de grande porte de cinco a dez anos, são os principais requisitos para a seleção. De acordo com Brian, o trabalho realizado em Belo Horizonte, com o San Pedro Valley e aceleradoras como o SEED MG, torna propício o ambiente de inovação e a escolha de startups participantes do programa. “Participar do SEED faz com que a startup adquira conhecimentos para saber fazer ajustes e pivotar seu negócio quando necessário. Saber como o empreendedor lidou com todo o processo, inclusive falhas, é muito importante”, afirma.

Para desenvolver essas boas práticas, Wilson, empreendedor participante da 3ª rodada, contou para os participantes um pouco sobre sua jornada. “É preciso, primeiro, focar em algum produto que seja relevante para o mercado e depois pensar em procurar investimentos. Começamos pelo mercado automotivo, mas queremos crescer por verticais, construção, peças de avião, dentre outros”, garantiu o cofundador da Cotexo.

De acordo com Wilson, a entrada na EqSeed foi muito importante, mas é preciso que as startups se planejem a longo tempo. “Para conseguir isso, o ideal é fazer uma apresentação com projeção de faturamento e tese de crescimento para apresentar para os investidores”, indica. E Brian complementa “para escalar a startup precisa passar por várias rodadas de investimento. Fazer um planejamento de anos e rodadas, para ter uma ideia do valor que sua empresa terá daqui 6 ou 8 anos, é uma boa forma para saber qual o equity necessário para atingir esses resultados”.

Rodolfo, que trabalha no mercado há 10 anos e também é investidor, ressalta que o investimento em startups possui alto risco e que o modelo tradicional é muito diferente do praticado pela EqSeed, que tem maior segurança e é menos burocrático. Por isso, o diretor do Hub Minas Digital dá duas dicas para quem está começando: “o melhor investidor que você pode ter no início é um cliente” e “capte dinheiro quando você menos precisa, pois fará decisões mais acertadas”, conclui.

Rodolfo Zhouri, Wilson Campanholi Jr e Brian Begnoche conversam com os participantes no coworking do SEED

 

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Demoday 100 Open Startups conecta empreendedores em Belo Horizonte

Demoday 100 Open Startups conecta empreendedores em Belo Horizonte

Startups, empresários e investidores ligados ao empreendedorismo e inovação tiveram a oportunidade de se conectarem durante o Demoday 100 Open Startups Belo Horizonte. O evento, que ocorreu na tarde desta quinta-feira (03), no Espaço CentoEQuatro, no centro da capital mineira, é uma prévia do que vai acontecer nos dias 31 de outubro a 5 de novembro na FINIT (Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia), promovida pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SEDECTES).

As 18 startups mineiras mais bem ranqueadas no 100 Open Startups 2017 apresentaram seus pitches e foram avaliadas por investidores renomados do ecossistema de empreendedorismo. “Nosso objetivo é conectar mais startups, grandes empresas e avaliadores ao programa, ressaltando que o Estado de Minas Gerais é um dos que mais têm startups participantes”, garante Bruno Rondani, fundador e CEO do programa 100 Open Startups.

Belo Horizonte tem grande representatividade dentro do movimento 100 Open Startups. Além de ser a segunda capital da inovação no país, possui 177 startups participantes, 41 grandes empresas, 254 avaliadores, 1.224 avaliações realizadas e possui 23 startups que entraram para o ranking das mais inovadoras de 2017.  Diante deste cenário, estar entre as top 100 do programa significa ter mais chances de crescimento e desenvolvimento, uma vez que o movimento permite o relacionamento com agentes-chave, como grandes empresas, investidores e aceleradoras que procuram soluções nas empresas iniciantes.

Para o superintendente de Inovação Tecnológica, Roberto Rosenbaum, Minas Gerais tem um dos melhores cenários para se investir.  “A SEDECTES conseguiu fazer Minas ser referência em tecnologia, canalizando nas áreas de inovação. Além de investir em empreendedorismo, hoje temos os centros de pesquisas que atraem cada vez mais mão de obra qualificada”, afirmou o superintendente da SEDECTES. Ele também aproveitou para convidar todos a participarem da FINIT, evento que apresentará os resultados dos investimentos do Governo de Minas na área de empreendedorismo.

Instrutor de discurso da Apple ensina empreendedores do SEED a fazerem um pitch perfeito

Instrutor de discurso da Apple ensina empreendedores do SEED a fazerem um pitch perfeito

O SEED recebeu, na tarde desta quinta-feira (03), o instrutor de discurso da Apple, Buddy Burke. Durante duas horas, os empreendedores acelerados tiveram a oportunidade de aprender como falar em público de forma clara, com o objetivo de atrair investidores. Após participarem de palestras e dinâmicas, os empreendedores do SEED tiveram seus pitches avaliados pelos convidados.

“A música é o silêncio entre as notas musicais”, disse Buddy Burke, parafraseando o compositor francês, Claude-Achille Debussy. Burke, que é especialista em ajudar cientistas e empresários a criarem pitches para investidores, garante que para um empreendedor atrair a atenção de seu público é necessário usar a entonação e a pausa corretamente, frisando a importância de uma boa oratória.

Nos dias que ficou em Belo Horizonte, Burke percebeu que os empreendedores brasileiros são os que mais compartilham conhecimento no planeta. “Não sei se é apenas uma virtude dos empreendedores belo-horizontinos ou se é dos brasileiros em geral, mas estou admirado como pessoas de sucesso contam suas virtudes. Vocês não são egoístas e acredito este ser o caminho para o sucesso”, afirma.

Durante a conversa com o instrutor, a maior dúvida dos empreendedores do SEED foi sobre qual a forma de fazer o melhor pitch. De acordo com Burke, isso não existe, uma melhor maneira ou fórmula pronta. Primeiro é preciso entender com quem você está falando, porque a apresentação muda de acordo com o público. Uma coisa que faz sentido para um investidor, pode não ser tão relevante para um cliente, por exemplo. Então, o discurso precisa fazer sentido para quem está escutando naquele momento.

Segundo Burke, o início do pitch é muito importante, pois é nele que você prende a atenção do seu público. Por isso, duas formas efetivas são: começar com uma pergunta ou colocar uma questão intrigante. Ele também falou que memorizar a apresentação nem sempre é a melhor estratégia. “É melhor dividir o pitch em tópicos, praticando o tom, ritmo e pausa entre as falas. Isso é o que bons discursadores dominam. É só ver o TED ou comediantes, por exemplo”, explica o especialista.

Storytelling também é uma forma efetiva para apresentar um bom pitch. De acordo com Burke, contar histórias é um hábito humano e todos gostam de ouvir uma quando bem contada, principalmente quando ela é pessoal, pois gera identificação. Isso também é possível fazer com empresas B2B, mas lembrando sempre de ir ao ponto, o diferencial da sua startup.

Ele ainda ressaltou que slides são importantes, mas devem ser apenas suporte para a fala, sendo claros, concisos, contendo o essencial – ideia, finanças e time. Por fim, o especialista garantiu que o pitch fica melhor a cada repetição. Então é preciso praticar, praticar e praticar sempre que possível, sem medo. Dessa forma, Burke garante uma apresentação segura que vai conquistar a atenção do público.

João Gustavo Claudino, CEO da Load Control, apresentando seu pitch

 

Não participou desta oportunidade e quer montar um pitch que faça com que todos tenham interesse em escutar? Veja algumas dicas do especialista Buddy Burke:

  • Antes de apresentar, boceje para abrir a garganta
  • Comece com uma declaração provocativa ou uma pergunta para abrir seu pitch
  • Conte o que você fará por quem está te ouvindo?
  • Entenda uma coisa: eles não se importam com você ou com quem você é, mas sim com seu produto ou serviço
  • Sempre que possível, coloque o público em uma história,
  • Pratique no chuveiro, pratique no seu carro, pratique onde você puder
  • Números: não basta deixá-los soltos, eles precisam fazer sentido
  • Nunca leia os slides, eles devem ser poucos e apenas complementar sua conversa
  • Sorria e sorria novamente
  • Mantenha o público com você: você está compartilhando algo que eles precisam saber
  • Use o ritmo para manter seu pitch interessante e compreensível
  • Faça pausas com frequência e você se destacará
  • Divirta-se e deixe-os com algo para pensar
  • Termine fortemente!
Startup brasileira focada em pilotos de avião lança nova aplicação no mercado

Startup brasileira focada em pilotos de avião lança nova aplicação no mercado

Por: NexAtlas

A ferramenta, que em seu protótipo já havia conquistado mais de 35 mil pilotos, acaba de ser lançada oficialmente em uma versão totalmente remodelada.

Pilotos de avião e helicóptero agora podem utilizar a nova aplicação web da startup NexAtlas para escolher a melhor rota aérea a ser percorrida em voo. O foco da ferramenta são os pilotos da aviação particular e executiva, cerca de 80% da indústria aeronáutica, que, diferente das linhas aéreas, possuem recursos limitados e são responsáveis por gerenciar toda a operação de voo por conta própria.

Idealizada por Vinícius dos Anjos, piloto e agora diretor da empresa, a ferramenta lançada auxilia na visualização de mapas aeronáuticos, traço da rota, cálculo do tempo de voo e combustível necessário, verificação de informações meteorológicas e dos aeroportos, além de prover navegação aérea por GPS.

O protótipo já havia sido tão bem recebido pela comunidade aeronáutica que registrou o cadastro de pouco mais de 50% do total de pilotos no país sem qualquer investimento em marketing. Decidimos fazer do projeto uma empresa e, para isso, era necessário buscar meios para nos capacitar e dedicar em tempo integral ao aprimoramento
constante da aplicação. Assim nasceu a NexAtlas, comenta Vinícius.

Para investir na ideia e aprimorar o protótipo construído, o piloto criou uma campanha de financiamento coletivo no início de 2016, arrecadando 94 mil reais através da contribuição de centenas de pilotos que acreditam na ideia. A campanha representou um marco na trajetória da startup e permitiu a criação de um time de profissionais que hoje conta também com uma especialista em marketing digital, um designer gráfico e dois programadores.

A equipe foi acelerada na 3ª rodada do SEED, iniciativa do Governo de Minas Gerais, e foi reconhecida na metade do programa como a “startup de melhor desempenho”, o que lhes rendeu um curso de empreendedorismo na Universidade de Stanford. No começo de 2017 foram selecionados para o Start-Up Chile e se mudaram para Santiago, onde têm se dedicado a estudar e refinar o modelo de negócios da empresa. Ao todo, foram levantados cerca de 274 mil reais em investimentos equity-free, além dos recursos próprios já investidos.

Esse período foi importante para que a startup pudesse trabalhar no aprimoramento da aplicação usando um sistema de construção colaborativa com sua comunidade de usuários. Foram meses colhendo feedbacks, ouvindo sugestões, consertando erros e remodelando o que seria posteriormente lançado como um produto oficial da NexAtlas.

“Estamos empenhados em trazer para o Brasil e tornar acessível as tecnologias mais avançadas que estão sendo desenvolvidas pelo mundo. Funcionamos de forma tão intuitiva e prática quanto um Google Maps para aviação e queremos garantir que nossos colegas pilotos utilizem sempre as informações aeronáuticas mais recentes para tornar seus voos ainda mais seguros”, afirma Vinicius. 

Ficou curioso para conhecer a aplicação? Seja um dos primeiros a acessar NexAtlas clicando aqui!

SEED conecta empreendedores com ecossistema

SEED conecta empreendedores com ecossistema

Conectar os seeders com parceiros e incentivar o desenvolvimento do nosso ecossistema são alguns papeis do SEED. E o coworking é uma das ferramentas para essas interações. Na tarde desta segunda-feira (24), recebemos o co-fundador e CTO da Take.net, Sergio Cruz. Um encontro que era para alinhar um evento que acontece com o apoio do SEED na próxima semana virou uma conversa entre o empresário e a startup Bunee.io, que resultou em oportunidade para parceria.

De acordo com Sérgio Cruz, a Take, com mais de 18 anos no mercado, deparou-se com o desafio de contratar profissionais especializados para preencher as vagas em aberto da empresa. “A dificuldade de encontrar estes profissionais fez percebermos que a forma tradicional de contratação não está funcionando muito bem. Estamos em busca dos melhores profissionais e procuramos formas inovadoras para fazer isto”, afirma.

Ao propor inovação para este tipo de recrutamento, o SEED facilitou a conversa com a Bunee.io. Acelerada pelo SEED nesta 4ª rodada, a startup compila informações sobre programadores com algoritmo inteligente, permitindo o recrutamento de forma ativa dos melhores talentos. Ao apresentar a startup, o CEO da Bunne.io, Bernard De Luna, já fechou a próxima conversa com a Take. “Encontrar um cliente em menos de um mês de participação no SEED é mais do que a gente esperava do programa. Por não ser de Minas Gerais, buscamos nossa validação no estado e o SEED tem um importante papel para esta conquista”, avalia.