Demo Day do SEED apresenta as startups que mais se destacaram no programa

O momento mais esperado para as startups participantes do Seed, programa de aceleração do Governo de Minas Gerais, aconteceu na noite dessa quarta-feira, 6 de dezembro. Cinco empresas participantes da 4ª rodada, que se destacaram durante os seis meses de aceleração, se apresentaram no Demo Day SEED para um público composto por investidores, empresários, empreendedores e interessados.

Com direito a transmissão ao vivo, o evento marcou o encerramento da 4ª rodada de aceleração. Além dos pitches de cinco minutos apresentados pelas startups, o Demo Day homenageou pessoas que contribuíram para o fortalecimento do ecossistema mineiro de inovação. As startups destaque que subiram ao palco e detalharam seus modelos de negócios foram a Melhor Plano, Seja Direto, My Personal Stylist, Saipos e MedLogic.

O subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Dias, ressaltou a importância de investir em empreendedorismo e inovação. “A gente sabe que o Governo está tendo dificuldade de investimento, mas estamos lutando para manter a cena do empreendedorismo e inovação no estado cada vez mais forte. Se a gente não acreditar na inovação, o que vai ser do nosso estado? Para sair desse momento de adversidade precisamos acreditar nesses empreendedores que estão aqui. A gente precisa mudar a base econômica do nosso estado, não dá mais para depender de commodity”, disse.

4ª rodada do SEED

Foram 40 startups selecionadas, 101 empreendedores participantes de 10 nacionalidades diferentes. Cada startup recebeu um investimento de R$ 80 mil e, em contrapartida, os empreendedores realizaram um trabalho de difusão em Minas, levando a mentalidade empreendedora e inovadora a todo o estado. Esta rodada conquistou, ainda, um somatório de investimentos nas startups no valor de R$ 7,5 milhões.

Conheça as startups destaque:

Melhor Plano

O Melhor Plano é um sistema que faz a comparação de planos de celular, banda larga, TV e fixo para os usuários, ajudando a reduzir o processo de busca e a economizar na hora da compra.

► Seja Direto

O Seja Direto é um sistema multicanal de gestão de vendas complexas que une mundo virtual e real por meio da integração e automatização inteligente do processo de vendas, do anúncio ao atendimento na loja.

MYPS – My Personal Stylist

A My Personal Stylist é uma plataforma de consultoria de imagem e estilo on-line. A usuária responde a um teste de estilo gratuito e recebe indicações personalizadas de conteúdos e peças para compra.

Saipos

O Saipos consiste em um sistema para o varejo que utiliza inteligência artificial e computação cognitiva para reduzir o tempo do gestor em atividades burocráticas. Ele interpreta informações financeiras, gerando dados entregues através de linguagem natural.

MedLogic

A Medlogic é um sistema que propõe um plano de cuidados individualizado em perfeita adequação à vulnerabilidade de idosos, reduzindo custos e melhorando a qualidade de vida do paciente e dos familiares.

Assista à transmissão do Demo Day SEED 2017:

Demo Day do SEED apresenta resultados da 4ª rodada à população

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, realiza, na próxima quarta-feira (06/12), o Demo Day SEED – o evento mais aguardado de um dos maiores programas de aceleração de startups da América Latina. A partir das 19 horas, o espaço Sua Sala, no Ponteio Lar Shopping, receberá grandes empresas, convidados e parceiros do ecossistema para conhecerem alguns dos impactos desta última edição que, antes mesmo de acabar, já aponta recordes em seus números.

Cinco das 40 startups participantes subirão ao palco para apresentarem seus negócios: Melhor Plano, Seja Direto, MYPS, Saipos e MedLogic. Os convidados, além dos pitches, assistirão às palestras “Como as Grandes Empresas podem Interagir com Startups”, de Paulo Matos, gerente de Desenvolvimento Humano e Organizacional na Isvor; “O Futuro do Trabalho”, por Grazi Mendes Rangel, People Partner na Thoughtworks; e “Conexão Grandes Empresas e Startups”, com Paulo Costa, responsável pelos programas de Open Innovation da Accenture Brasil na América Latina.

Durante os seis meses de permanência no SEED, as startups buscaram fortalecer, promover e acelerar suas ideias no estado de Minas Gerais. Instalados em um coworking inspirador, os empreendedores receberam um incentivo financeiro de até R$ 80 mil de capital livre de participação no negócio, ganharam a oportunidade de se conectarem ao ecossistema global e receberam mentorias personalizadas.

A única contrapartida que o Estado exige dos participantes é a atividade de difusão – um conjunto de ações que busca disseminar a cultura empreendedora aos mineiros. Ao todo, foram mais de mil horas de difusão realizadas, por meio de 520 atividades. Até o último fechamento, 31.750 pessoas foram impactadas por essas ações em 16 dos 17 territórios regionais. Entre as cidades impactadas estão Patos de Minas, Diamantina, Governador Valadares, Ipatinga, Coronel Fabriciano, Viçosa, Jacuí, Formiga, Itaúna, Divinópolis, Santa Rita do Sapucaí, Juiz de Fora, Luz, Teófilo Otoni, Uberaba, Uberlândia, São João del-Rei, Porteirinha, Sete Lagoas e Ouro Preto.

Contudo, não é só através de difusão que o SEED fomenta o empreendedorismo. O coworking do programa é uma das ferramentas do Governo de Minas Gerais para aguçar o desejo da população mineira em investir no seu próprio negócio. Até o momento, 8.910 pessoas visitaram o SEED no ano de 2017; no total, foram mais de 80 horas de visitas e mais de 40 horas de mentorias dos empreendedores para os visitantes do espaço.

Além disso, neste ano, o SEED trabalhou cinco dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável definidos pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, a serem implementados por todos os países do mundo até 2030. Os empreendedores realizaram 20 atividades na ODS 05, que tem por objetivo alcançar à igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas; 176 atividades na ODS 08: promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos; 267 atividades na ODS 9: construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação; e 57 atividades na ODS 10: reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles.

Serviço

Local: Sua Sala Eventos – Ponteio Lar Shopping, Belo Horizonte – MG

Data: 06 de dezembro de 2017

Horário: 19h

Inscreva-se aqui.

Demoday 100 Open Startups conecta empreendedores em Belo Horizonte

Startups, empresários e investidores ligados ao empreendedorismo e inovação tiveram a oportunidade de se conectarem durante o Demoday 100 Open Startups Belo Horizonte. O evento, que ocorreu na tarde desta quinta-feira (03), no Espaço CentoEQuatro, no centro da capital mineira, é uma prévia do que vai acontecer nos dias 31 de outubro a 5 de novembro na FINIT (Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia), promovida pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SEDECTES).

As 18 startups mineiras mais bem ranqueadas no 100 Open Startups 2017 apresentaram seus pitches e foram avaliadas por investidores renomados do ecossistema de empreendedorismo. “Nosso objetivo é conectar mais startups, grandes empresas e avaliadores ao programa, ressaltando que o Estado de Minas Gerais é um dos que mais têm startups participantes”, garante Bruno Rondani, fundador e CEO do programa 100 Open Startups.

Belo Horizonte tem grande representatividade dentro do movimento 100 Open Startups. Além de ser a segunda capital da inovação no país, possui 177 startups participantes, 41 grandes empresas, 254 avaliadores, 1.224 avaliações realizadas e possui 23 startups que entraram para o ranking das mais inovadoras de 2017.  Diante deste cenário, estar entre as top 100 do programa significa ter mais chances de crescimento e desenvolvimento, uma vez que o movimento permite o relacionamento com agentes-chave, como grandes empresas, investidores e aceleradoras que procuram soluções nas empresas iniciantes.

Para o superintendente de Inovação Tecnológica, Roberto Rosenbaum, Minas Gerais tem um dos melhores cenários para se investir.  “A SEDECTES conseguiu fazer Minas ser referência em tecnologia, canalizando nas áreas de inovação. Além de investir em empreendedorismo, hoje temos os centros de pesquisas que atraem cada vez mais mão de obra qualificada”, afirmou o superintendente da SEDECTES. Ele também aproveitou para convidar todos a participarem da FINIT, evento que apresentará os resultados dos investimentos do Governo de Minas na área de empreendedorismo.

Plataforma de gestão de eventos científicos recebe investimento de R$500 mil

A startup Even3 recebeu um aporte de R$500 mil em seed-money. A plataforma é voltada para acadêmicos, cientistas e especialistas, oferecendo soluções para a organização de eventos, como congressos, simpósios e seminários. A startups também permite automatizar o processo de publicações científicas destes eventos. Com dois anos de existência, a Even3 já possui mais de 500 mil usuários, através de aproximadamente 2400 eventos realizados e mais de 60 mil artigos científicos registrados.

A startup foi acelerada pela 3ª rodada do SEED, em 2016, permitindo o aumento do número de colaboradores da equipe e alçando a empresa a novos patamares para acessar parceiros e investidores institucionais. Durante o programa a Even3 participou do Demo Day, dentro da Finit, como uma das 8 startups selecionadas pelo programa. Ao final do processo de aceleração, a startup foi um dos destaques, recebendo como premiação a ida ao evento SXSW (South by Southwest) em 2017.

A participação no SXSW permitiu pela primeira vez que a startup pudesse ter uma visão de mercado global, através da conversa com investidores e parceiros estrangeiros. Tudo isto permitiu que fosse realizado um plano de expansão e investimento estruturado o que culminou em bastante crescimento e nesta nova fase de captação.

“O ingresso do novo investimento foi realizado por um investidor serial, e isto é bastante significativo por considerarmos que além de mostrar que estamos no caminho certo, é um smart-money. A Even3 buscou, além do capital em si, reforçar sua estrutura societária, assim foi muito sinérgico a vinda de um investidor que irá contribuir para o negócio como um todo”, diz Leandro Reinaux, um dos fundadores da empresa.

Com o investimento será possível alçar voos mais altos para 2018, com vários desafios, desde a previsão de dobrar a equipe quanto ao processo de internacionalização. A meta é triplicar o faturamento e se estabelecer como principal player no mercado de eventos acadêmico e científico, e serviços de publicação.

Confira aqui outras notícias sobre as startups aceleradas pelo SEED.

Empreendedora mineira representa o Brasil no Global Entrepreneurship Summit

Roberta Vasconcellos, 29, é natural de Belo Horizonte e atua no cenário empreendedor há mais de oito anos. Na trajetória profissional, ela foi escolhida pela Forbes Brasil em sua lista de “30 abaixo de 30” (2015) e foi finalista do Prêmio CLAUDIA em 2014. Atualmente é CEO e cofundadora da startup BeerOrCoffee, que foi acelerada pela 3ª rodada do SEED, além de fazer parte do Global Shapers, iniciativa de jovens líderes do Fórum Econômico Mundial. A contribuição com o cenário empreendedor, assim como a representatividade das mulheres empreendedoras, fez com que Roberta recebesse esse prestigioso convite dos governos estadunidense e indiano.

Neste ano, o Global Entrepreneurship Summit (GES) acontece de 28 a 30 de novembro em Hyderabad, na Índia e dá destaque ao tema Mulheres Primeiro, Prosperidade para Todos”. O foco é dar suporte à mulheres empreendedoras e promover crescimento econômico global. Mais de 1.500 participantes de 1.240 países diferentes participarão da oitava edição do evento que concentra os maiores nomes de empreendedorismo, criatividade e inovação do planeta.

O encontro concentrará uma variedade de palestras, aulas mestras,  workshops, competições de pitch, sessões de networking entre outras atividades. Todas foram criadas para desenvolver as habilidades e relacionamentos que ajudarão os participantes no crescimento de seus negócios e iniciativas. Estarão presentes empresas e representantes de indústrias de alto crescimento como Energia e Infraestrutura; Saúde e Ciências da Vida; Tecnologia Financeira e Mídia e Entretenimento.

Como forte frequentadora de eventos de networking,  Roberta diz que, por se tratar de um encontro global tem altas expectativas: “São muitas possibilidades de troca com culturas diferentes! A proposta dos temas me interessa muito e mostra como podemos unir forças para atuar nas frentes em que buscamos trazer impacto e desenvolvimento econômico.”

A responsabilidade de representar o Brasil é grande e, como mulher, Roberta diz se sentir honrada. “Não sou apenas a Roberta do BeerOrCoffee, mas também as mulheres de negócio do Brasil, por isso tenho conversado com outras pessoas  para trazer temáticas relevantes às discussões por lá.” Além disso, a gestora se diz dedicada a trazer oportunidades relevantes ao Brasil.

O GES tem o objetivo de nutrir empreendedorismo e inovação. Este ano, o evento acontece estimulado pelo favorável ecossistema econômico e gerencial da Índia, assim como um investimento do governo americano.

BeerOrCoffee

O BeerOrCoffee, startup fundada em Belo Horizonte pelos irmãos Roberta e Pedro Vasconcellos e Eric Santos, em sua curta existência já representou a América Latina no Google Demo Day – Women’s Edition 2016 na sede do Google em Mountain View, foi destaque do SEED, uma das maiores aceleradoras de startups da América Latina, primeiro lugar no The Startup Games (UKTI), além de ter sido eleita um dos melhores apps de 2016 pelo #PrêmioDigital. Sua missão: incentivar as pessoas a viverem uma nova forma de trabalho, mais colaborativa e divertida.

A plataforma dá acesso a mais de 300 espaços compartilhados de trabalho ou coworkings em todo o país, assim como permite o contato com uma comunidade global que se conecta para um café ou cerveja, para trocar conhecimento e gerar negócios entre si. “A nossa intenção é não somente a de conectar pessoas a pessoas, mas pessoas aos melhores espaços colaborativos de trabalho. Para trabalharem, aprenderem e se conectarem.”, diz Roberta Vasconcellos, CEO do BeerOrCoffee.

Atualmente, o BeerOrCoffee conta com uma base de mais de 60 mil usuários, está disponível para web, iOS e Android e ajuda desde profissionais autônomos, empreendedores, à grandes empresas, com as melhores soluções para um ambiente de trabalho mais produtivo.

Confira aqui mais notícias sobre startups do SEED.

#PerfilEmpreendedor – Pedro Vasconcelos: “Nunca comece a desenvolver um produto antes de vender”

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Por Renato Carvalho/SIMI 

Nesta semana, o #PerfilEmpreendedor realizado pelo SIMI e pelo Seed traz um participante da 3ª rodada do programa de aceleração: Pedro Vasconcelos, 27 anos, cofundador e diretor de operações da BeerOrCoffee. À frente da startup, ao lado de sua irmã, Roberta Vasconcelos, o empreendedor revela o momento e os motivos que levaram a empresa a pivotar.

O empreendedorismo vem de família e, desde pequeno, o engenheiro civil foi incentivado pelo pai a ter seu próprio negócio. Por isso, Pedro avalia a importância do apoio familiar. Além disso, ele acredita que o ecossistema mineiro de inovação está crescendo exponencialmente.

A BeerOrCoffe, hoje, é uma plataforma que dá acesso a vários coworkings, conectando pessoas com espaços de trabalho e também a outras pessoas. Confira a entrevista na íntegra:

SIMI: A BeerOrCoffee participou da 3ª Rodada do Seed. Em que o programa agregou à startup?
Pedro: A gente já havia participado de outros programas de aceleração, mas o Seed foi um marco enorme para a BeerOrCoffee, porque tínhamos um outro modelo de negócio. Foi um momento em que a startup pivotou para o modelo atual: um marketplace de coworkings. Então, foi essencial para nos fazer mudar e crescer. Fomos os campeões da 3ª rodada e, por causa do programa, não só encontramos um modelo sustentável e replicável, como crescemos e estamos no patamar em que nos encontramos hoje: temos 65% do mercado do Brasil.

SIMI: Quando você teve o primeiro contato com o empreendedorismo em sua vida?
Pedro: Eu venho de uma família empreendedora. Meu pai tem oito empresas na família e meu avô sempre foi empreendedor. Eu sou sócio da minha irmã e, desde casa, no nossos almoços e jantares, conversávamos sobre negócios. Desde pequenos vendíamos chocolates na escola. Minha irmã vendeu cachorro-quente enquanto estudou no exterior. Mais tarde, em 2008,  já em Belo Horizonte, minha irmã trabalhava na SambaTech, uma startup aqui de Belo Horizonte. Foi quando eu tive o primeiro contato com empreendedorismo em tecnologias e startups. No começo de 2012, nós resolvemos empreender. Tentamos uma vez, duas e na terceira vez, em 2015, começamos o BeerOrCoffee. Um pouco antes, em 2013, a gente começou o Tisdo, que era outra startup, que teve um certo sucesso. O aplicativo foi escolhido como o melhor da AppleStore, faturamos mais de R$ 1,5 milhão com vários clientes como Ambev e Três corações, mas o modelo não era replicável. Não tínhamos uma startup. Tínhamos uma agência de marketing, de desenvolvimento de software.

SIMI: E aí vocês partiram para a BeerOrCoffee…
Pedro: Em outubro de 2015, a gente iniciou a BeerOrCoffee e participamos de um programa de aceleração no Startup Chile. Em 2016, levantamos investimento anjo, participamos do Seed, ganhamos alguns prêmios, como o Google Demoday, o Startup Games, e então conseguimos esse novo modelo e escalamos. Hoje somos uma equipe de 15 pessoas. Crescemos não apenas em equipe, mas em faturamento. Estamos muito felizes com os resultados.

SIMI: Você veio de uma família empreendedora. Crescer com esse mindset empreendedor fez a diferença?
Pedro: Meu pai, principalmente, é uma figura dentro da nossa família que nos incentiva, desde cedo, a ter o nosso próprio negócio. E por mais que ele tenha o próprio negócio, a gente resolveu seguir o nosso caminho. A gente buscou uma forma de impactar muitas pessoas ao redor do mundo e isso é algo que nos incentivou bastante. Eu cheguei a trabalhar com outras pessoas, na área de turismo, de construção civil, mas ele sempre perguntava o que eu iria criar: “E aí, se você fosse fazer isso na sua área profissional, o que você faria?”, ele dizia. Ele é um exemplo dentro de casa. Tivemos esse privilégio de ver ele fazendo e nos inspirar nele, e no resto da família, para fazer igual.

SIMI: Houve dificuldades na construção do negócio, mesmo com o apoio em casa?
Pedro: 
Com certeza. O que a gente mais fez foi falhar. Estamos desde 2011 e só estamos tendo sucesso há um ano e meio, quando saímos do Seed, no começo de 2017. Em todos os outros anos estávamos errando.

SIMI: E o que você destaca de positivo durante o processo?
Pedro: Há três pontos que eu tenho que destacar. Primeiro são as pessoas que encontramos no caminho. A importância de mentores, de empreendedores e até mesmo professores, que vão te ajudar no caminho a não bater a cabeça naquilo que eles já bateram ou fazer com que você enxergue com mais clareza o seu caminho. Hoje temos um networking muito forte e as pessoas que estão ao nosso redor nos ajudam em nosso dia a dia. O segundo ponto  é fazer algo que você ama. O problema que resolvemos hoje, que é mudar a forma como as pessoas trabalham, é algo que me move. Eu tenho um computador na minha mochila e eu posso trabalhar de onde eu estiver. Se estou aqui, se estou em Bali, na Austrália, na Alemanha. Meu sócio mora em Lisboa, minha irmã fica em São Paulo, por questões pessoais. E há um alinhamento do pessoal com o profissional. Se você gosta e ama o que você faz é fácil pular essas barreiras e desafios que estão aí pela frente. O terceiro ponto é não desistir. É ter resiliência. Falhas vão acontecer. Você tem que ser uma pessoa que aprende rápido, através das conexões e da paixão que você tem. Por mais que haja obstáculos no caminho, se você ama o que você está fazendo, e se você tem pessoas boas ao seu lado, você vai conseguir ter sucesso.

SIMI: Qual erro você cometeu e que se você pudesse aconselhar alguém você diria “não faça”?
Pedro: Principalmente na área de tecnologia e startups, o erro é fazer um produto mais complexo possível, mais perfeito possível, antes de você validar sua venda. Vou dar um exemplo. Tínhamos uma base de 30 mil pessoas usando a plataforma e resolvemos lançar a parte de reserva de espaços de coworking. Para funcionar, precisávamos de ter um meio de pagamentos, acesso ao calendário, um controle para fazer as reservas e a página para o cliente acessar. Há vários pontos no produto que você tem que desenvolver, mas resolvemos não fazer nada disso. Decidimos lançar o mínimo possível, o MVP, e em um final de semana fizemos uma página com formulário. Se as pessoas estivessem preenchendo esse formulário, significa que elas queriam reserva. Dessa forma, a gente recebia um e-mail. A partir daí, fazíamos a cobrança, enviávamos a reserva para o coworking e operava tudo isso na mão. O maior erro que fizemos em outras startups foi passar vários meses desenvolvendo um produto maravilhoso, conforme nossa cabeça, e depois, quando lançado no mercado, ver que estava errado. Perdemos tempo e tivemos que mudar tudo. Nunca comece a desenvolver um produto antes de você vender. Venda primeiro, feche com o cliente, seja B2B, ou uma validação no B2C. A partir daí, quando você perceber que não está tendo mais tempo está na hora de desenvolver o produto. Eu aprendi, seja qualquer feature, um produto ou um processo novo que a gente cria na empresa,  sempre fazemos lean, simples e rápido.

SIMI: Vocês entraram no Seed como um aplicativo de conexões. Qual foi o clique para pivotar, como foi esse momento de mudança?
Pedro: Foram dois marcos importantes. O nosso agente de aceleração no Seed, o Daniel, nos fez ver qual eram as áreas que estávamos atacando. Ele nos ajudou a abrir a cabeça. Por mais que fôssemos um aplicativo de conexões, ele era mais usado em coworkings. A gente estava fechando bares e cafés enquanto as pessoas estavam se encontrando em coworkings. O nosso acelerador nos fez ver que tínhamos um erro, mas que tinha solução. Depois fomos para o Google Demoday, também por causa do Seed. Os experts do Google olharam nossas métricas e começaram a buscar modelos que poderíamos atingir. Já havíamos trabalhado em coworking. Ficamos seis meses no Seed, trabalhamos seis meses em Santiago e aprendemos a importância de estar em espaços como esses para conexões. Buscamos um modelo que já funcionava em outro mercado e trouxemos para cá.

SIMI: Como está a BeerOrCoffee hoje?
Pedro: Estamos em mais de 100 cidades, em mais de 500 espaços de coworking. Temos grandes clientes, como Banco Inter, GymPass etc. A gente tem mais de 80 mil usuários. Já representamos 65% do mercado de coworking do Brasil. Dominamos o mercado brasileiro e estamos expandindo internacionalmente para Lisboa. Passamos do break-even, já passamos da parte que se sustenta, estamos tendo um crescimento muito forte. Só nos últimos meses a gente cresceu 40% mês a mês e a vamos levantar, no meio do ano, R$ 5 milhões em uma série A.

SIMI: Você já conheceu diversos ecossistemas, já esteve em vários países. Como você avalia o ecossistema mineiro?
Pedro: Acho que o ecossistema mineiro está melhorando exponencialmente em termos de maturidade, como uma startup. Desde que entrei no Seed, há quase dois anos, era outro mercado, outro ecossistema. Acho que o que faz o nosso ecossistema forte é que temos o poder público, o poder privado, o poder acadêmico, as startups e a inovação todos juntos. Isso é muito forte. No Vale do Silício há a Stanford, as universidades em volta, o poder público é muito forte lá, e tem também o privado, que fez com que a região crescesse. O nosso mindset aqui é sempre de colaboração. Se alguém precisar de ajuda, outras startups vão ajudar sem esperar nada em troca. Essa troca faz com que o ecossistema cresça. O acesso a recursos no Vale do Silício é muito fácil, porque é a Meca da tecnologia e também porque já aconteceu a maturidade do ecossistema. Isso significa que as empresas já foram vendidas, e as pessoas que ganharam dinheiro, sejam os empreendedores ou investidores, reinvestiram no ecossistema, em novas empresas. Isso fez um ciclo, que é o que ainda não aconteceu em Minas Gerais. A partir do momento que houver esses ciclos, vamos crescer muito. O primeiro ciclo que tivemos foi a venda da Akwan para o Google. Eles quiseram manter o Google aqui, ajudar a UFMG, e pensaram no payback. É o que está acontecendo com Hyperloop que está vindo aí. Fazendo isso, o ecossistema vai se oxigenando e crescendo.

SIMI: Qual dica você dá para uma pessoa que está engatinhando no empreendedorismo, mas não consegue sair da inércia?
Pedro: Acho que o principal ponto é a observação. No começo, como empreendedor, você tem que ter esse drive de empreender. Para você ter esse drive de empreender, você tem que resolver um problema. Então no primeiro momento é ficar observando seu dia a dia. Repare na sua rotina, em algo que você não está satisfeito. Foi chamar um táxi e não conseguiu? O cara foi lá e criou o EasyTaxi. Tem que ter esse mindset aberto. Abra a cabeça para ficar observando muito, até encontrar um problema na sua vida que você percebe que pode ser problema de outras pessoas. Se faz sentido resolver, se você tem paixão por isso, faz sentido você atacar esse problema. Se não tem paixão, não vai, porque lá na frente vai ter uma dificuldade e não vai dar certo. O resto do processo tem o Seed, tem a comunidade, tem vários atalhos para te ajudar. Então, o primeiro momento é ficar observando e achar algo que faça um sentido para você.

Conexão SEED e Simi: Conheça Roberto Ibarra, fundador da Expediente Azul

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Por Renato Carvalho/SIMI

O empreendedorismo faz parte da vida do simpático mexicano Roberto Ibarra, de 39 anos, natural de Guadalajara. Fundador da startup Expediente Azul, uma fintech que torna mais fácil e menos burocrático o recebimento de documentos por parte das instituições financeiras, Ibarra começou a empreender com 16 anos, em um negócio de vendas de computadores. Desde então, ele já passou por diversos programas de aceleração, incluindo duas rodadas do Seed, programa de aceleração do Governo de Minas Gerais.

Com o português afiado, Ibarra contou os desafios de sua jornada empreendedora, a diferença entre ecossistemas e destacou Belo Horizonte como uma cidade divertida e que proporciona felicidade aos empreendedores.

Confira, na íntegra, a entrevista e inspire-se!

SIMI: Você já empreende há quanto tempo?

Ibarra: Comecei meu primeiro empreendimento com 16 anos. Naquela época, se você queria comprar um computador, eu comprava as partes para você e te entregava o computador montado. Cada computador que eu vendia eu ganhava US$ 400 de lucro. Eu vendia um ou dois e estava rico na época (rs). Agora eu acho que se alguém ganha US$ 20 por computador é muito. Mas é um bom sinal. O empreendedor tem que estar sabendo que as coisas mudam, os modelos de negócio mudam e os mercados nascem e desaparecem. Então esse negócio que os pais falam para estudar, conseguir um bom emprego para empresas grandes, isso está difícil porque provavelmente nenhuma empresa vai durar toda vida. As empresas grandes a cada dia tem menos funcionários. Por isso, sempre fui empreendedor.

SIMI: Você já conhecia Belo Horizonte?

Ibarra: Antes do Seed eu nunca havia ouvido falar de Belo Horizonte. Para se ter uma ideia, todo mexicano acha que brasileiro é carioca. E quando a gente foi aceito no Seed nosso jeito de avaliar como era a cidade foi nos baseando pela Copa do Mundo. BH era uma cidade sede. “Ah, então deve ser uma cidade importante”, pensamos.

SIMI: Como você conheceu o Seed?

Ibarra: Eu estava em outro projeto antes, que era um aplicativo para fazer doações para caridade. O diferente é que a doação era cobrada em sua conta de telefone. Era muito simples doar. Eu estava morando no Chile, enquanto participava do Startup Chile, com aquele projeto, e eu não estava conseguindo resultados lá. O problema principal que a gente tinha era que quando a gente pegava o dinheiro da doação, a operadora ficava com metade. Então a doação acabava indo para a operadora e não para a fundação. No Chile eu recebi um e-mail, em um mailing, falando sobre o Seed. Então eu apliquei e a gente foi escolhido. Cheguei aqui em 2014, e no final descobrimos que as companhias são as mesmas, os donos são os mesmos, as regras são as mesas. Então a gente nunca soube se foi um erro da gente. Depois eu acabei me cansando daquele negócio, então resolvi tentar outra coisa.

SIMI: E aí surgiu a Expediente Azul. Como você pensou nesse modelo de negócio?

Ibarra: Eu estava tentando diferentes coisas. A minha primeira empresa séria foi uma empresa de desenvolvimento de software lá no México, chegamos a ter 70 funcionários. Um dia, já com 13 anos de empresa, a gente começou a perder a paixão pelo negócio. Decidimos vender e eu me separei daqueles sócios. Mais tarde, um desses sócios criou uma empresa financeira e ele começou a emprestar dinheiro da bolsa de valores do México. Depois de dois anos ele me liga e fala “Estou há dois anos dessa indústria e meu principal problema é pegar os documentos dos clientes para autorizar o empréstimo”. Conseguir esses documentos era uma dor muito grande, porque você precisa enviar de 15 a 30 documentos para os bancos e sempre falta um, algo está errado, está fora do prazo, faltam assinaturas, carimbos.

SIMI: E aí você viu a oportunidade de negócio…

Ibarra: Eu fiquei um mês dentro da empresa dele e eu comecei a ouvir as histórias. Quando eu vi esse problema eu pensei que já deveria existir alguma solução para isso. Eu sou de T.I e a solução não é algo muito complexo. Meu antigo sócio disse que já havia procurado muito e não achou nada. Então eu comecei a procurar e também não achei nada. Então comecei a achar a ideia interessante. Mas aí surgiram as perguntas que todo empreendedor faz. “Se ninguém resolveu o problema é porque não vale à pena ser resolvido?”. São bancos e bancos tem todo dinheiro para fazer qualquer solução que quisesse. Quando começamos a conversar com bancos grandes descobrirmos que todos os bancos têm sistemas para gerenciar documentos, mas o processo começa depois que o funcionário pegou os documentos certos e coloca dentro desse sistema. Ai tudo funciona perfeitamente. Mas o processo antes de o funcionário pegar esses documentos, e pegar esses documentos certos, é tudo manual. Começamos a trabalhar nesse problema e aplicamos para a 4ª rodada do Seed. Quando aplicamos só tínhamos um MVP, e meu sócio da antiga empresa financeira era meu único cliente. A gente foi aceito e aí muitas coisas começaram a mudar.

SIMI: O que você tirou de positivo do Seed nessas duas experiências?

Ibarra:  O que é muito legal aqui é que no final é uma comunidade. Então você começa a conversar com outras pessoas, que te apresentam para outras pessoas, que podem te ajudar. A 4ª rodada teve duas coisas muito legais: a primeira é o Day Out, visitas para outras empresas, que são incríveis porque você conhece a empresa e pode fazer várias perguntas. A outra coisa muito legal da 4ª rodada é que eles faziam bancas de investidores e de clientes e tínhamos muito feedback. Uma coisa que criticavam muito era o nosso modelo de negócio. A gente cobrava por pasta ativa. O que eu descobri depois, e demorei muito para entender, é que eles falavam que a gente estava vendendo para bancos algo a 99 reais por mês. Eles falavam que tinha algo errado, que estava barato, que eu nunca cresceria. Mas uma falha minha, que eu não conseguia transmitir, é que era o preço por 20 pastas. Até então eu não sabia explicar quanto pagaria um banco, pois não sabia quantas pastas eles precisavam. Essa não é uma informação pública. Com o tempo conversando com mais pessoas dentro do banco que eu consegui entender. Agora, a primeira coisa que eu pergunto é quantas pastas precisam por mês e, em seguida, mostro uma tabela de preços. Então aí começou a fazer muito mais sentido e os valores são maiores. Isso foi algo muito bom proporcionado pelas bancas e das visitas.

SIMI: E da primeira rodada? O que te marcou?

Ibarra: Na primeira rodada eu gostava muito mais da localização, porque era no Lourdes, rodeado de bar. E eu posso falar isso, sou empreendedor, uma coisa que vale muito para os empreendedores é a felicidade. O empreendedor tem muita mobilidade, então escolher um lugar onde ele pode morar e ser mais feliz é algo importante. BH é a capital do bar, o povo é muito receptivo. Isso é um grande diferencial sobre o porquê escolher essa aceleradora (Seed) e não a de outro lugar. Para quem vem de fora é muito melhor e mais simples e confortável morar em BH. Na 1ª rodada eu descobri todas essas coisas, o coworking era numa zona com muita atividade social. Iss, soma ao que o Seed te dá e as coisas vão acontecendo.

“Quase todos temos o mesmo hardware, o cérebro é igual para todos. O que está diferente é como você acha que pode resolver os problemas. É assim que você avança, pensando em formas diferentes de solucionar problemas”

SIMI: Ao longo de todo esse tempo de empreendedorismo, o que você destaca como as maiores barreiras?

Ibarra: As maiores barreiras que eu tenho até hoje, e por isso estou nesses programas para buscar ajuda, é que o próprio empreendedor freia o empreendimento a crescer. Faço parte de um grupo do Fórum Econômico Mundial, que o nome é Young Global Leaders. Então quando você vai lá, há pessoas que criaram companhias aéreas, políticos, empreendedores sociais etc. O que eu descobri passando tempo com eles é que quase todos temos o mesmo hardware, o cérebro é igual para todos. O que está diferente é como você acha que pode resolver os problemas. É assim que você avança, pensando em formas diferentes de solucionar problemas. Como mudar o software que está na cabeça para tirar as restrições que você tem, para poder crescer mais. É isso que eu estou procurando: um lugar onde eu estou conversando com pessoas e que eu sinta que eu sou a pessoa mais boba do lugar. Dessa forma,vou aprender e me desenvolver, para pensar de uma maneira diferente. Em toda minha trajetória empreendedora, sempre procurei ficar com pessoas mais experientes que eu, para pegar esse tipo de software de uma maneira mais acelerada, sem ter que desenvolvê-lo sozinho, porque isso demora mais tempo.

SIMI: Você já passou por vários ecossistemas diferentes, como México, Chile e Brasil. O que eles têm de comum e o que tem de diferente?

Ibarra: Nunca pensei nesse nível de detalhe, mas no México a política pública é diferente. Lá eles têm um escritório do governo para atender os empreendedores, mas há poucos programas para empreendedores que estão começando. Tem muitos programas de treinamento, mas não tem algo como o Seed, com esse investimento. Eles têm programas para empreendedores muito novos e para empreendedores que estão escalando. Mas se você está um pouco além do início, aí tem um buraco e é bom procurar em outros lugares, como Startup Chile ou aqui no Brasil. Já no Chile, o Startup Chile já tem muitos anos, e como foi o primeiro da América Latina, então se tornou referência para pessoas dos EUA e da Europa. Lá, praticamente todas as semanas, tinham pessoas muito importante visitando o Chile para ver o que estava acontecendo. Então você tinha a possibilidade de conhecer gente do mundo inteiro. Nesse caso eu não consegui aproveitar isso porque eu não estava avançado como eu estou hoje. Eu não tinha nada para adicionar valor a eles.

Já no Brasil, no Seed, eu sempre falo isso e ninguém acredita, mas aqui é muito divertido. E isso é importante porque se você se sente bem, você vai entregar bons resultados. Dos programas de aceleração que eu conheço, participei do México, Europa, Chile e Brasil, esse é o único que oferece happy hour para unificar os empreendedores. É uma coisa muito boba, mas faz muita diferença. Tinha o escritório no Lourdes e para mim era muito disruptivo, já que havia aquelas maquininhas que vendem biscoito, mas que vendiam cerveja também. Nunca tinha visto isso, principalmente em programas do governo. Lá não tinha regra nenhuma de consumo de álcool, mesmo assim nunca vi um empreendedor beber uma cerveja antes das seis da tarde. Todos entendiam o momento daquilo. Essa parte social é muito mais forte aqui.

Outro ponto legal daqui, é que hoje o Banco Inter é nosso cliente porque uma pessoa que trabalhava no Seed me apresentou ao cara certo lá. Essa é a importância das coleções sociais. Quando você cria um laço com a pessoa, um vínculo, elas te ajudam mais. Foi aí que começamos a decolar, antes disso eu já tinha desistido de vender para bancos. Estava desmotivado, mas quando essa pessoa me ajudou foi muito legal.

SIMI: E a Expediente Azul hoje? Está crescendo bem?

Ibarra: Estamos bem. Quando entramos tínhamos um cliente. Agora temos 41 instituições financeiras, bancos no Brasil, em Curaçao no Caribe. No México temos instituições financeiras e empresas que oferecem serviços para o banco. Estamos avançando, conseguindo validar. Fechamos uma rodada de investimentos com um fundo do México, já estamos conversando com outro fundo de investimento. A gente ainda é startup, não saímos do vale da morte, mas estamos na luta todos os dias.

SIMI: Tem alguma dica para quem quer vender a sua empresa?

Ibarra: A dica para vender uma empresa é igual para vender qualquer coisa. Comece a ligar e oferecer a empresa como se fosse qualquer produto, porque no final a empresa é o produto mais caro que o empreendedor tem.

Conheça mais sobre a Expediente Azul

A Expediente Azul é uma ferramenta voltada para instituições financeiras que analisa e armazena os documentos enviados por um usuário interessado em um empréstimo, gerenciando as comunicações interativas. Saiba mais em http://pastas.expedienteazul.com.

Via Simi.