SEED recebe SAP para apresentar resultados de mentorias criados para quatro programas mineiros

SEED recebe SAP para apresentar resultados de mentorias criados para quatro programas mineiros

Durante quatro semanas, Belo Horizonte recebeu 12 profissionais da empresa global SAP, por meio do Programa Social Sabbatical, que ofereceram serviços de consultoria voluntária a organizações e ONGs que lidam com projetos de impacto social. O SEED – Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development foi um dos beneficiados com a consultoria, junto com as instituições CEDUC Virgílio Resi, Embaixadores de Minas e o Instituto Ester Assumpção. Os resultados foram apresentados na manhã desta sexta-feira (04), na sede do SEED, no Centro de Belo Horizonte.

Silvana Braga, diretora-geral do SEED, abriu o evento agradecendo a dedicação da SAP com o programa durante este período. “Essas quatro semanas foram muito produtivas para nosso trabalho. Muitos acreditam que, por acelerarmos 40 startups por rodada, apenas elas são impactadas pelo programa. Mas vamos além. Com nossas atividades de Difusão, conseguimos impactar muitas pessoas em todo o estado. Até o momento, foram aproximadamente 34 mil pessoas”, afirma Silvana, garantindo que o apoio da SAP vai alavancar este número.

Após a permanência no SEED, os consultores Uwe Grigoleit, vice-presidente global da SAP e Chefe Global de Desenvolvimento de Negócios; Sophia Li, especialista sênior em operações empresarias; e o chefe de parcerias e serviços financeiros da Ásia-Pacífico, Peter Levin, elaboraram, com a equipe do SEED, uma metodologia para mensurar o real impacto social e econômico que o programa causa ao estado de Minas Gerais com suas atividades. A curto, médio e longo prazo os resultados qualitativos e quantitativos do maior programa público de aceleração de startups do país serão divulgados. O documento é resultado de uma consultoria pro bono da empresa global para o SEED, que foi escolhido entre projetos nacionais e estrangeiros.

De acordo com a coordenadora da Difusão, Yale Soares, e a responsável pelas Parcerias Globais do programa, Joanna Pagy, o escopo incluía apenas a mensuração das atividades de Difusão. “Quando recebemos os consultores e eles conheceram o SEED de fato, aceitaram o desafio de ampliar o escopo. Agora conseguiremos mensurar os impactos do Seed como um todo”, garantiram.

A relevância do SEED para o ecossistema global de empreendedorismo, bem como as atividades de difusão, fez o programa do Governo de Minas Gerais, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SEDECTES), ser selecionado pela SAP. No período da tarde, a metodologia foi apresentada à equipe do SEED para iniciarem as atividades.

Os consultores da SAP Uwe Grigoleit e Sophia Li (no centro) e Equipe SEED

 

Parceria com o Cabify

Tudo isto somente foi possível com o apoio da Cabify, que custeou todo o deslocamento dos consultores durante suas permanências em Belo Horizonte.

Demoday 100 Open Startups conecta empreendedores em Belo Horizonte

Demoday 100 Open Startups conecta empreendedores em Belo Horizonte

 

Startups, empresários e investidores ligados ao empreendedorismo e inovação tiveram a oportunidade de se conectarem durante o Demoday 100 Open Startups Belo Horizonte. O evento, que ocorreu na tarde desta quinta-feira (03), no Espaço CentoEQuatro, no centro da capital mineira, é uma prévia do que vai acontecer nos dias 31 de outubro a 5 de novembro na FINIT (Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia), promovida pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SEDECTES).

As 18 startups mineiras mais bem ranqueadas no 100 Open Startups 2017 apresentaram seus pitches e foram avaliadas por investidores renomados do ecossistema de empreendedorismo. “Nosso objetivo é conectar mais startups, grandes empresas e avaliadores ao programa, ressaltando que o Estado de Minas Gerais é um dos que mais têm startups participantes”, garante Bruno Rondani, fundador e CEO do programa 100 Open Startups.

Belo Horizonte tem grande representatividade dentro do movimento 100 Open Startups. Além de ser a segunda capital da inovação no país, possui 177 startups participantes, 41 grandes empresas, 254 avaliadores, 1.224 avaliações realizadas e possui 23 startups que entraram para o ranking das mais inovadoras de 2017.  Diante deste cenário, estar entre as top 100 do programa significa ter mais chances de crescimento e desenvolvimento, uma vez que o movimento permite o relacionamento com agentes-chave, como grandes empresas, investidores e aceleradoras que procuram soluções nas empresas iniciantes.

Para o superintendente de Inovação Tecnológica, Roberto Rosenbaum, Minas Gerais tem um dos melhores cenários para se investir.  “A SEDECTES conseguiu fazer Minas ser referência em tecnologia, canalizando nas áreas de inovação. Além de investir em empreendedorismo, hoje temos os centros de pesquisas que atraem cada vez mais mão de obra qualificada”, afirmou o superintendente da SEDECTES. Ele também aproveitou para convidar todos a participarem da FINIT, evento que apresentará os resultados dos investimentos do Governo de Minas na área de empreendedorismo.

Instrutor de discurso da Apple ensina empreendedores do SEED a fazerem um pitch perfeito

Instrutor de discurso da Apple ensina empreendedores do SEED a fazerem um pitch perfeito

O SEED recebeu, na tarde desta quinta-feira (03), o instrutor de discurso da Apple, Buddy Burke. Durante duas horas, os empreendedores acelerados tiveram a oportunidade de aprender como falar em público de forma clara, com o objetivo de atrair investidores. Após participarem de palestras e dinâmicas, os empreendedores do SEED tiveram seus pitches avaliados pelos convidados.

“A música é o silêncio entre as notas musicais”, disse Buddy Burke, parafraseando o compositor francês, Claude-Achille Debussy. Burke, que é especialista em ajudar cientistas e empresários a criarem pitches para investidores, garante que para um empreendedor atrair a atenção de seu público é necessário usar a entonação e a pausa corretamente, frisando a importância de uma boa oratória.

Nos dias que ficou em Belo Horizonte, Burke percebeu que os empreendedores brasileiros são os que mais compartilham conhecimento no planeta. “Não sei se é apenas uma virtude dos empreendedores belo-horizontinos ou se é dos brasileiros em geral, mas estou admirado como pessoas de sucesso contam suas virtudes. Vocês não são egoístas e acredito este ser o caminho para o sucesso”, afirma.

Durante a conversa com o instrutor, a maior dúvida dos empreendedores do SEED foi sobre qual a forma de fazer o melhor pitch. De acordo com Burke, isso não existe, uma melhor maneira ou fórmula pronta. Primeiro é preciso entender com quem você está falando, porque a apresentação muda de acordo com o público. Uma coisa que faz sentido para um investidor, pode não ser tão relevante para um cliente, por exemplo. Então, o discurso precisa fazer sentido para quem está escutando naquele momento.

Segundo Burke, o início do pitch é muito importante, pois é nele que você prende a atenção do seu público. Por isso, duas formas efetivas são: começar com uma pergunta ou colocar uma questão intrigante. Ele também falou que memorizar a apresentação nem sempre é a melhor estratégia. “É melhor dividir o pitch em tópicos, praticando o tom, ritmo e pausa entre as falas. Isso é o que bons discursadores dominam. É só ver o TED ou comediantes, por exemplo”, explica o especialista.

Storytelling também é uma forma efetiva para apresentar um bom pitch. De acordo com Burke, contar histórias é um hábito humano e todos gostam de ouvir uma quando bem contada, principalmente quando ela é pessoal, pois gera identificação. Isso também é possível fazer com empresas B2B, mas lembrando sempre de ir ao ponto, o diferencial da sua startup.

Ele ainda ressaltou que slides são importantes, mas devem ser apenas suporte para a fala, sendo claros, concisos, contendo o essencial – ideia, finanças e time. Por fim, o especialista garantiu que o pitch fica melhor a cada repetição. Então é preciso praticar, praticar e praticar sempre que possível, sem medo. Dessa forma, Burke garante uma apresentação segura que vai conquistar a atenção do público.

João Gustavo Claudino, CEO da Load Control, apresentando seu pitch

 

Não participou desta oportunidade e quer montar um pitch que faça com que todos tenham interesse em escutar? Veja algumas dicas do especialista Buddy Burke:

  • Antes de apresentar, boceje para abrir a garganta
  • Comece com uma declaração provocativa ou uma pergunta para abrir seu pitch
  • Conte o que você fará por quem está te ouvindo?
  • Entenda uma coisa: eles não se importam com você ou com quem você é, mas sim com seu produto ou serviço
  • Sempre que possível, coloque o público em uma história,
  • Pratique no chuveiro, pratique no seu carro, pratique onde você puder
  • Números: não basta deixá-los soltos, eles precisam fazer sentido
  • Nunca leia os slides, eles devem ser poucos e apenas complementar sua conversa
  • Sorria e sorria novamente
  • Mantenha o público com você: você está compartilhando algo que eles precisam saber
  • Use o ritmo para manter seu pitch interessante e compreensível
  • Faça pausas com frequência e você se destacará
  • Divirta-se e deixe-os com algo para pensar
  • Termine fortemente!