#PerfilEmpreendedor – Laur: da Estônia para o mundo

#PerfilEmpreendedor – Laur: da Estônia para o mundo

Por Isabela Scarioli

Você conhece alguém da Estônia? A gente conheceu. Esta semana, Laur, o loiro de 29 anos, mas que diz que na cabeça tem 16, visitou o SEED para conhecer um pouco melhor o ecossistema de empreendedorismo e inovação de Minas Gerais. 

Parece uma pessoa leve. Quer causar impacto positivo e, para isso, nos contou  que empreende continuamente . “Por isso que tem internet, né?”, diz bem humorado sobre sua forma de aprender.

Publicamos abaixo a conversa na íntegra (feita em português, diga-se de passagem). Para quem quer se inspirar, é um prato cheio.

 

SEED: Conta um pouco para nós como é sua trajetória empreendedora?

LAUR: Cresci em uma fazenda e desde criança era apaixonado por carros, meu sonho era ser engenheiro mecânico. Aos 14 anos aprendi design, a soldar, a fazer cálculos e a criar meu próprio veículo. Fiz um ano de intercâmbio no Brasil aos 16 anos, morei em Petrópolis e Cabo Frio.

Fui fazer faculdade de engenharia mecânica e elétrica na universidade de Bath, na Inglaterra, e comecei a trabalhar como engenheiro e motorista de teste. Na prática, aprendi que não gostava muito de carros. Pedi demissão, tirei quatro meses de férias e fiz um mochilão, o primeiro da minha vida, aos 23 anos. Fui para Califórnia, Costa Rica, Panamá, Brasil. Foi muito legal.

Voltei para a Universidade e fiquei curioso sobre o mercado financeiro. Comecei a estudar blockchain* e a fazer trade com Bitcoins* usando meu próprio dinheiro, que multipliquei várias vezes. Juntei este aprendizado com a neurociência e criei um cérebro artificial que opera nos mercados de criptomoedas. Também criei, com outras pessoas, uma startup que oferece o serviço de compra nos supermercados com celular, mas saí para me aprofundar no universo das finanças.

Terminei a universidade e voltei para a Estônia. Nessa época, a TransferWise* já existia e o líder de produto da empresa me convidou para trabalhar lá. Fui inicialmente gerente de produtos de compliance e logo depois passei a liderar a parte antifraude da empresa. A missão da Transferwise é criar um mundo financeiro sem fronteiras: grátis, instantâneo e conveniente. Lá eu entendi que estou interessado em fazer isso também: encontrar a melhor forma de resolver problemas, que gere menos desafios para os clientes.  

Saí da TransferWise em novembro do ano passado pois já tinha aprendido o que queria: como desenvolver uma organização e fazer um produto escalável. Lá tive contato com as melhores pessoas liderando e criando produtos, mas percebi que precisava do próximo desafio. Há coisas que me interessam mais neste momento. Um tema que me toca muito é a educação e a criação de um mundo sem fronteiras. Agora estou de férias, viajando há três meses e antes do Brasil passei por Honduras e México.  

 

S: O que você está fazendo por aqui?

L: Vim ao Brasil visitar minha família do intercâmbio e fazer knite surf. Quando percebi o que estava acontecendo no ecossistema de empreendedorismo e inovação, resolvi ficar mais uns meses para entender melhor. Visitei universidades, startups, aceleradoras e coworkings nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Floripa e Belo Horizonte.

Não tinha nenhuma ideia dessa efervescência quando vim para cá, são as minhas férias! Mas agora quero me mudar. Comecei por Floripa a minha pesquisa, lá me conectei com pessoas e startups do país inteiro. Abri o meu calendário para qualquer um marcar uma hora comigo. Quero entender o nível de maturidade das startups no mercado brasileiro e ajudá-las com as forças que eu tenho, pensando na missão de cada uma. Já conversei com umas 40 startups no Brasil.

 

S: Por que o Brasil?

L: Por quê não o Brasil? Para mim o país tanto faz. Mas aqui é um lugar em que as pessoas normais têm muitos problemas e os empreendedores muitas oportunidades. Essa mentalidade e os ecossistemas crescendo é muito rico. Há muita gente vivendo vidas não muito boas. Isso tem que mudar! Posso e quero causar impacto positivo. Não ligo muito para dinheiro. Sou mais de desafios, e esse é um desafio legal, de mudar um país. A Estônia é muito minimalista, dá para votar online, fazer e pagar seus impostos em três minutos, abrir uma empresa em 18. No Brasil é tudo complicado. Quero mudar isso e quando penso no que tenho a oferecer, minhas habilidades são valiosas.

O Brasil está em um momento muito interessante do seu empreendedorismo. O primeiro ciclo está se fechando. Os pioneiros já venderam suas empresas, já tiveram sucesso e estão investindo nos que estão nascendo. Esse é um ponto muito importante. Todos podem ler o Lean Startup*, mas antes de pôr o que está no livro em prática é impossível saber como é a experiência de criar uma organização, liderar, fazer crescer. Isso é fundamental para ter conhecimento nessa área. E no Brasil quem teve êxito está atuando como mentor dos novos empreendedores. Uma coisa que o empreendedor brasileiro tem de especial é que aqui é muito difícil empreender, então ele sabe se virar, atravessar as paredes.

Viajando pelo Brasil agora, conhecendo esses ecossistemas, não tenho como não pensar se é uma bolha ou não, porque cresceu muito rápido. Na mentalidade das startups locais o produto é muito forte, mas outras pensam também em como levantar dinheiro. Isso tem que ser feito no tempo certo, sem cliente não tem startup e não precisa de dinheiro (rs). Uma coisa que brasileiro gosta de fazer e que não é parte do mundo de startups geralmente é vendas e marketing. O problema são as startups que pensam mais em como vender do que em como criar um produto realmente bom. O ecossistema brasileiro precisa entender melhor como cada negócio está melhorando a vida dos seus clientes, tornando-a mais fácil, barata e acessível.

 

S: O que você está fazendo agora?

L: Estou aprendendo novas tecnologias de inovação e brincando com algumas ideias e produtos que estou criando. Uma coisa em que venho pensando muito é em como criar um mundo sem fronteiras. Todos os governos oferecem serviços para as pessoas e empresas e a sociedade paga por estes serviços por meio de impostos. Cada dia fica mais fácil para pessoas e empresas se mudarem e isto está criando competição entre países.

Decidi não decidir nada até o fim do mês. Uma coisa que tenho concreta é que quero me mudar para o Brasil, mas o que vou fazer ainda não resolvi, tenho muitas opções. Várias startups querem trabalhar comigo e tenho pensado em fundar uma aceleradora para criar esse Brasil mais eficiente.

 

S: Como você veio parar no SEED?

L: Em Floripa um dos meus primeiros contatos foi com o André Rota, da Darwin. Ele fez a ponte com o Daniel do SEED. Ontem, fui ao Hub, conhecer os programas do Minas Digital e achei incrível isso ser feito pelo governo. Nos outros países isso é conduzido pela iniciativa privada. Achei muito forte, especialmente esses programas para educação e o SEED. Na verdade não conheço o SEED tão bem, mas o que vi do programa achei muito interessante.

 

S: Qual o seu recado para as pessoas que querem mudar o mundo, tirar ideias do papel?

L: Ideias são baratas, valem dois centavos por ideia. É preciso pessoas boas para realmente criar coisas boas, falhar rápido, seguir em frente e enxergar se o mundo que você está querendo criar funciona para as pessoas reais. Por isso, o SEED é bom, porque tem mentorias, tem pessoas que inspiram as outras.

 

WikiSEED

*Blockchain ou “protocolo de segurança” – tecnologia que visa a descentralização de dados como medida de segurança.

*Bitcoin – moeda digital do tipo criptomoeda descentralizada.

*TransferWise – startup que busca soluções em transferências bancárias para o exterior.

*Lean Startup – livro de Eric Ries que fala sobre o modelo de negócios das startups.

Uma manhã das arábias

Uma manhã das arábias

Comitiva dos Emirados Árabes Unidos visita Minas Gerais para pensar possibilidades de cooperação

Gerar conexões, contribuir para aumentar o volume de comércio internacional e transferência tecnológica, incentivar e criar formas de financiar a inovação, atrair pessoas e investimentos de outros países para Minas Gerais. Essa é a rotina da equipe do Minas Digital que recebeu, na última sexta-feira, 6 de abril, no SEED, a visita de uma missão dos Emirados Árabes Unidos.

O subsecretário de Ciência e Tecnologia da SEDECTES, Léo Dias, foi o anfitrião da comitiva, que incluiu, além da Embaixadora do país no Brasil, Sua Excelência Hafsa Al Ulama e três membros de sua equipe, representantes de importantes instituições como da Câmara de Comércio e Indústria de Dubai, da Emirates, do Dubai Exports, do Dubai Foreign Direct Investment e da Autoridade da Zona Franca do Aeroporto de Dubai. Gabriel Mota do SEED e Rodolfo Zhouri do Hub Minas Digital auxiliaram na apresentação dos projetos e resultados do Minas Digital e na recepção dos convidados.    

Leo Dias apresenta os projetos do Minas Digital. (Foto: Isabela Scarioli)

A Embaixadora ficou positivamente surpresa pelo que está sendo feito em Minas Gerais e se mostrou animada para empreender esforços de cooperação para circulação de negócios, pessoas e investimentos. “Estou muito feliz e bem impressionada. Honestamente, esse lugar é ótimo. O futuro depende das novas gerações e o que vocês estão fazendo em Minas Gerais é ver o futuro agora. Os Emirados Árabes Unidos também acreditam que o futuro está nas novas gerações. Podemos estabelecer outras formas de cooperação, além das tradicionais como o fomento ao comércio entre os dois países. Trouxemos à esta visita diversas empresas e organizações que podem contribuir para construirmos pontes e acordos bilaterais. Mais que isso, temos que pensar juntos em inovação e juventude. Seria maravilhoso ter um grupo daqui visitando os centros de incubadoras no nosso país e vice-versa para pensarmos juntos em soluções para o mundo como um todo. Como transformar essas grandes ideias em negócios que serão líderes globais. Há tanta oportunidade”, diz.

Já, Abdur Rahim Ghulam Nabi, da Zona Franca do Aeroporto de Dubai, falou sobre a importância do intercâmbio de ideias e talentos para a inovação, “O programa é excelente e ainda combina a energia do espaço de coworking. Do minuto em que entramos aqui sentimos a energia eletrizante, não dá vontade de ir embora. Percebe-se que é um ambiente incrível e que as pessoas estão se beneficiando dele. O que o Minas Digital está fazendo em Minas Gerais, todos os números dos diferentes programas, o tipo de impacto que vocês estão causando, é realmente fenomenal.” Ele completa que “há muito potencial para cooperação. Estamos acostumados com nossa forma de vida, vocês com a de vocês, precisamos de uma polinização cruzada de pensamentos para a inovação acontecer.”

Ao fim da visita, podia-se ver a satisfação do grupo, houve troca de presentes e sentia-se no ar que naquela manhã iniciou-se a construção de uma ponte que pode levar e trazer conexões e desenvolvimento.

Respondemos algumas dúvidas sobre o edital da 5ª rodada do SEED

Respondemos algumas dúvidas sobre o edital da 5ª rodada do SEED

Prazos, documentação, quem pode participar e como conquistar uma vaga do maior programa público de aceleração de startups do Brasil? O SEED realizou, na noite da última terça-feira (27), um encontro aberto ao público para apresentar o programa e esclarecer essas dúvidas e tantas mais sobre o edital para a 5ª rodada, que está aberto até o dia 6 de abril. Todo o evento foi transmitido ao vivo pelas redes sociais (Facebook – /Seedstartups).

Para conquistar uma das 40 vagas oferecidas pelo programa de aceleração, os empreendedores precisam cumprir uma série de regras. O edital, publicado em www.minasdigital.mg.gov.br/seed, detalha as condições de participação. O processo de inscrição inclui  gravação de vídeo, envio de cartas de recomendação, descrição do modelo de negócio, detalhes do mercado e outras etapas.

Confira alguns dos questionamentos feitos pelos interessados sobre o edital que podem te ajudar na hora da inscrição.

  • O item 2.14 da Seção II do edital fala sobre a uma contrapartida mínima de 5%. O que isso significa?

Conforme disposto no item 2.14 da Seção II, todos os benefícios oferecidos pelo programa (financeiros e não-financeiros) são livre de participação, ou seja, não ficamos com ações da empresa. Entretanto, cada startup deve investir, no mínimo, 5% do valor financeiro recebido do programa. Além disso, uma das obrigações dos selecionados será a participação em atividades de difusão, de acordo com Seção II, itens 5.4 e 5.7 do Edital.

  • Qual o interesse do SEED por startups mineiras e/ou de outros estados e países que estejam planejando permanecer em Minas Gerais após a conclusão do programa?   

De acordo com a Seção I do Edital, no item 2.1 – O presente Chamamento tem por objetivo selecionar até 40 (quarenta) projetos de negócios de base tecnológica de quaisquer segmentos, apoiando empreendedores, nacionais ou estrangeiros, que queiram desenvolvê-los na cidade de Belo Horizonte, no Estado de Minas Gerais, localizado na região sudeste do Brasil.

  • Startups que estão em desenvolvimento de protótipo tem chance de serem selecionadas pelo SEED ou o programa tem interesse nas que já geram receita?

Os critérios de seleção definem o escopo dos projetos a serem selecionados de acordo com o objetivo do chamamento público, como disposto no subitem 2.1, bem como subitem 2.4, da Seção I. Além disso, consta no item 7, Seção 1, todos os aspectos que serão avaliados comparativamente entre os projetos.

  • Como deve ser feita a carta de recomendação. Tem algum modelo?

Não existe modelo de carta de recomendação. De acordo com o Edital, no item 6.1 – De forma a permitir a sua adequada análise, cada projeto deverá apresentar, por meio do formulário eletrônico de inscrição, pelo menos as seguintes informações:

Quanto aos membros da equipe proponente: carta de recomendação de pelo menos duas referências distintas que possam atestar o comprometimento e a capacidade de pelo menos 2 (dois) membros da equipe proponente em cumprir com a metodologia do programa.

  • Se uma startup se inscreveu para o programa de aceleração do SEED no ano passado, ela tem que esperar 2 anos para se inscrever novamente?

Não. Todavia sugerimos que o projeto seja alterado aproveitando o feedback recebido para que possa ser selecionado em uma próxima rodada. A vedação das inscrições nas duas edições subsequentes refere-se a projetos selecionados em que houve o término antecipado por pedido do coordenador, como dispõe os itens 7.8 a 7.11 do edital.

  • Se minha startup não for selecionada neste edital, recebo algum tipo de feedback?

No prazo de 48 (quarenta e oito) horas, contadas da publicação do resultado da seleção, todos os proponentes do presente chamamento terão acesso à avaliação do seu projeto, preservada a identificação dos juízes do Comitê Julgador.

  • Estamos nos inscrevendo na 5ª rodada, porém, um integrante está trabalhando como CLT e um segundo possui um MEI. Contudo, isso não afetaria as presenças semanais no escritório compartilhado do SEED. Isso seria um problema? É necessário se desvincular da empresa e do MEI?

A resposta para este questionamento encontra-se na Seção II, subitem 1.3 do Edital, que expõe que será assegurado a todos os participantes do programa o uso semanal do escritório compartilhado que funcionará das 09h00 às 21h00 em dias da semana, sendo 9 (nove) horas de uso obrigatório, divididas em pelo menos dois dias, e 18 (dezoito) horas de uso opcional.

Não recomendamos o compartilhamento de horários com outras atividades fora do projeto, mas não é proibido.

Outro ponto que deve ser observado é que, de acordo com Seção I, subitem 9.1 do Edital, os membros da equipe proponente dos projetos selecionados deverão se apresentar para iniciar a participação na primeira semana do programa, do dia 26 a 29 de junho, no escritório compartilhado do programa SEED, localizado na Praça Rui Barbosa, nº 104, Centro, na cidade de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, sob pena de desclassificação.

  • As startups precisam ser 100% voltadas a tecnologia ou podem ser dividas em plataformas digitais e projeto físico? As startups devem cumprir com a definição, de acordo com a definição de startup de base tecnológica do subitem 2.4 do edital. A equipe tem que estar morando em BH durante o programa?

Esta resposta pode ser encontrada na Seção I do edital, nos itens de 3.1 a 3.5, que dispõe da elegibilidade dos projetos. No item 3.4 fica explícito que o negócio de que trata cada projeto deve estar claramente caracterizado como startup de base tecnológica, conforme definição apresentada no subitem 2.4 da Seção I do Edital.

  • Quem deve assinar e qual o conteúdo deve conter a carta de motivação?

A carta de motivação deve ser redigida pelo proponente (coordenador do projeto), de modo a explicar claramente os objetivos e intenções da equipe em participar do programa.

  • A questão de orçamento, custos de mudança, também é retirado do valor de investimento?

Esta resposta pode ser encontrada na Seção II do Edital, no subitem 2.9 que estabelece que a parcela fixa do incentivo também poderá ser empregada para o pagamento das despesas realizadas em nome dos participantes com passagens e locomoções de ida e de volta aos locais de residência original, bem como com seguro de saúde e de viagem e com procedimentos necessários para a obtenção de visto.

  •  Gostaria de compreender melhor sobre o vídeo de Validação dos Marcos de Desenvolvimento. Podem dar mais detalhes do que esperam, por favor?

Os vídeos serão avaliados de acordo com detalhes dispostos na Seção I, nos subitens, 7.4 e 7.6 do Edital. Os vídeos devem estar embasados nos conteúdos determinados pelo item 6, Seção I, do edital.

  • Sobre a equipe proponente, somente os sócios devem ser colocados ou indica-se incluir um funcionário e/ou estagiário?

A equipe proponente deve ser formada por dois ou três membros que, de fato, participarão presencialmente com seu projeto durante o Programa SEED em Belo Horizonte/MG – Brasil;

  • Existem cotas para projetos de estrangeiros?     

Não existe nenhum tipo de cota para qualquer tipo de equipe proponente.

  • A possibilidade de substituição da “equipe proponente” que participa presencialmente do programa só pode ser realizada com pessoas que foram previamente inscritas como “equipe do projeto”?

Esta resposta se encontra no item 4.9 da Seção I do Edital que dispõe o seguinte: Submetido o projeto, não serão admitidas quaisquer alterações na equipe proponente, como inclusão, troca ou exclusão de membros, a não ser por aqueles membros da equipe do projeto submetido que já estejam incluídos no formulário de inscrição, sob pena de desclassificação de toda a equipe no programa, exceto nos casos previstos pelos atos normativos que regem o programa SEED, em especial Lei Estadual nº 20704 de 03/06/2013, Decreto Estadual nº 46258 de 18/06/2013 e sua atualização nº 46.776. No caso de desistência de algum membro da equipe proponente aprovada, este poderá ser substituído por outro membro incluso no formulário de inscrição, desde que possua qualificação semelhante ou superior, e seja aprovado pela equipe gestora do SEED. Esta substituição deverá ser solicitada por escrito à coordenação do programa, POR MEIO DO EMAIL seed@fco.org.br, dentro do prazo de 15 (quinze) dias corridos, após divulgação do resultado final dos selecionados.

  • Meu professor orientador de TCC pode escrever a carta de recomendação da minha startup?!

Esta resposta se encontra no item 6.1 da Seção I do Edital, que dispõe que é necessário carta de recomendação de pelo menos duas referências distintas que possam atestar o comprometimento e a capacidade de pelo menos 2 (dois) membros da equipe proponente em cumprir com a metodologia do programa.

  • Quantas ideias já foram selecionadas sem terem tido alguma venda antes?

As inscrições para o SEED são abertas para todos os projetos que se encaixam nas definições do subitem 2.4 do edital.                                                               

  • Somos 3 sócios, e dois deles trabalham. Como se divide essa carga horária, há alguma restrição?

Sim, há uma carga horária mínima a ser cumprida por cada membro da equipe de 9 (nove) horas de uso obrigatório, divididas em pelo menos dois dias, e 18 (dezoito) horas de uso opcional. Esta resposta encontra-se na Seção II, subitem 1.3.

Não obstante, de acordo com Seção I, subitem 9.1, os membros da equipe proponente dos projetos selecionados deverão se apresentar para iniciar a participação no programa na primeira semana do programa, do dia 26 a 29 de junho, no escritório compartilhado do programa SEED, localizado na Praça Rui Barbosa, nº 104, Centro, na cidade de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, sob pena de desclassificação”.

  • Uma mesma pessoa pode participar de duas equipes?

Como proponente, uma mesma pessoa só pode se inscrever em um projeto. Esta resposta está na Seção I, subitem 3.1 do Edital.

 

Se tiver mais alguma dúvida, confira nossos vídeos de FAQ:

Tudo o que você precisa saber sobre a 5ª rodada do SEED – e a sua chance de perguntar!

Tudo o que você precisa saber sobre a 5ª rodada do SEED – e a sua chance de perguntar!

Participar do Programa SEED – Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development – é muito mais que uma oportunidade de aceleração para os empreendedores. Para a maioria, é um sonho. A disputa é tão acirrada que, somente na última rodada foram registrados 36,32 concorrentes por vaga. E para conquistar um desses tão almejados lugares, todos querem saber os mínimos detalhes do edital, que está aberto para inscrições até 6 de abril.

Para acalmar os ânimos e dar aquela “ajudinha”, a equipe do SEED realizará um MeetUp para esclarecer as dúvidas dos interessados. O encontro, aberto ao público e transmitido ao vivo por nossas redes sociais, acontecerá no próximo dia 27/03, às 19h, no coworking do SEED, localizado no Espaço 104, no Centro de Belo Horizonte. As inscrições são gratuitas e estão disponíveis no Sympla

O edital vai selecionar 40 startups e empresas de base tecnológica que terão, a partir do dia 18 de junho, acesso a um dos maiores programas de desenvolvimento empreendedor e à aceleração de startups da América Latina. Cada selecionada recebe, além dos benefícios não financeiros, capital semente de até R$ 80 mil, livre de participação.

Compostas por dois ou três empreendedores nacionais ou estrangeiros, as startups terão acesso à formação empreendedora, mentores experientes, eventos e a um ambiente fértil para conexões com empresas, investidores e o próprio governo, que compõem uma das maiores redes de inovação e empreendedorismo do Brasil.

Podem se inscrever maiores de 18 anos que tenham disponibilidade para permanecer em Belo Horizonte durante seis meses e cuja equipe e produto apresentem um alto potencial de impacto no ecossistema de inovação e empreendedorismo de Minas Gerais. Os projetos serão selecionados por uma equipe externa a partir da avaliação de critérios como inovação, escalabilidade, capacidade técnica e complementar da equipe, atitude empreendedora, potencial de mercado, entre outros.

O edital e as inscrições podem ser acessados pelo site do Minas Digital e o resultado será divulgado no dia 06 de junho de 2018.

O SEED

Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – SEDECTES, o SEED é parte do Minas Digital, uma série de iniciativas governamentais, parcerias e rede de networking que buscam impulsionar o desenvolvimento de negócios inovadores e fortalecer a cultura empreendedora no Estado. Considerada a única aceleradora com recursos públicos do país, o SEED potencializa a interação, as redes e a transferência de conhecimento e habilidades entre empreendedores apoiados e o ecossistema local.

Números do SEED

Até o momento, passaram pelo SEED 152 startups,  sendo 36 estrangeiras, e 384 empreendedores oriundos de 5408 inscrições. Somente na última rodada, as 40 startups participantes de sete estados brasileiros (Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo, Recife, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e cinco países (Chile, Peru, Portugal, Estados Unidos e Índia) impactaram cerca de 45 mil pessoas. Ao todo, foram realizadas mais de 1000 horas em 520 atividades nos 17 territórios regionais de Minas Gerais. A equipe de aceleração registrou 4.400 horas de mentoria personalizada, 120 horas de conteúdo compartilhado e 164 empregos gerados diretamente, mais de R$ 2,8 milhões de faturamento total das startups e mais de R$ 7,5 milhões investimento captado.

Simi e Seed transmitem debate ao vivo sobre empreendedorismo feminino

Simi e Seed transmitem debate ao vivo sobre empreendedorismo feminino

Não há mais espaço para sexismo no mundo. As mulheres têm lutado, por anos, para conquistar seus espaços em várias áreas e, no empreendedorismo, na ciência e na tecnologia, não poderia ser diferente.

Neste Dia Internacional da Mulher, 8 de março, quinta-feira, o SIMI e o SEED vão realizar, às 14h, um debate sobre as conquistas e barreiras do empreendedorismo feminino. O encontro será transmitido ao vivo em ambas as páginas oficiais do Facebook e terá cinco convidadas.

A Live será mediada pela coordenadora de Comunicação do SEED, Isabela Scarioli, MBA internacional com foco em inovação e empreendedorismo em economias em desenvolvimento e especializada em Gestão de Negócios.

Para debater a presença das mulheres no empreendedorismo, estarão presentes Gabriela Santana, gestora de Projetos de Empreendedorismo e Inovação na Sedectes; Mariah Júlia, empreendedora da startup Melhor PlanoIsabella Corradi, agente de aceleração do SEED; e Paola Cicarelli, empreendedora da startup Cuboz.

Além disso, o talk quer incentivar mais mulheres a se inscreverem e participarem da 5ª rodada de aceleração de startups do SEED, já que acontecerá no dia da abertura das inscrições para o programa.

Programa-se e acompanhe, afinal, lugar de mulher é onde ela quiser!

Empresas aceleradas pelo SEED crescem e colhem frutos da participação

Empresas aceleradas pelo SEED crescem e colhem frutos da participação

Programa do Governo do Estado para desenvolver startups impacta economia mineira com empregos gerados e negócios fechados

Considerado um dos maiores projetos públicos de aceleração de startups da América Latina, o SEED – Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development deve abrir, nas próximas semanas, as inscrições para a quinta rodada do programa. A grande novidade é que, em iniciativa inédita no país, o SEED vai treinar seus próprios agentes de aceleração, que irão auxiliar na capacitação das startups participantes na próxima rodada.

“Vamos contratar pessoal e dar um treinamento de agente de aceleração, durante seis semanas. Isso nunca foi feito antes no programa. O principal diferencial é que essas pessoas serão treinadas por nós, que já estamos no programa, e, portanto, dentro da cultura do SEED, o que afina o trabalho”, explica Bruno Scolari, que acaba de assumir a coordenação do programa junto ao colega Daniel Oliveira. “Estávamos à frente da aceleração e agora assumimos o SEED. O fato de nós dois sermos empreendedores também agrega ao trabalho, pois entendemos o que todos passam”, frisa Scolari.

Aliás, todo o processo de aceleração do SEED já vinha sofrendo mudanças: até a terceira rodada, era contratada uma aceleradora externa. “Com isso, não havia uma gestão apropriada e contínua de conhecimento de um período para o outro”, enfatiza o coordenador. Na última rodada, o processo foi feito de forma interna. “Criamos uma metodologia, com um time de aceleração próprio do SEED, e testamos. Queríamos fixar o conhecimento ali, criar uma cultura. Os resultados foram muito bons. Consideramos que foi a melhor rodada que tivemos até hoje”, diz Scolari.

Os números da quarta rodada comprovam os bons resultados. As 40 startups participantes – 101 empreendedores, de dez nacionalidades – tiveram um faturamento total de R$ 2,8 milhões, e, além disso, captaram mais de R$ 7,5 milhões em investimentos. Foram gerados, ainda, 164 empregos diretos.

“Outra novidade importante que trouxemos na quarta aceleração foi que antes o SEED era muito focado no negócio. Mas o empreendedor também tem que se desenvolver como profissional. Então trouxemos um parceiro para isso. Essa etapa foi chamada de trilha do desenvolvimento do empreendedor”, destaca Scolari. Dessa forma, enquanto os agentes de aceleração cuidavam do desenvolvimento do negócio da startup, os empreendedores treinavam e otimizavam suas habilidades socioemocionais, sendo preparados para os desafios do mercado.

No total, foram 4.400 horas de mentoria personalizada e 120 horas de conteúdo compartilhado entre os empreendedores. O programa também tem um viés de difusão por todo o estado: foram mais de 1.000 horas em 520 atividades realizadas em todos os 17 territórios regionais de desenvolvimento, impactando mais de 30 mil pessoas.

Startup mineira destaque

A Melhor Plano foi um dos destaques e está em pleno crescimento.

A Melhor Plano, uma das empresas destaque da quarta rodada de aceleração do SEED, surgiu em 2016 pensando em encontrar soluções de telefonia mais baratas para o consumidor. Pedro Israel e o sócio Felipe Byrro, ambos de Belo Horizonte, perceberam a dificuldade de se escolher um plano ideal, e a partir daí criaram o negócio. “Nosso objetivo é ajudar o usuário a encontrar a opção mais interessante para a necessidade dele. Começamos focados em planos de celular, mas hoje oferecemos o serviço também com banda larga, TV por assinatura e telefonia fixa. E pretendemos ampliar isso”, afirma Pedro Israel.

A startup, que começou com os dois amigos, hoje tem sete funcionários e está com 11 vagas abertas após a aceleração no SEED. No período, o faturamento da empresa triplicou. “Nossa expectativa é muito grande. Estamos fazendo um acordo de investimento que também só foi possível graças a esse amadurecimento em 2017”, comemora.

Negócio fechado

Na outra ponta, pensando em facilitar o dia a dia do empresário, surgiu a Saipos, um sistema para restaurantes que ajuda na gestão do negócio. “Todo online e na nuvem, nosso sistema dá mais tempo para o empresário pensar no negócio dele e não se preocupar tanto com as partes burocráticas”, resume o CEO da Saipos, Anderson Onzi.

A Saipos veio do Rio Grande do Sul para aceleração no SEED.

“Para a Saipos, o SEED foi um divisor de águas. Estávamos em um ritmo completamente diferente antes da aceleração. Fechamos negócio com um fundo de investimento, o Gávea Angels, durante a rodada”, conta.

A startup, que completou um ano de existência em janeiro, tem dez funcionários e espera fechar 2018 com o dobro. “Um exemplo da importância do trabalho feito pelo SEED: tivemos uma mentoria para aprender a fazer pitch (termo que denomina uma breve apresentação feita pela empresa para despertar o interesse do cliente ou investidor pelo negócio). O nosso pitch estava horrível, conseguiram nos ajudar e fechamos o negócio com o Gávea Angels graças a isso”, comemora Onzi.

O SEED

Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SEDECTES), o SEED é parte do Minas Digital, uma série de iniciativas governamentais, parcerias e rede de networking que buscam impulsionar o desenvolvimento de negócios inovadores e fortalecer a cultura empreendedora no Estado. O SEED tem como objetivo incentivar o empreendedorismo e transformar Minas Gerais em um polo tecnológico, por meio de ideias inovadoras. No total, o SEED já acelerou 152 startups, sendo 36 estrangeiras, e recebeu 5.408 inscrições.

Considerado pela Bloomberg Foundation um dos grandes projetos de inovação do setor público no mundo, o programa tem como diferencial a não exigência de CNPJ ou participação do Governo no negócio criado pelas startups. O programa tem alcance internacional e busca atrair empresas de todo o mundo para o ambiente do estado, estabelecendo um ecossistema de integração, troca de experiências e geração de resultados.

Veja mais sobre a quarta rodada neste vídeo produzido pelo Sistema Mineiro de Inovação (SIMI):

SEED recebe a segunda turma do WY Experience

SEED recebe a segunda turma do WY Experience

Dez jovens de diferentes lugares do Brasil passaram o dia no SEED para entender mais sobre empreendedorismo, startups e cultura da inovação. Realizado pela organização sem fins lucrativos, Wylinka, em conjunto com a Sedectes e apoio do SEED, a segunda edição do WY Experience tem o objetivo de movimentar o ecossistema, capacitando universitários para desenvolver competências e trabalhar na transformação de pesquisa em tecnologia.

No SEED, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre o funcionamento de um dos maiores programas de aceleração de startups da América Latina. Durante o WY Experience, eles ficarão dois meses imersos em ambientes de inovação e tecnologia com o objetivo de criarem conexões e desenvolverem projetos inovadores.

De acordo com a agente de inovação da Wylinka, Amélia Machado, ao final do programa devem ser apresentados dois projetos, um individual, que impacte o ecossistema local de cada um e um coletivo, visando o ecossistema de Belo Horizonte. “A ideia do WY Experience surgiu em 2016, onde tivemos nossa primeira turma com seis participantes. Dessa vez, selecionamos mais jovens com perfis e áreas de estudo diversas para que, juntos, possam complementar o programa com visões diferentes. Para esta edição também inserimos o projeto para BH”, afirma.

O primeiro módulo – autoconhecimento – começou hoje (10) e trabalhou a inteligência emocional, liderança, metodologias de autoconhecimento e mindfulness. A jornada empreendedora de capacitação e aprendizado ainda terá mais quatro módulos – empreendedorismo, ecossistemas, inovação e tecnologia e impacto social. Outras atividades também acontecerão no SEED nesse período.

Quer saber mais sobre os participantes? Então confira a matéria do Simi – Sistema Mineiro de Inovação.

Empreendedores do SEED aprendem a construir uma comunicação eficiente

Empreendedores do SEED aprendem a construir uma comunicação eficiente

Interessados em melhorarem seus pitches, os empreendedores do SEED participaram da palestra “Comunicar para se conectar” com Mariela Parolini, fonoaudióloga especialista em voz, oratória, media training e pitch. Mariela, que também é empreteca, deu dicas de postura, olhar, gestos e de qual tom e entonação usar ao apresentar seus negócios.

De acordo com a fonoaudióloga, o discurso não pode ser decorado, já que ele deve ser adaptado de acordo com o tipo de público para o qual a startups está se apresentando. “O ideal é não decorar o pitch, nem ler os slides, mas sim trabalhar com uma estrutura de pensamento baseado em tópicos e usar os slides como apoio e referência. Assim o empreendedor saberá o que falar em qualquer situação, para investidores ou clientes, de forma natural”, afirma Mariela.

Para que o discurso seja eficiente, a principal dica da especialista é treinar muito a oratória. “É preciso trabalhar a velocidade da fala para que ela seja inteligível, com uma boa articulação das palavras, pausas e respiração. Fazer exercícios antes da apresentação propicia uma voz mais firme. Uma boa dica é filmar o pitch para que você mesmo veja onde pode melhorar”, garante.

Mirela também lembra que a comunicação não verbal é essencial para a credibilidade que se quer passar. “Algumas leituras são feitas inconscientemente. Movimentos como se direcionar para quem pergunta, mexer as mãos para frente e ter um ponto de apoio para elas, olhar assertivo, além de uma boa postura corporal, transmitem segurança para quem está escutando”.

Por fim, a fonoaudióloga destaca a importância de trabalhar valores essenciais no discurso. “Ninguém entende e conhecer mais da sua startup do que você. Para conquistar o público, seu propósito de vida deve transparecer no pitch. Assim, você conseguirá aperfeiçoar cada vez mais, alcançando uma comunicação eficiente com seu público”, finaliza Mariela.

Mulheres no empreendedorismo e na tecnologia são tema do SEED Experience

Mulheres no empreendedorismo e na tecnologia são tema do SEED Experience

Das 40 startups que entraram na 4ª rodada do SEED, um dos maiores programas públicos de aceleração de startups da América Latina, apenas 8 têm CEOS mulheres. Como mudar esse cenário e propiciar que mais mulheres empreendam? Como fazer com que essas empreendedoras se interessem pelas áreas de tecnologia? Para falar sobre essas e outras questões, o SEED Experience “Elas à frente: Trajetórias e batalhas das mulheres no empreendedorismo” recebeu apenas mulheres na noite desta quinta-feira (16).

A 5ª edição do evento aconteceu em comemoração ao dia Dia Global do Empreendedorismo Feminino, lançado em dia 19 de novembro de 2014 pela ONU (Organização das Nações Unidas). De acordo com o Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras em Micro e Pequenas Empresas 2013, do Sebrae, 7,3 milhões de mulheres são empreendedoras no Brasil. O censo aponta que a participação feminina foi de 31,3%, em 2012, contra 29,4%, em 2002 – o que corresponde a um crescimento de 18% nos últimos dez anos.

O evento começou com a palestra “Todas as mulheres: Liderança e revolução” com Dani Marinho, consultora na ThoughtWorks Brasil, e Kelly Maia, sourcer da ThoughtWorks Global, abriu o SEED Experience. Dani e Kelly falaram sobre a importância de revolucionar a tecnologia, causando impacto no mercado local e na comunidade, para que as mulheres de fato consigam lugar no mercado de inovação.

“O machismo institucionalizado perpassa todas os lugares, principalmente empresas ligadas à tecnologia. Nós lutamos para sairmos de um lugar de invisibilidade em uma sociedade patriarcal. Por isso é importante que estejamos cientes do lugar que estamos, de onde viemos, para saber o que vamos enfrentar até conseguir chegar a cargos de tomada de decisão”, afirmou Kelly.

Por isso, a importância de falar sobre liderança para mulheres e do aprendizado que também deve vir por parte dos homens. “Também é preciso que eles sejam abertos e se coloquem no nosso lugar. Essa posição não é confortável, mas o olhar para o outro, quando existem práticas discriminatórias de gênero que excluem as mulheres do mercado do trabalho, deve ser feito pelos homens, para que consigamos mudar essa realidade”, garante Dani. E ambas afirmam: “Queremos todas as mulheres na tecnologia”.

Kelly Maia e Dani Marinho da ThoughtWorks

Em seguida, aconteceu uma conversa mediada por Ciranda Morais, fundadora da She’sTech, com quatro CEOs de startups do SEED, Amanda Busato (UPME!), Bruna Kassab (Evoé), Janayna Bhering (Safetest) e Juliana Brasil (MYPS). As cinco falaram sobre os desafios enfrentados pelas mulheres que querem empreender e de como fazer para fomentar o empreendedorismo feminino.

Segundo Ciranda, a construção de redes para fomentar a participação das mulheres na tecnologia e empreendedorismo é essencial. “É justamente isso que o She’sTech faz. A gente se une para criar uma rede forte, para ter engajamento, para capacitar mulheres, para inspirar as outras e assim construir uma comunidade de mulheres empreendedoras. Para que isso seja possível, é preciso criar oportunidades e promover inclusão profissional e social de todas”, considera a mediadora.

As empreendedoras do SEED também afirmaram o desafio de serem mulheres nesse mercado. De acordo com elas, as dificuldades já começam em casa, ao ter que conciliar as funções do cargo de chefia com as funções historicamente delegadas às mulheres. “O desafio começa quando você tem que pensar com quem deixar as crianças, o que geralmente não é uma preocupação dos homens. Colocar essas discussões em pauta com mais frequência é importante para que possamos conhecer outras que estão passando pelas mesmas experiências”, pontuou Janayna.

A falta de desenvolvedoras e programadoras também foi uma questão muito falada. “Uma das nossas dificuldades é se familiarizar com todas essas linguagens que nunca tivemos contato. A transformação também passa pela maior inclusão e entrada de mulheres nessas áreas”, afirma Amanda. E Bruna completa “Eu estou procurando há algum tempo uma desenvolvedora para a Evoé, mas é muito difícil achar”.

Por fim, o evento teve a conclusão de que “juntas somos mais fortes”. “Queremos criar um ambiente seguro, para que as mulheres levem suas dúvidas, sem medo e insegurança e possamos cada dia alcançar mais pessoas”, declara Ciranda.  “Se não temos opção, a gente deve ir lá em fazer, liderando quando for possível, para que com o tempo isso seja uma coisa natural”, finalizou Amanda.

Ciranda de Morais, fundadora da She’sTech, mediando o SEED Experience “Elas à Frente”

SEED Experience

Com intuito de inspirar empreendedores e comunidade, foi criado o SEED Experience. O evento abre as portas do SEED para sociedade, levando conteúdo e interação com o ecossistema de Minas Gerais. Um dos objetivos é impactar o público por meio de eventos descontraídos e educativos e alcançar, uma média de 1.000 pessoas no Estado, gerando mais de dez horas de conhecimento reaplicáveis.

SEED recebe visita técnica da Anpei

SEED recebe visita técnica da Anpei

Nesta segunda-feira, (30), o SEED recebeu mais de 100 profissionais, entre presidentes, diretores, gerentes e analistas, inscritos na Conferência Anpei de Inovação, realizada pela Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais (SEDECTES). Estiveram presentes empresas como VALE, Petrobras, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Universidades e outras organizações tecnológicas e de inovação.

O SEED MG, um dos maiores programas de aceleração de startups da América Latina, foi o primeiro local da visita técnica no ecossistema de inovação mineiro. Os quatro roteiros também incluíram outros centros de pesquisa e desenvolvimento tecnológico de Minas Gerais, como a sede do Google em Belo Horizonte, o Instituto Tecnológico Vale, a Universidade Corporativa Fiat Chrysler Automobiles Latam (ISVOR), o Centro de Inovação SENAI/FIEMG, além de instituições em Ouro Preto.

A visita antecede a 16ª Conferência Anpei de Inovação, que será realizada durante a Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia (FINIT), entre os dias 31 outubro e 1ª de novembro, no Expominas. Na programação, estão palestras, workshops, vivências e arena de negócios que acontecerão simultaneamente em palcos e salas. O subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sedectes, Leonardo Dias, ressaltou o ambiente de inovação estratégico de Minas Gerais para receber o evento. “Estamos realizando a 2ª edição da FINIT para continuar divulgando o ambiente de inovação de Minas Gerais, além dos vários programas que o Estado oferece. Somos um celeiro de Universidades, de talentos e boas ideias. E é nisso que queremos investir, em soluções inovadores, para gerarmos conexões e oportunidades de negócios entre empresas e startups”, afirma.

De acordo com Vera Crósta, coordenadora da Conferência, essa visita técnica é a ­marca registrada da associação para que os participantes conheçam o ecossistema, com oportunidades de fazer interação e networking. Com o tema “Vivendo a inovação em um mundo em transformação”, a edição deste ano irá discutir novos caminhos para a inovação em um mundo em constante e rápida transformação nas relações e nos modelos de negócio usualmente conhecidos.

Para Vera Crósta, coordenadora da Conferência, a expectativa é que o evento seja um espaço de muita interação e mão na massa. “A ideia da Conferência é trazer para os participantes uma trilha de aprendizado, com conteúdos simultâneos, para que possam conhecer, entender, vivenciar e já saírem com uma ideia para colocar em prática”, explica. De acordo com ela, essa trilha é baseada em três princípios: pessoas empoderadas e conectadas, negócios conscientes e tecnologias transformadoras. “É isso que imaginamos que estão buscando das organizações e empresas”, complementa Vera.

A visita também teve a participação dos empreendedores do SEED, que apresentaram suas startups para os participantes. Soluções na gestão de contratos (Contraktor), novos modelos de aprendizado na educação (Cuboz), sistema para gerenciamento de resíduos (NETResíduos), sistema para gestão de restaurantes e lojas (Saipos), ferramentas para as instituições financeiras (Expediente Azul), software para melhorar vendas (Rectrix) e ferramenta de segurança para mulheres (Kwema).

Conferência Anpei de Inovação

Realizada desde 2001, a Conferência Anpei tem se consolidado como fórum privilegiado para o encontro de representantes de empresas, agências do governo e instituições de C,T&I para discussão e encaminhamentos de políticas e práticas voltadas à inovação nas empresas e no país.

FINIT

Organizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais (SEDECTES), a FINIT se destaca como um grande hub, reunindo importantes e consolidados eventos em um só local, tendo como público-alvo startups, grandes empresas, pesquisadores e profissionais das áreas de tecnologia e inovação.

Programa Minas Digital

Coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SEDECTES), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG), o SEED faz parte do programa MINAS DIGITAL – uma série de iniciativas governamentais, parcerias e redes de networking que buscam impulsionar o desenvolvimento de negócios inovadores e fortalecer a cultura empreendedora no Estado. O objetivo é transformar Minas Gerais no maior polo de empreendedorismo e inovação da América Latina.